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Os bastidores do Corinthians seguem fervendo. Como a ESPN detalhou na última terça-feira (20), o executivo de futebol Marcelo Paz foi demitido após uma reunião “às pressas” e ampliou a crise no CT Dr. Joaquim Grava.
Segundo soube a reportagem, e encontro entre o dirigente aconteceu já na parte da noite e contou com presenças de Osmar Stabile , presidente do clube, e Pedro Soares , diretor jurídico.
Entre os pontos apresentados como justificativa esteve a pressão sofrida pela direção após a reunião com lideranças da Gaviões da Fiel, torcida organizada que cobrou a demissão de Paz, além do afastamento técnico de Memphis Depay .
A decisão pegou de surpresa até mesmo pessoas ligadas à direção e também o próprio elenco, que, por conta do horário avançado, tomou conhecimento da saída do executivo apenas após o anúncio oficial pelo próprio clube.
Pessoas ouvidas pela reportagem indicaram que a permanência de Paz no cargo passou a ser “insustentável” após a manifestação dos torcedores organizados, assim como da entrevista em que o zagueiro Gabriel Paulista disparou contra a direção por conta de atrasos de salário e “abandono” do elenco em meio à crise na temporada.
A saída do executivo minou ainda mais a relação já turbulenta entre o Parque São Jorge e o CT Dr. Joaquim Grava, desagradando até mesmo o recém-contratado Clarence Seedorf.
Apenas Memphis Depay procurou Marcelo Paz para demonstrar apoio depois da demissão.
Como apurou a ESPN , o rompimento entre o elenco do Corinthians e Osmar Stabile se tornou irreversível após a eliminação nas quartas de final da CONMEBOL Libertadores . Incomodados com as promessas não cumpridas do presidente sobre os atrasos nos pagamentos do direito de imagem, os atletas pediram ao cartola para se distanciar do dia a dia no CT para “focar na parte política” do Parque São Jorge.
O entendimento nos bastidores era de que Stabile estava “atrapalhando o ambiente” com os atrasos de pagamento e com a falta de diálogo claro com os jogadores.
Nesse contexto, a pressão sobre Marcelo Paz passou a crescer ainda mais justamente por conta de o executivo ser o “elo” entre CT e Parque São Jorge.
O diretor se sentiu “desprotegido” desde que as torcidas organizadas estiveram reunidas com Osmar Stabile na sede social do clube. Não houve comunicação do presidente com Paz no dia do encontro, que terminou com o pedido público para a demissão.
O contato teria acontecido apenas no dia seguinte e depois de Paz manifestar incômodo nos bastidores com a falta de diálogo. Pessoas ligadas ao executivo relataram que o dirigente se sentiu “largado” no CT.
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