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Só para assinantes Assine UOL Opinião Brasileiro começa com dois favoritos claros e um bloco de sonhadores Yara Fantoni Colunista do UOL 27/01/2026 12h45 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O Campeonato Brasileiro começa carregando uma sensação cada vez mais comum nos últimos anos: a de que existe um pequeno grupo que larga alguns passos à frente. Flamengo e Palmeiras entram como favoritos não só pelo peso de suas camisas, mas pelo processo de "espanholização" que o futebol brasileiro vem vivendo, com concentração de investimento, estabilidade esportiva e domínio recorrente das competições. Assim como acontece em La Liga, onde Real Madrid e Barcelona quase sempre começam o campeonato em vantagem estrutural, Flamengo e Palmeiras hoje operam em um patamar diferente. Elencos profundos, capacidade de reposição, modelos de jogo consolidados e poder financeiro criam um cenário em que tropeços pontuais não comprometem o projeto ao longo de 38 rodadas. Eles erram menos, sofrem menos com calendário e sabem administrar o campeonato. Mas o Brasileirão não se resume a dois polos. Logo atrás desse eixo, há um bloco interessante de clubes que pode, e deve, incomodar. Josias de Souza Fator Master dá à saída de Lewandowski ares de fuga Sakamoto Lula não pode ter reunião secreta com banqueiro Juca Kfouri Por um fair play financeiro de verdade Marco Antonio Sabino Digam o que quiserem: Nikolas uniu a direita O Cruzeiro chama atenção pela manutenção do elenco. Em um futebol cada vez mais marcado por reformulações radicais, segurar a base virou vantagem competitiva. O time começa o campeonato com entrosamento, ideias claras e menos tempo perdido em ajustes básicos, algo que costuma fazer diferença nas primeiras rodadas. O Corinthians entra no radar pelo peso recente de um título. A conquista da Copa do Brasil muda o ambiente, reforça a confiança do elenco e devolve ao clube a sensação de competitividade em decisões grandes. Em pontos corridos, isso conta, especialmente quando o time aprende a ganhar mesmo sem jogar bem. Fluminense e Atlético também aparecem como forças paralelas. Ambos vêm montando elencos interessantes, com escolhas que indicam mais critério e menos improviso. São times que talvez não tenham a mesma margem de erro dos favoritos, mas que, organizados, podem disputar na parte de cima e influenciar diretamente a corrida pelo título. O Brasileiro começa, portanto, com um desenho relativamente claro: dois favoritos consistentes, um grupo de perseguidores com potencial real e um campeonato que, apesar da "espanholização", ainda guarda espaço para surpresas. Porque se tem algo que o Brasileirão insiste em provar, ano após ano, é que equilíbrio não significa igualdade, mas sim a capacidade de punir quem vacila. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Tempestade de inverno mata 30 nos EUA; sensação térmica chega a -45ºC Caiado ameaça deixar União: 'Só um candidato da direita é o que Lula quer' Victoria Beckham reúne família após Brooklyn expor rompimento: 'Grata' Enquete BBB UOL: rejeição contra Matheus cai em nova parcial após Sincerão Centrão vê traição e se une contra PL em SC após racha por Carlos Bolsonaro