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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Bernard vê Sul-Americana como chance de proeza dupla: 'Escrever a história' Yara Fantoni Colunista do UOL 18/11/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Bernard comemora gol do Atlético-MG contra o Del Valle Imagem: LUCIANO BREW/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO No sábado, em Assunção, o Atlético-MG enfrenta o Lanús, às 17h, e pode escrever mais um capítulo marcante de sua história continental. E, no centro dessa possível conquista, está um personagem que carrega algo raro no futebol: a chance de unir duas eras vitoriosas do clube. Bernard, cria da base, símbolo do "Galo Doido" de 2013 e um dos rostos mais luminosos daquele título histórico da Libertadores, hoje retorna como peça-chave de um elenco que busca sua primeira Copa Sul-Americana. "Tem tantos jogadores bons que passaram por aqui. Mas se a gente não conquistar títulos, não vai ser lembrado da forma como tem que ser", disse o jogador ao UOL na Cidade do Galo. Letícia Casado Projeto antifacção é teste de força para Motta Josias de Souza Retórica de Tarcísio muda de direção como biruta José Paulo Kupfer Prévia do PIB confirma desaceleração Ana Carolina Amaral Brasil dribla queixas e cria base de decisão da COP30 Há algo de poético — e até simbólico — nesse ciclo. Em 2013, Bernard era o jovem ousado, driblador, veloz, que incendiava o jogo e desequilibrava com alegria. Era o menino que fugia da marcação dançando, que arrancava suspiros do torcedor, que carregava no corpo franzino uma confiança desproporcional ao tamanho. Era parte fundamental do time que quebrou a escrita e colocou o Atlético no mapa dos campeões continentais. Classificação e jogos copa-sul-americana Bernard e a colunista do UOL Yara Fantoni Imagem: Arquivo pessoal Agora, mais de uma década depois, ele volta não com a mesma voltagem física, mas com outro tipo de potência: a da experiência, da leitura de jogo, da serenidade. Bernard retorna como um líder silencioso, que entende o peso da camisa e o tamanho da responsabilidade. E é justamente por isso que, se o Atlético erguer a taça em Assunção neste sábado, ele pode se tornar o único jogador em atividade do elenco atual a conquistar os dois primeiros títulos internacionais da história do clube — a Libertadores de 2013 e esta Copa Sul-Americana em 2025. Victor também pode ter as duas conquistas, mas, em 2025, como executivo. "A gente tem uma oportunidade muito boa agora de continuar escrevendo a nossa história. Eu tinha essa mentalidade de voltar para o Atlético para conquistar títulos. Esse ano vencemos o Mineiro e agora temos uma oportunidade maravilhosa de ganhar a Sula", afirmou o jogador. Para Bernard, vencer a Sul-Americana é importante não só como um título, mas também para o planejamento do clube para 2026, já que a competição dá acesso direto à Libertadores do próximo ano. Continua após a publicidade "A Sula é um projeto muito importante pra gente, pensando em Libertadores e Recopa. Gosto de ganhar títulos, mas temos de pensar em planejamento também. A vaga direta é muito importante", ressaltou. Essa possibilidade coloca Bernard em um pedestal raro. Não apenas como símbolo do passado glorioso, mas como ponte para um futuro que o Atlético insiste em construir. Sua presença em campo é quase um lembrete permanente de que a identidade do clube se faz tanto de memória quanto de ambição. Para os torcedores, vê-lo novamente com a camisa alvinegra em um momento decisivo provoca sentimentos misturados: nostalgia de um tempo mágico e esperança de que o ciclo vitorioso possa recomeçar. O futebol tem dessas ironias bonitas — os caminhos se cruzam, os heróis retornam, e o tempo parece se dobrar sobre si mesmo. Se o Atlético vencer no sábado, não será só mais um troféu na estante. Será a confirmação de que algumas histórias são grandes demais para caber em um único capítulo. E Bernard, o menino que virou homem sem deixar de ser ídolo, pode escrever seu nome em mais uma página eterna. Assunção pode ser o lugar onde ele completa um círculo perfeito. Para o Atlético, seria histórico. Para Bernard, seria épico. Para o torcedor, inesquecível. "Eu até cheguei a comentar que poderia ser o único nessa conquista dupla depois do jogo contra o Independiente. Fico feliz demais. É assim que a gente escreve a nossa história", enfatizou. Continua após a publicidade 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Ajuda de Hang não chegou à cidade afetada por tornado antes do governo Lula Após um mês à deriva, navio com quase 3 mil bovinos retorna ao Uruguai; 40 morreram Leilão da Caixa tem 580 imóveis e três opções na faixa dos R$ 50 mil Quina acumula e prêmio sobe para R$ 3,2 milhões; veja números sorteados Resumo novela 'Dona de Mim' da semana: confira capítulos de 18/11 a 29/11