Conteúdo Original
Esporte Futebol Homem que acusa Fla no caso do Ninho não era engenheiro, mas tinha Crea Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 18/11/2025 19h24 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia José Augusto Bezerra Imagem: Reprodução/UOL José Augusto Bezerra, que acusou Reinado Belotti, então CEO do Flamengo, de mandar adulterar a cena do incêndio no Ninho do Urubu , não era engenheiro formado em 2019, quando emitiu o documento que foi objeto de matéria no UOL , em março de 2023. Ele se formou em engenharia elétrica em junho, conseguiu o diploma em setembro e completou o registro nacional no Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) em dezembro de 2024. O profissional, porém, tinha registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) do Rio. Seu Crea tinha origem na formação em técnico industrial em eletrotécnica, terminado em 2001, título com o qual prestava os serviços para os quais o clube o contratou, incluindo a elaboração de um laudo que apontasse as causas da tragédia que vitimou 10 jovens. Sakamoto Prisão de dono do Master afeta chapa Tarcísio-Ciro? Juca Kfouri Valeu só por Estêvão que aos 18 joga como líder Dora Kramer Apaixonados políticos são minoria que só faz barulho Mariana Barbosa Grupo Fictor é conhecido por fraudes Foi com essa formação que ele fundou a Anexa Energia, que seguiu trabalhando para o clube até o Rubro-negro romper unilateralmente o contrato. As partes travam briga judicial até o momento. A empresa foi formalmente iniciada em 2013, segundo consta nos registros relacionados ao CNPJ da empresa. No escopo do contrato com o Flamengo, a finalidade era identificar os aspectos de engenharia elétrica relativos às possíveis causas que provocaram o incêndio no alojamento provisório da base. O UOL publicou, em março de 2023, a matéria " Engenheiro acusa: Flamengo adulterou cena do incêndio ". Na época, José Augusto já finalizava o curso de engenharia elétrica, mas ainda não era engenheiro. Esse detalhe da formação não foi questionado pelo clube antes ou nas semanas seguintes à publicação do material. A reportagem só teve notícia do fato em uma audiência judicial realizada no dia 21 de outubro de 2025. O erro foi corrigido na matéria original. Mudanças na norma O registro do Crea de José Augusto, de 2001, ao qual o UOL teve acesso, segue ativo e regular. Segundo ele, essa habilitação é ininterrupta, apesar da mudança de normas que aconteceu em 2018. Naquele ano, o presidente Michel Temer colocou em vigor uma lei que tirou os técnicos industriais, formação original de José Augusto, do sistema do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), do qual fazem parte os Creas estaduais. Isso fez com que as habilitações migrassem para outro órgão, o Conselho Federal dos Técnicos Industriais. Continua após a publicidade José Augusto, então, destrancou a faculdade e concluiu o curso de engenharia elétrica, em uma instituição privada no Rio, em 2024. Posteriormente, o registro nacional no Confea foi feito, com data de 27 de dezembro de 2024, segundo consta no sistema de consulta pública. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora PL Antifacção: Texto de Derrite protege chefes do crime, diz deputado do PT Copa do Mundo chega a 39 seleções classificadas; veja todas Plataformas lucraram mais de R$ 1 bi com vendas de CDBs do Master Ancelotti mandou Paquetá cobrar pênalti para 'tirar pressão de Estêvão' Inep antecipa gabarito e fala em lisura após questões anuladas do Enem 2025