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Todo mundo quer ser Ferrari? A escuderia italiana pode não estar vivendo sua melhor fase, mas são poucos os fãs de automobilismo que não sonham em fazer parte da tradicional equipe. E esse parece ser o caso de Christian Horner, ex-chefe de equipe da Red Bull. Para o azar do inglês, porém, essa parceria não é bem vista por Frédéric Vasseur.
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Em entrevista ao jornal britânico The Times, Horner admitiu o desejo de trabalhar em Maranello. O ex-dirigente revelou que a Ferrari seria a única exceção na F1 que o faria abrir mão de ter participação acionária em uma equipe.
— Sempre fui apenas um funcionário, passei 21 anos sentado no (pit) wall e não preciso voltar a fazer isso. Nesta fase da minha vida, há apenas uma equipe pela qual eu aceitaria não ter participação acionária. A Ferrari é a marca mais importante da Fórmula 1. É um sonho. E podemos dizer que é o gigante adormecido da F1. Sinto que ainda tenho mais uma dança para dançar.
Demitido da Red Bull em julho de 2025, Horner busca alternativas para retornar à categoria, tendo seu nome associado recentemente à Alpine e até a um projeto com a chinesa BYD. O britânico sempre priorizou um retorno como acionista, o que torna sua declaração sobre a Ferrari ainda mais expressiva.
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Apesar das especulações na imprensa italiana sobre seu futuro e de ter renovado com a Ferrari em contrato multianual, Vasseur adotou um tom irônico ao comentar as movimentações do colega britânico no mercado de transferências.
— O sr. Horner procura emprego, isso sabemos, em todos os lugares. Mas o que posso fazer? Apenas tentar dar o meu melhor para impulsionar a equipe, pedir que se mantenham motivados, focados no que é melhor hoje, e não gastar tempo com fofocas — disse.
O comandante da Ferrari tenta afastar as distrações fora das pistas enquanto busca blindar o time e garantir o vice-campeonato de construtores no encerramento da temporada. Nas quatro corridas mais recentes, a equipe somou 93 pontos, número inferior aos 98 conquistados por Kimi Antonelli no mesmo período.
Foi nesse cenário que o "Corriere della Sera" publicou a informação de que Lewis Hamilton teria pedido alterações em nomes importantes das operações de pista. O jornal italiano também apontou um suposto desgaste na relação entre o britânico e o chefe da Ferrari.