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Campeão mundial com o São Paulo, Marcos Adriano é internado em clínica de reabilitação O alagoano Peu, campeão mundial com o Flamengo em 1981, fez uma visita recente ao amigo Marcos Adriano, que está em tratamento contra o alcoolismo em uma clínica de reabilitação em Alagoas. Peu contou ao ge nesta segunda-feira como foi o encontro com o ex-jogador de São Paulo, Santos e Flamengo. Ex-Flamengo, Santos e São Paulo vai para clínica de reabilitação após ser preso em Alagoas — Foi uma boa visita, ótima para ele. Uma forma de mostrar o quanto gostamos dele e estamos juntos para ajudá-lo porque ele precisa de ajuda e merece o nosso apoio. Ele se sentiu muito bem, abraçado, e a gente viu no semblante dele a alegria de ser visitado. 1 de 2
Marcos Adriano (2º da esq para dir) recebeu visita de Peu (2º da dir. para a esq.) — Foto: José Bispo Filho/Arquivo pessoal Marcos Adriano (2º da esq para dir) recebeu visita de Peu (2º da dir. para a esq.) — Foto: José Bispo Filho/Arquivo pessoal Segundo Peu, ele vai voltar a visitar o amigo e prometeu levar Jacozinho, ídolo do CSA. "E estamos pedindo a Deus para que ele se recupere. Inclusive, estou convidando outros amigos. Nos próximos dias, devo ir lá novamente, desta vez com o Jacozinho." Evolução O ex-jogador continua o tratamento contra o alcoolismo e mostra estar próximo de vencer uma etapa importante. Marcos, de 56 anos, começou a ter contatos com familiares e amigos, dá palestras para outros pacientes da clínica e vai entrar em nova fase do tratamento. Amigo da família de Marcos Adriano e dedicado à recuperação de dependentes químicos, José Bispo Filho explicou ao ge como está o tratamento. — A clínica tem um trabalho fabuloso, com excelentes profissionais. A interação dele com o pessoal internado está sendo excelente, ele chegou a dar palestra lá dentro, vai começar a ter uma interação maior porque será transferido para uma comunidade terapêutica — disse Bispo, continuando: — A clínica é mais rigorosa, são anos de dependência, é um processo longo para recuperação. Esse primeiro processo é de choque mesmo, quando o paciente deixa de fazer o que quer, entra a interação com profissionais. 2 de 2
No Santos, Marcos Adriano marca Renato Gaúcho, em 1995 — Foto: Paulo Pinto/Estadão Conteúdo No Santos, Marcos Adriano marca Renato Gaúcho, em 1995 — Foto: Paulo Pinto/Estadão Conteúdo Segundo Bispo, Marcos está ciente da necessidade de seguir cada etapa do processo. — Nessa primeira fase, a mais rígida, ele se saiu muito bem. E agora começa mais a fase de interação, onde ele entende o que ele é, que precisa de apoio, suporte. Antes, para o dependente, existe uma fase de negação, ele acredita que pode tudo sozinho. Hoje, o Marcos Adriano está consciente de que precisa do apoio, que sozinho não consegue sair do problema em que está enfrentando. Reportagem especial: histórias de quem teve a vida atravessada pelo alcoolismo