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Análise dos Times

Motivo: O time é mencionado no contexto da carreira passada do técnico, sem análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O time é mencionado como o clube anterior de Adrian Heath, sem análise de viés.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O 'time da Arábia Saudita' é o catalisador da trama de sequestro, sendo tratado como fachada para um golpe, sem viés esportivo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Arábia Saudita Marrocos Kaká Orlando City FBI Adrian Heath Steven Gerrard

Conteúdo Original

1 de 2 Adrian Heath treinando Kaká no Orlando City em 2015 — Foto: Reprodução/Instagram Adrian Heath treinando Kaká no Orlando City em 2015 — Foto: Reprodução/Instagram Ex-jogador do Manchester City e ex-técnico de times da MLS como o Orlando City, onde treinou o brasileiro Kaká, Adrian Heath foi protagonista de uma trama tão milaborante que parece filme. O britânico revelou que caiu em um golpe ao mesmo tempo elaboradíssimo e extremamente amador. E foi sequestrado no Marrocos, onde pensava estar indo para uma entrevista com um sheik dono de uma equipe da Arábia Saudita. Veja as 10 ligas de futebol mais fortes do mundo - Foram os três dias mais longos e mais rápidos da minha vida. Isso me deu a oportunidade de reavaliar minha vida e o que realmente importa. E a única coisa importante é a sua família. Todo o resto é secundário - disse ele em entrevista ao NY Times. Heath resolveu contar sua história mais de um ano depois do sequestro ao saber, pelo FBI, que outro treinador passou pelo mesmo pesadelo depois dele - e dois outros, antes. - Quando recebemos aquele telefonema do FBI dizendo que tinha acontecido de novo, eu desabei imediatamente - disse Jane Heath, esposa de Adrian - Você pensa que acabou, mas nunca termina… E a ideia de outra família passando por algo assim... Ao NY Times, o FBI declarou: "Podemos confirmar que agentes da NCA estão investigando denúncias relacionadas a um falso consórcio de futebol que oferece emprego a jogadores profissionais, resultando em ameaças de violência e transferência de dinheiro sem que haja, de fato, emprego ou contrato. Como nossa investigação está em andamento, não podemos fornecer mais informações neste momento". O sequestro Tudo começou no meio de 2024, quando Heath recebeu um telefonema de um suposto agente sobre um emprego em um time da Arábia Saudita. O valor oferecido e o time, não revelados, animaram o treinador, que teve longas conversas e negociações com o agente, ao longo de meses. Além disso, ele telefonou para amigos que trabalhavam na Arábia Saudita, inclusive Steven Gerrard, ex-jogador do Liverpool. 2 de 2 Adrian Heath em 2023, quando treinava o Minnesota United pela MLS — Foto: Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images Adrian Heath em 2023, quando treinava o Minnesota United pela MLS — Foto: Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images Quando a negociação estava prestes a ser concluída, o agente disse a Heath que o sheik dono do time queria conhecê-lo e mandou passagens de primeira classe para o Marrocos. Ao chegar, Heath foi recebido por supostos funcionários do sheik, que o levariam de carro para um hotel cinco estrelas. Mas acabou parando em um apartamento pequeno e escuro em um bairro afastado. - Durante a primeira hora, eles praticamente não falaram comigo - disse Heath, contando que depois disso tudo mudou. - Você obviamente percebe que não é nada do que você imaginava. Vai funcionar assim: você vai nos mandar dinheiro. E se você não mandar, não vai ver sua esposa de novo. Não vai ver seus dois filhos e seus netos - disse um homem para ele, exigindo uma quantia não revelada, mas acima dos seis dígitos. Heath ficou preso por três dias no apartamento. Durante esse tempo, foram feitas várias ligações para sua esposa e seu filho, que explicavam não ter acesso às contas do pai nem àquele montante. Foi quando a família descobriu que os sequestradores se esqueceram de desativar os serviços de localização do celular. O filho fez um print da localização, mandou para o suposto agente que havia marcado a conversa com o sheik, para o FBI e para o celular do próprio Heath, que mostrou a um dos sequestradores. Em pouco tempo, ele foi levado de volta para o aeroporto, onde comprou o primeiro voo para a Europa, só tendo perdido os US$ 600 que levava na carteira e e vivido três dias de pânico. - Passei a ter um novo respeito por como nossa vida é boa e como eu a vivi bem. Trabalhei duro, mas tive uma vida ótima. Estamos falando de um ano atrás, praticamente agora, e eu estava sentado lá naquela noite pensando: ‘É isso aí e ainda tenho tanta coisa que quero fazer’. Então, ainda quero treinar. Ainda quero voltar a campo. Ainda tenho entusiasmo.