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Ontem, o Corinthians viveu um dia que parece destinado a ficar marcado na memória da torcida: a final da Copa do Brasil pode depender de pênaltis, e os protagonistas em teoria seriam Hugo Souza, do Timão, e Léo Jardim, do Vasco, apontados como especialistas capaces de decidir tudo no cara a cara das cobranças [fonte 1] . Hugo Souza já ergueu a bandeira dos defensores, com dez pênaltis defendidos em 89 jogos pela camisa alvinegra, e Léo Jardim soma 12 defesas em 171 partidas pelo cruzmaltino — números que alimentam a expectativa de que a decisão possa passar pelos pênaltis; ambos aparecem como referências em disputas eliminatórias recentes [fonte 1] . Do lado externo da linha do jogo, o dia teve também peso institucional: Corinthians apresentou um recurso contra o inquérito civil aberto pelo Ministério Público, buscando efeito suspensivo para que novas diligências não avancem até o Conselho Superior do MP analisar o caso [fonte 2] . O Parque São Jorge foi sede de reunião sobre reforma do estatuto, com a diretoria enfatizando a autonomia da associação e a necessidade de caminhos menos drásticos que uma intervenção judicial direta [fonte 2] . E, em meio ao drama esportivo, o bolso também falava: a dívida com Memphis Depay pode aumentar caso o Corinthians conquiste a Copa do Brasil. O montante já gira em torno de R$ 23 milhões, com luvas e bônus atrasados, e há um acordo de pagamentos mensais até 2026; uma bonificação de aproximadamente R$ 4,725 milhões está atrelada a qualquer taça, e a imprensa aponta um possível prêmio de cerca de R$ 77 milhões para o clube caso a taça venha, com uma parcela destinada ao camisa 10 caso haja vitória no torneio [fonte 3] . O contrato segue válido até julho de 2026, e o clube ainda avalia se vale a extensão, dadas as cifras envolvidas, enquanto Memphis Depay soma 64 jogos, 18 gols e 14 assistências desde sua chegada [fonte 3] . Enquanto o jogo de volta está marcado para o Maracanã, domingo, 21 de dezembro, às 18h (de Brasília), com o 0 a 0 do primeiro confronto ainda em aberto, o Timão vê a taça como objetivo máximo, ainda que o cenário financeiro e institucional exija cautela para além das linhas de campo [fonte 1] .