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O dia do Corinthians abriu com um tom de autofagia interna: comentaristas destacaram um clube em estado de abandono, trazendo à tona uma gestão que parece não se sustentar sozinha [fonte 1] . O episódio mais impactante envolveu a venda clandestina de uniformes oficiais, com indícios de participação de membros da diretoria e intimidação de funcionários que investigavam o caso [fonte 1] . Em meio a esse turbilhão, a diretoria anunciou demissões na base por redução de custos: Claudinei Muza, Renato Barros e Thiago Polletti deixaram o clube, segundo dados de gestão citados pelo jornal. O dirigente conhecido como Nenê do Posto (Carlos Roberto Auricchio) afirmou que os cortes obedecem a questões financeiras, parte de uma reformulação que vem sendo conduzida desde a gestão Stabile, com mudanças de lideranças e dispensas de atletas na base [fonte 2] . Às vésperas do clássico contra o São Paulo pela 34ª rodada do Brasileirão, o Timão entra em campo com o desafio de retomar a vitória. Dorival Júnior tem desfalques como Rodrigo Garro (suspenso) e Raniele (lesão), mas terá Martínez, Charles e André Carrillo de volta, enquanto Vitinho e André Luiz treinam normalmente e podem aparecer. O São Paulo também chega inspirado após bons resultados, buscando manter chances de Libertadores; a Neo Química Arena recebe o Majestoso, que promete acirrar a briga pelas posições na tabela [fonte 3] . Memphis Depay volta a ocupar o centro das atenções: o atacante holandês é visto como dúvida para o clássico, retornando da data Fifa e aguardado no CT para avaliação. A tendência é que seja relacionado, mas pode iniciar no banco dependendo da leitura da comissão técnica; caso esteja em campo, deve compor o ataque ao lado de Yuri Alberto, enquanto o Timão também tem jovens como Matheuzinho em destaque na montagem da equipe para o Majestoso [fonte 3] . No fronte financeiro, a Justiça trata do Regime Centralizado de Execuções (RCE). O juiz Guilherme Lamêgo rejeitou formalmente o plano apresentado, mas prorrogou por 60 dias a suspensão das execuções individuais e manteve pontos centrais defendidos pelo Corinthians, incluindo o apontado mecanismo de destinar 20% do faturamento para o pagamento das dívidas, com possibilidades de deduções por itens já quitados e uso de receita obtida com venda de jogadores para quitar dívidas com desconto. O planejamento de longo prazo, com horizonte de até dez anos, também foi preservado, garantindo fôlego para a reorganização financeira do clube [fonte 4] . Nos bastidores, o cenário é de expectativas: Mandel afirmou que o processo manteve boa parte do que foi proposto, e que a Justiça aceitou quase tudo que foi apresentado, apenas rejeitando dispositivos periféricos, o que mantém a chance de homologação do plano. O clube tem ainda dez dias para comunicar ao juiz se aceita as condições, abrindo caminho para a continuidade da recuperação judicial sem que haja falência imediata. Enquanto isso, o torcedor acompanha com cautela, esperando que esse conjunto de decisões proporcione algum alívio financeiro e mais fôlego para a temporada [fonte 5] .