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Análise dos Times

Sao Paulo Fc

Principal

Motivo: Criticado como referência do que não fazer, com crise política e econômica, gramados imprestáveis e cortes de luz no estádio.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Motivo: Citado como exemplo de sucesso da SAF, campeão da série D, caso que merece ser celebrado segundo o autor.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Projeto de SAF viabilizou pagamentos e acesso à série B; autor defende que o caso merece ser noticiado e celebrado.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Acesso à série B após 35 anos associado ao projeto de SAF; autor sugere que o feito não ocorreria sem o modelo.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Motivo: Apenas menção factual da SAF do clube como trajetória do investidor Ambrogini, sem tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citação passiva sobre passagem do investidor pelo clube, sem julgamento de valor.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

dorival junior sport cruzeiro ronaldo santa cruz uberlandia roberto carlos estadio do morumbi bruno rodrigues sao paulo fc internacional de limeira enrico ambrogini

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião São Paulo, Uberlândia, Santa e Inter: a SAF como elemento de (des)conexão Juca Kfouri Colunista do UOL 16/10/2026 08h59 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× POR RODRIGO R. MONTEIRO DE CASTRO Já se escreveu neste espaço que a SAF, como ideia, ainda não foi normalizada pela maioria da imprensa. Quando uma vai mal, é comum que se reverbere o tropeço e o associe à natureza jurídica. Se é SAF, não pode ser bom. Por outro lado, quando a SAF vai bem ou quando osucesso se atrela a um projeto de SAF, implementado ou em andamento, o atributo é ignorado ou pouco enaltecido. Thais Bilenky Meta passou a ser a arena da disputa eleitoral Wálter Maierovitch Problema do STF não é estrutura, mas as pessoas Juca Kfouri Os cuidados da Caixa ao negociar com o Corinthians Rômulo Mendonça Empate do Fla perdeu para a festa do Vorcaro Em outro cenário, quando um clube de natureza associativa vai mal, muito mal, é comum que se tenteencontrar solução de resgate no próprio associativismo - ou em dirigentes clubistas -, e afastar a SAF como possibilidade de solucionamento; como se a SAF fosse um problema quase existencial. O melhor exemplo atual é o São Paulo Futebol Clube. No passado, foi considerado uma das principais referências organizacionais do futebol; atualmente, uma referência do que não fazer. Em recente entrevista, o atual treinador, Dorival Junior, revelou que gramados do centro de treinamento são imprestáveis e podem justificar as recorrentes lesões de atletas. Pior: também se noticiou o corte temporário de luz, em determinada área do Estádio do Morumbi, por falta de pagamento. Por que essas situações não geram as reações ou a indignação, direcionadas ao associativismo, que gerariam se ocorressem em uma SAF - e por conta da SAF? Por que, ademais, a atual crise política no São Paulo, que coincide com a maior crise econômica da história, não fez surgir um candidato que defenda a SAF como alternativa? Ao contrário: mesmo que algum candidato pretendesse a SAF, hipótese que se coloca apenas pelo debate, enfrentaria resistência (quase) fatal da estrutura de poder, formada por conselheiros interessados e conflitados e por associados que se preocupam com o social - e com frequência torcem para outro time. Não por acaso, pouco se trata de sucessos, mesmo que embrionários - e eventualmente conjunturais -, que envolvam SAF. O Uberlândia é um exemplo. Continua após a publicidade Conforme informado no sítio eletrônico do clube, por ocasião da aprovação da operação, a assembleia geral realizada em junho de 2025 aprovou a constituição de uma SAF, com apenas um voto contrário e, logo na sequência, também aprovou, por aclamação - portanto, com o voto do mesmo associado dissidente, a proposta de ingresso de determinados investidores, para aquisição de 90% das ações de emissão da companhia. Em 2026, como se sabe, o Uberlândia sagrou-se campeão brasileiro da série D e em 2027 testará a estrutura na série C. Se não fosse SAF, teria subido? Importa, na verdade, que a novidade pouco ou nada reverberou, nos principais centros, os mesmos que costumam ser implacáveis com fracassos, inclusive momentâneos, de SAF´s. Dois outros casos merecem atenção: de Pernambuco, o tradicionalíssimo Santa Cruz, que, sob a presidência de Bruno Rodrigues, largou de um ano sem qualificação em campeonato brasileiro para, em dois anos, atingir a série B. Verdade que o processo ainda não está implementado, mas, quase desde o princípio do mandato, o clube vem tratando de implementá-lo e, durante o percurso, recebeu recursos, adiantados, que viabilizaram pagamentos de salários e outras obrigações. A propósito, notícia de 2 outubro, data próxima do jogo que selou o acesso, anota o ingresso de R$ 6 milhões, montante que, não existisse o projeto de SAF, jamais entraria. O outro caso vem do interior de São Paulo: a Internacional de Limeira, que, ao lado do Santa Cruz - e de outras duas associações -, ganhou seu acesso, após 35 anos, à série B. A operação foi inicialmente aprovada, em conselho deliberativo, no final de agosto de 2026, com apenas uma dissidência. Conforme notícias de imprensa, jogadores históricos, como Ronaldo e Roberto Carlos, terão algum tipo de participação. O principal investidor, também conforme divulgado pela imprensa, é Enrico Ambrogini, que passou pela SAF do Cruzeiro - além de clubes como o Sport. Continua após a publicidade De acordo com nota pública emitida pelo clube, "a aprovação é resultado de um processo iniciado em 2023, com a constituição da Comissão da SAF (...). Desde então, foram realizados estudos, análises, reuniões e negociações envolvendo diferentes propostas e modelos. A atual operação começou a ser estruturada em 22 de dezembro de 2025 (...). O processo foi conduzido com o objetivo de construir uma estrutura capaz de oferecer maior segurança jurídica, governança, sustentabilidade e proteção aos interesses institucionais, esportivos e patrimoniais do Clube (...)". A construção da operação, ao que parece, ocorreu ao longo do ano e a anunciação antecedeu, em poucas semanas, a almejada classificação. Teria o feito sido realizado sem a perspectiva e a iminente SAF da Internacional? Possivelmente, não. Mas pouco importa essa investigação para o aparato de aversão ao modelo. Importaria, apenas, se fosse uma SAF a caminho do rebaixamento. Aí, sim, geraria notícia: o fracasso da SAF. Uberlândia, como fato, e Santa Cruz e Internacional de Limeira, como projetos, merecem ser acompanhados - noticiados e, espera-se, celebrados. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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