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Análise dos Times

Brasil

Principal

Motivo: A análise é predominantemente positiva sobre o desempenho da seleção brasileira, elogiando o ataque, a organização tática e o comportamento dos jogadores sob o comando de Ancelotti.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: Senegal é apresentado como um adversário forte e de qualidade, mas o foco da análise recai sobre o desempenho do Brasil.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Manchester City Casemiro Carlo Ancelotti Vitor Roque Brasil Estevão Militão Rodrygo Marquinhos Vinicius Jr Fenerbahçe Milan João Pedro Ederson Bruno Guimarães Alexsandro Gabriel Magalhães Matheus Cunha Senegal Sadio Mané Arrigo Sacchi George Weah

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Ataque da seleção funciona e Ancelotti deve seguir por esse caminho Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 15/11/2025 15h09 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Independentemente do resultado do jogo, eu acho que o ataque da seleção brasileira deve seguir o caminho que Carlo Ancelotti montou contra Senegal: colocando o Estevão aberto na direita, Vinicius Jr pela esquerda e Rodrygo como um 10. Contudo, a característica de centroavante que melhor se encaixa na dinâmica e na intensidade desses três jogadores é a de Vitor Roque e João Pedro. São todos jogadores de velocidade, agressivos, que partem para cima com muita movimentação. O Matheus Cunha, apesar de ser um ótimo jogador, tem uma passada de outro ritmo. No futebol atual, os melhores times e seleções são organizados com base na dinâmica de cada jogador. Essa formação de ataque teria muita mobilidade e a mesma intensidade entre eles. É uma tortura marcar um ataque desse tipo. A marcação pressão que Ancelotti pede lembra muito o Milan de Arrigo Sacchi, do qual ele próprio fazia parte do meio-campo e participava diretamente desse pressing. Além disso, a chegada dos volantes, principalmente do Bruno Guimarães, que tem um ótimo passe, se infiltra bem pelo meio e também pelos lados, sem contar que possui uma leitura rápida de como o jogo se desenha. A Hora A confiança institucional no Brasil cresceu Cris Guterres Por que somos fascinados pelo crime? Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Julián Fuks Não mostre, não conte: em vez disso pondere e reflita Gostei também da competitividade que a seleção está adquirindo nesse pouco tempo de trabalho. Sem dúvida alguma, a seleção está bem melhor e mais organizada do que estava antes. Também vale destacar que o comportamento dos jogadores mudou muito em todos os sentidos com a chegada de Carlo Ancelotti. Quando a seleção treinou no CT Joaquim Grava do Corinthians, fui até lá e conversei um pouco com o Ancelotti, que me disse que estava gostando muito do grupo. Uma das coisas que ele destacou foi o fato de os jogadores não ficarem com o celular o tempo todo, principalmente durante e após as refeições. Isso foi destaque em várias matérias durante a semana no hotel em Londres onde a seleção está hospedada. Isso é fundamental para que eles fiquem mais focados nos treinos e jogos. Claro que não é proibido, nem censurado, mas é uma consciência coletiva dos próprios jogadores. Não existe um "manual de bom comportamento", mas há um consenso entre eles para se concentrarem na Copa do Mundo, na possibilidade de voltar a ser campeões do mundo. Claro que não esqueci da excelente formação defensiva, formada pela experiência e postura do Ederson no gol, que ganhou tudo com o Manchester City e agora está no Fenerbahçe. No momento de pressão da seleção de Senegal, ele apareceu muito bem, assim como toda a defesa. Nas laterais, os favoritos do treinador são Militão e Alexsandro, para darem mais consistência na marcação, pois esse time é bem ofensivo e rápido. Com eles, tanto Estevão quanto Vinicius Jr ficaram prontos para atacar e contra-atacar com velocidade e habilidade. A dupla de zaga é segura, formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães. Sem contar que estamos vendo jogadas ensaiadas de bolas paradas sendo realizadas com perfeição, como foi o segundo gol do Brasil com o Casemiro. Já que falei do segundo, quero destacar também o belíssimo primeiro gol do Estevão, que deu uma chapada forte do jeito que ele gosta. O primeiro tempo da seleção foi incrível; fazia muito tempo que não via a equipe ser tão dominante e apresentando um belo futebol. Foi impressionante a intensidade com que os jogadores chegavam para dividir cada bola, como se já fosse jogo de Copa do Mundo. A marcação pressão na saída de bola de Senegal durou o tempo todo, o que mostra o entrosamento e a força na parte física também. Aliás, o jogo parecia valer classificação para uma final, de tanta disputa e competitividade entre os dois times. O segundo tempo começou alucinante também para as duas seleções, que foram para cima sempre em busca do gol. Um detalhe muito importante é que o Brasil finaliza muito mais do que antes, principalmente acertando o alvo muitas vezes. Ou seja, a seleção termina a jogada, e isso evita contra-ataques, pois a troca de bola é rápida e os jogadores buscam clarear a jogada para finalizar ao gol. Continua após a publicidade Outra coisa importante é que os passes são verticais e quase a bola não volta para trás. Com isso, a seleção chega mais rápido ao ataque, levando a defesa adversária a ficar mal posicionada. Quanto mais um time fica tocando a bola, mais chances dá para a defesa do outro time se recompor. Quando entrou o João Pedro, a dinâmica do ataque melhorou, pois aumentou a movimentação e os espaços apareceram ainda mais. Nesse jogo, funcionaram muito bem Estevão, Rodrygo e Vinicius Jr, que, para mim, foram os melhores do jogo, junto com Eder Militão, que foi brilhante na lateral e também na zaga. Mas deixo claro que todos da seleção brasileira fizeram uma grande partida. A vitória foi importante, mas o que mais importou foi a ótima partida que o time fez contra um adversário muito bom. Jogou contra uma ótima seleção africana, que já está na Copa de 2026, que possui muita força física, ótimo toque de bola e um ataque muito rápido pelos lados, sem contar com a presença de um ídolo máximo do povo senegalês, não só no futebol, mas também socialmente, que é Sadio Mané. Para aqueles que ainda acham que futebol e política não se misturam, procurem ler a história de Sadio Mané e também a do liberiano George Weah, que foi presidente da Libéria de 2018 até 2024, só para falar de dois personagens. Da metade do segundo tempo em diante, o jogo caiu muito em seu ritmo, mas como Senegal mudou muitos de seus jogadores, eles estavam mais descansados e dominaram um pouco a partida. Foi a melhor partida da seleção brasileira nas mãos de Carlo Ancelotti, que pegou uma terra arrasada, sem perspectiva, e está conseguindo criar um time e recuperar a identificação da seleção com o torcedor brasileiro raiz, que é o torcedor que importa. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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