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Esporte Filipe Luís vê dificuldade do Flamengo com a bola e falta de confiança Do UOL, no Rio de Janeiro 20/02/2026 00h16 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Filipe Luís, técnico do Flamengo, durante a derrota para o Lanús Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo O técnico do Flamengo, Filipe Luís, admitiu as dificuldades do Flamengo na derrota para o Lanús, no jogo de ida da Recopa. O treinador viu um time que não conseguiu jogar na profundidade, ou seja, jogar na faixa mais adiantada do ataque. Isso resultou em apenas uma finalização na direção do gol, ainda no primeiro tempo. Ao mesmo tempo, Filipe reconheceu que há uma falta de confiança do time por causa do momento instável no início da temporada. Juca Kfouri Só o Athletico sabe explicar a vitória do Corinthians Sakamoto 'Defesa' da família mobiliza; soltar Bolsonaro, não M.M. Izidoro Por que a falta de cinema não branco não incomoda? Gustavo Miller Como Bad Bunny fez o Brasil se reconhecer latino "Eles foram superiores, competiram melhor, era claro como queriam jogar, souberam jogar muito bem como queriam, que era incomodar com a bola longa e conseguir a segunda bola. Na hora de jogar, conseguiram defender bem, não conseguimos circular a bola quase nunca. Nossa posição era sem profundidade, mais passiva. Foram melhores. Vitória justa, agora temos que reverter isso na nossa casa", disse Filipe Luís. A questão de confiança. "A confiança, o jogador vai adquirindo no decorrer do jogo, com um plano claro que ele vai vendo que funciona. Quando as coisas não funcionam, ele vai errando, tomando decisões que não são as melhores, e o time inteiro vai sentindo isso. Está acontecendo nesse momento específico, hoje aconteceu. A partir do momento que o time se encontrar, começar a se sentir melhor com as jogadas mais coordenadas e principalmente corrigir esses erros de ataque, aí passarão a ter mais confiança com bola. Sem bola, o adversário fez sofrer com volume. Isso incomodou muito nossa equipe porque fez a gente defender dentro da área em vez de jogar no campo deles". Por que começou sem centroavante? "Hoje, basicamente dado o momento físico que vivemos, tentei equilibrar o máximo possível o físico, porque eu sabia que seria difícil, da mesma forma que foi contra o Vitória, conseguiram afogar bastante no nosso campo. Sabendo que no segundo tempo poderia fazer uma mistura de jogadores para equilibrar com a entrada do Pedro e com o Arrasca". Problemas ofensivos. "Continuamos faltando o que é essencial para desbloquear um jogo assim, que é profundidade. Jogaram confortáveis, sempre pressionando e saltando na viagem da bola. Incomodamos muito pouco a profundidade, é algo que temos que melhorar urgentemente" Time irregular. "Com a bola, não estivemos finos. O campo estava seco, fazia muito vento, os jogadores não se sentiram confortáveis. Foi mérito do adversário. Os movimentos de ataque não funcionaram porque ficamos sempre desconfortáveis com a bola no pé. E também tem o fato de faltar profundidade à nossa equipe, o que fez a nossa equipe perder mais a bola, porque estavam desconfortáveis mesmo colocando um jogador a mais no meio, que foi o Carrascal, não conseguimos gerar essa superioridade. Os jogadores foram perdendo a confiança no decorrer da partida, o que nos levou a sofrer. Agora é tentar ajustar e tentar entender o contexto do jogo. Nunca é fácil jogar na Argentina, nunca foi, mas o torcedor tem razão, a atuação foi abaixo". Filipe Luís, técnico do Flamengo, em jogo contra o Lanús na Recopa Imagem: Gilvan de Souza/Flamengo Continua após a publicidade O que mais Filipe Luís disse Paquetá "O que falta ao Paquetá é o que falta a equipe também. Se em níveis coletivos estivermos bem, ele também vai jogar melhor. Ele vai crescer. Contra o Botafogo ele foi o melhor da partida porque a equipe foi bem e ele foi potencializado. Um jogador não joga sozinho e depende de toda a equipe para que ele cresça". Jogo de volta "Eu já conheço muito bem o treinador. Como jogador, joguei várias vezes contra ele, sei como é bom. E obviamente que a equipe em que ele trabalhe sempre vai complicar qualquer rival, porque ele sabe muito bem trabalhar e preparar as partidas. Nunca é fácil competir contra equipes argentinas, que dão tudo dentro de campo. Não tenho nenhuma dúvida que vai ser complicado, mas acredito que podemos reverter na volta, estou totalmente convencido disso. E vou transmitir isso aos jogadores". Precisa de outro atacante? Continua após a publicidade "Montagem de elenco é sempre com o Boto, com o diretor de futebol, que é quem faz e planeja a montagem. Eu, claro, participo. Acredito que, sim, podem jogar Pedro e Arrasca juntos. Poderiam ter jogado juntos, mas acredito que não estejam na melhor forma física para jogarem um jogo físico como eu esperava que fosse hoje. Por isso optei por essa variação no sistema e com as trocas tentar ajustar, com a entrada do Pedro. Claro, o jogo não foi como esperávamos, então vão existir justas críticas pela minha escolha, mas escolhi pensando no que era melhor para a nossa equipe". Time não consegue pressionar "Cada jogo é diferente. Vão existir jogos em que vamos estar mais na área do adversário, outros vão ser mais abertos. Vai depender do tipo de pressão que o adversário faz na gente. Os espaços são os que o adversário deixa. Eu não posso pedir que ele jogue de uma forma para que meu time consiga encaixar nisso. Eu sempre tenho que adaptar segundo o que eu acredito que serão os jogos. Se um time encaixa uma pressão individual no teu campo, o espaço está nas costas. É aí que eu digo que às vezes está faltando profundidade da nossa equipe. Enquanto isso, eu tenho que achar o soluções com que tenho, e isso é o meu trabalho. Estou trabalhando muito para poder achar soluções e que o time consiga se sentir melhor em campo". Pedro "Obviamente, é um jogador determinante, importantíssimo. Colocarei a equipe que for melhor para poder ganhar. A partir daí, os jogadores escalados, estando o Pedro ou não, será a equipe que eu creio que será a melhor para vencer". Recopa é obrigação? Continua após a publicidade "Para mim, a Recopa é uma competição muito linda, onde estão os campeões sul-americanos, as duas melhores equipes. O campeão da Libertadores e da Sul-Americana. É um privilégio estar aqui, e nós temos a obrigação de fazer o melhor possível. Entregar tudo o que temos e deixar nossa vida dentro de campo. Essa é a nossa obrigação. Obrigação de ganhar não existe no futebol. Ninguém controla o resultado". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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