Conteúdo Original
O cronômetro marcava 28 minutos do segundo tempo quando o quarto árbitro ergueu a placa de substituição para o lateral-esquerdo Vanderlan entrar na partida entre Red Bull Bragantino e Carabobo-VEN, na última quarta-feira, 27 . O jovem de 23 anos, ex-Palmeiras, já tem mais 100 partidas como profissional, mas esse jogo pela Sul-Americana era especial. O duelo, disputado no estádio Cicero de Souza Marques, marcou a volta de Vanderlan aos jogos após realizar um procedimento neurocirúrgico para o tratamento de MAV Cerebral (Malformação Arteriovenosa), em janeiro deste ano . – Parecia que eu estava estreando no profissional. Quando o Mancini chamou, a boca secou, o estômago deu aquela reviravolta, aquele nervosismo. O Mancini passou as instruções, disse que estava tendo espaço por dentro, que se pegasse a bola era para chutar e poderia fazer o gol – disse o jogador. 1 de 1
Lateral-esquerdo Vanderlan, do Bragantino, em partida contra o Carabobo-VEN — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino Lateral-esquerdo Vanderlan, do Bragantino, em partida contra o Carabobo-VEN — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino A orientação de Mancini deu resultado. Aos 31 minutos, Vanderlan chutou forte de fora da área. O goleiro Bruera defendeu, mas permitiu o rebote. Na sobra, Isidro Pitta mandou para as redes e abriu o placar. No fim do jogo, Fernando fez mais um e selou a vitória por 2 a 0. Com o triunfo, o Bragantino avançou ao playoff da Sul-Americana. – Não poderia ter noite melhor, garantir a classificação na Sul-Americana. O sentimento depois do jogo foi de gratidão a Deus, à minha esposa e à minha família, por tudo o que passei, pelos dias difíceis, pelos dias que não foram tão bons, pelos dias que fiquei na UTI. Tudo isso ficou na minha memória – afirmou. – Agradeço ao doutor que realizou a cirurgia e toda a equipe, que sempre olhou para mim com muita atenção e até hoje manda mensagem para saber como estou. Acho que isso fez toda a diferença. Agradecer também ao Red Bull Bragantino, o staff de médicos, como todos os funcionários do clube, as visitas dos companheiros, do psicólogo, o Wilson que veio de Salvador... Tudo fez diferença – destacou. – Com certeza, foi uma noite que ficará marcada para o resto da minha vida. 200 dias depois, nunca tinha tido uma lesão de posterior sequer, nunca tinha ficado uma semana longe dos gramados. Fiquei 200 dias e creio que Deus escreve certo por linhas tortas. Deu tudo certo – completou. + Clique aqui e saiba tudo sobre o Bragantino