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Análise dos Times

Santos

Principal

Motivo: Empate com um a menos narrado como superação; expulsão de Neymar relatada de forma factual

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Vantagem e gol de Juba citados factualmente; fala de Nestor reproduzida sem julgamento editorial

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Santos Brasileirão Bahia Neymar Vinícius Júnior Vila Belmiro Sávio Pereira Sampaio Luciano Juba Luan Peres Rodrigo Nestor Marca A Bola As

Conteúdo Original

A expulsão de Neymar no empate por 1 a 1 entre Santos e Bahia , na Vila Belmiro , pela 32ª rodada do Brasileirão , repercutiu amplamente nos principais veículos esportivos do continente europeu. Os diários espanhóis As e Marca , além do português A Bola , deram ênfase à aplicação da diretriz disciplinar que coíbe atletas de cobrirem a boca durante desentendimentos verbais em campo. ➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte Na Espanha , o jornal As ressaltou o momento em que o árbitro Sávio Pereira Sampaio foi acionado pelo árbitro de vídeo antes do reinício do segundo tempo: " O árbitro expulsou-o imediatamente, entendendo que o gesto se enquadrava na chamada 'Regra Vinícius', aplicada no Brasileirão. Assim que viu o cartão vermelho, Neymar partiu para cima do adversário, e os outros jogadores tiveram que contê-lo para evitar que a confusão se agravasse ", relatou o periódico de Madri. O Marca também sublinhou a rigidez da punição após a revisão das imagens no monitor e contextualizou o desgaste emocional da partida: " O número 10 conversava com Rodrigo Nestor no círculo central antes do início do segundo tempo, quando em dado momento levou a mão à boca e disse algo ao meio-campista. (…) Consequentemente, o árbitro decidiu expulsá-lo com um cartão vermelho direto, classificando o gesto sob o que ficou conhecido como a 'Regra Vinícius Júnio r'", apontou a publicação espanhola. Em Portugal , o jornal A Bola destacou o tumulto gerado pela sanção e relembrou a jurisprudência internacional criada em torno da medida: " O árbitro aplicou a 'lei Prestianni/Vini Jr', que pune insultos de boca tapada, e mostrou cartão vermelho ao jogador do Santos. (…) O camisa 10 tentou confrontar Nestor, que precisou ser protegido pelos reservas do Bahia, causando um atraso no intervalo que durou mais de 25 minutos ", informou o veículo português. A discussão teve início ainda no primeiro tempo. Ao deixar o gramado no intervalo, Rodrigo Nestor desabafou sobre o comportamento do santista: — Fui lhe dar a mão e ele jogou a bola. Depois, ouvi uma série de coisas. Fui muito bem educado pelos meus pais; sei de onde vim. Ele é um ídolo para todos como jogador, mas hoje falhou como pessoa pela forma como falou. Foi uma falta de respeito comigo e com a camisa do Bahia. Prefiro não repetir o que ele disse porque há crianças assistindo — disparou o meio-campista. Após a partida, Neymar usou as redes sociais para admitir que cometeu uma infração com o gesto, mas acusou Nestor de se aproveitar deslealmente de um instrumento disciplinar concebido para finalidades mais sérias: — Fui expulso de forma justa pelo gesto. Mas o que o Nestor me fez hoje é muito grave. Esta é uma lei criada contra o racismo, e ele quis se beneficiar no jogo por eu ter colocado a mão na boca, não lhe disse nada. Obviamente, estávamos a insultar-nos e a trocar provocações, e isso é normal no futebol. Dei a oportunidade a um idiota de aparecer — rebateu o atacante. Mesmo com um a menos e com o gramado pesado pelas poças de água da chuva em Santos , o time da casa conseguiu igualar o placar aos 93 minutos com gol de Luan Peres , anulando a vantagem construída anteriormente por Luciano Juba para a equipe baiana.