Conteúdo Original
Veja gols e lances de Cauly pelo Bahia O São Paulo acertou a contratação de Cauly como novo reforço do time para a temporada. Antes titular e destaque no Bahia, o meia deixou de ser relacionado pelo técnico Rogério Ceni. O ge ouviu que sua queda de produção estaria diretamente ligada às mudanças de posição ditadas pelo treinador. Cauly é um meia de origem, que pode atuar sobretudo em duas funções: como segundo volante com liberdade na chegada ou como camisa 10. Contratado pelo Bahia junto ao Ludogorets, da Bulgária, por R$ 13,8 milhões, o jogador chegou para atuar justamente nesta função e viveu sua melhor temporada no time em 2023. Foi campeão baiano, marcando gol na final, e fundamental na campanha de permanência na Série A. O impacto foi grande, gerando comparações com Bobô, um dos maiores jogadores da história do clube e que também vestia a camisa 8 . + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp O desempenho chamou atenção do Brasil, e o Palmeiras tentou sua contratação com altas cifras. O Bahia, porém, segurou o jogador e renovou seu vínculo até o final de 2028. No entanto, no ano seguinte, o Bahia se reforçou com Caio Alexandre, Jean Lucas e Éverton Ribeiro. O técnico Rogério Ceni montou um quarteto escalando o trio e Cauly, que saiu da função que exercia em 2023 para jogar mais avançado, por vezes como um falso 9. – Eu tento privilegiar o Cauly. Construí esse sistema de jogo para ele. Sempre espero uma grande jogada, então tento deixar ele mais centralizado – disse Ceni. 1 de 2
Rogério Ceni e Cauly; cauly; — Foto: Letícia Martins / EC Bahia Rogério Ceni e Cauly; cauly; — Foto: Letícia Martins / EC Bahia O desempenho do jogador caiu, mas seus números, não. Ele somou nove gols e dez assistências em 2024, as mesmas 19 participações diretas da temporada anterior. Cauly entrou em campo 62 vezes, sendo 55 como titular. Em 2025, o Bahia mudou novamente seu jeito de jogar com as chegadas de Ademir e Erick Pulga. Cauly por vezes passou a atuar na ponta. Ele até iniciou o ano bem, mas caiu de produção e se tornou reserva. O camisa 8 ainda entrou em campo 63 vezes, mas foi titular em 31, com quatro gols e seis assistências. Mais do São Paulo : + São Paulo faz acordo para pagar atrasados ao elenco + São Paulo faz engenharia financeira para ter Cauly "de graça" O meia sempre se colocava à disposição de Rogério Ceni para ajudar o time. Com o elenco sem tantas opções, o técnico escalava Cauly como centroavante por necessidade, assim como na ponta. As diferentes funções aliadas à falta de desempenho, porém, foram desgastando a relação do jogador com o torcedor, que chegou a vaiá-lo. Neste ano, Cauly entrou em campo apenas duas vezes, sempre quando o Bahia poupou titulares. Ainda assim, Rogério Ceni não queria perder o jogador e lutou para mantê-lo no elenco. + Leia mais notícias do São Paulo Cenário diferente no São Paulo Cauly chega ao Tricolor Paulista para atuar justamente em sua posição de origem. O jogador tem o encaixe perfeito com o esquema atual utilizado por Hernán Crespo, com três volantes soltos. Em outros momentos, Cauly também poderá jogar como camisa 10, já que o elenco do São Paulo não tem jogadores experimentados com essa característica: Rodriguinho saiu no início do ano, e Pedro Ferreira ainda começa sua trajetória no profissional. 2 de 2
Cauly pelo Bahia — Foto: Letícia Martins / EC Bahia Cauly pelo Bahia — Foto: Letícia Martins / EC Bahia Além das características e técnica refinada, Cauly vai precisar também demonstrar que conta com a intensidade necessária para disputar posição neste meio-campo. A trinca Danielzinho, Marcos Antônio e Bobadilla tem sido elogiada por Crespo por correr muito e pressionar. – A compreensão, o compromisso do time para recuperar a bola ajuda. Não se pode permitir que dois jogadores caminhem, se não, vai sofrer. Temos que tentar controlar as energias de cada um, com honestidade da parte dos jogadores, para falarem quando não têm mais energia e precisam trocar. Não deixar a energia do time cair. Acreditar que podemos fazer ainda melhor. Time trabalhou, acreditou, não depende de formação, mas sim do jeito e da intensidade emocional que colocamos em campo – disse Crespo, em entrevista coletiva. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos