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O funil está cada vez mais apertado, e apenas quatro equipes ainda seguem vivas após as séries de divisão. O Tampa Bay Rays constrangeu o New York Yankees ao varrer o confronto. Los Angeles Dodgers e Milwaukee Brewers fizeram duelos apertados, mas superaram Atlanta Braves e San Diego Padres respectivamente. Enquanto que o Cleveland Guardians precisou de uma virada espetacular de 0 a 2 para 3 a 2 e superou o Chicago White Sox .
Agora, chegamos às finais de liga. Na Liga Americana, Guardians x Rays. Na Nacional, Dodgers x Brewers. As duas séries em melhor-de-sete partidas, apontando as duas equipes que farão a World Series. Uma meta que virou comum para o Los Angeles, atual bicampeão da MLB, mas que tem sido uma montanha intransponível para os demais (Milwaukee e Tampa Bay nunca foram campeões, e o Cleveland é o time há mais tempo na fila, 78 anos).
Veja abaixo uma prévia dos confrontos e a grade de programação no final do texto. O segundo time a aparecer tem a vantagem de mando de campo nos dois primeiros e, se necessário, no último da série.
LIGA AMERICANA
CLEVELAND GUARDIANS (85 vitórias - 77 derrotas) x TAMPA BAY RAYS (98-64)
Quem passar enfrentará o… vencedor de Dodgers x Brewers Na temporada regular: Rays 5 a 1 Palpite: Rays 4 a 1
Ataque: O Cleveland Guardians foi o 27º time da MLB (ou seja, o quarto pior) em home runs e o 24º em corridas e aproveitamento no bastão. Em resumo: não foi rebatendo que a equipe conseguiu se classificar para os playoffs. Ainda assim, é justo dizer que alguns jogadores cresceram na reta final da temporada e nos playoffs. José Ramírez, a principal estrela, foi decisivo na série contra o Chicago White Sox. Jo Adell manteve no mata-mata a boa fase de setembro. Steven Kwan, Travis Bazzana e Nathaniel Lowe também esquentaram e podem ajudar.
Ainda assim, dá para dizer que os Rays levam vantagem considerável no bastão. Não contam muito com a bola longa (22º em home runs, com Junior Caminero carregando o time nas costas nesse aspecto), mas foi o segundo em aproveitamento e bases roubadas e 12º em corridas anotadas. É um time que faz muito contato, criando pressão contra os arremessadores adversários.
Rotação: Os Rays são referência há décadas na MLB a respeito do desenvolvimento de arremessadores. Tanto para rotação, quanto para bullpen. A comissão técnica sempre sabe como tirar o melhor de cada jogador que sobe no montinho, e os números impressionam: líder da MLB em corridas cedidas pelos abridores e terceiro em ERA. Com Drew Rasmussen, Freddy Peralta e Nick Martínez, o Tampa tem um trio confiável para entregar seis entradas por partida. Mas tem um ponto vulnerável: falta um quarto arremessador para fechar a rotação no mesmo nível.
Os Guardians arremessam bem, e a classificação aos playoffs se deve a isso. No entanto, o Cleveland não tem tantos abridores confiáveis. Parker Messick e Gavin Williams são seguros, mas depois deles o time tem de confiar em aberturas curtas e os relievers segurando o placar. É um time competente no montinho, apenas não tanto quanto o Tampa. O que não dá para condenar, os Rays são muito fortes nesse aspecto.
Bullpen: Os relievers dos Rays merecem respeito, ainda mais porque a equipe sabe muito bem como usar seus jogadores nas entradas finais. Mas essa é uma área em que os Guardians têm vantagem. Cade Smith, Hunter Gaddis, Tim Herrin e Erik Sabrowski formam um belo quarteto para fechar a porta do adversário a partir da sétima entrada. Tanto que os relievers do Cleveland foram segundo da MLB em corridas cedidas e sexto em ERA. O único “porém” é que o conjunto foi muito exigido e exposto na longa série contra os White Sox.
O Tampa teve como grande figura no bullpen o fechador Bryan Baker, líder da MLB em jogos salvos (41). Cam Booser e Kevin Kelly são outros jogadores que se mostraram muito confiáveis, mas o conjunto de relievers oscila muito nas opções de meio de jogo (quinta e sexta entradas). Para os playoffs, o técnico Kevin Cash tem lançado mão de alguns abridores entrando ao longo da partida, como Griffin Jax e Ian Seymour.
LIGA NACIONAL
LOS ANGELES DODGERS (100-62) x MILWAUKEE BREWERS (103-59)
Quem passar enfrentará o… vencedor de Guardians x Rays Na temporada regular: Brewers 4 a 3 Palpite: Brewers 4 a 3
Ataque: Com Shohei Ohtani, Mookie Betts, Freddie Freeman, Will Smith, Max Muncy, Teoscar Hernández, Kyle Tucker e Kiké Hernández, o ataque dos Dodgers amedronta no papel. No entanto, Ohtani está claramente jogando baleado, Smith, Teoscar e Betts não fazem temporadas consistentes e Tucker até melhorou nos último mês, mas ainda não justifica o status de principal agente livre do ano passado. Ainda é um ataque muito forte, com vários jogadores capazes de deixar a má fase de lado e decidir em um contato, mas soa mais vencível do que nos dois últimos anos.
Os Brewers vão apresentar aos arremessadores angelenos um desafio semelhante ao do Toronto Blue Jays na World Series do ano passado: um time que desgasta o adversário por fazer contato o tempo todo, sempre colocando a bola em jogo e esticando as entradas. William Contreras e Jackson Chourio rebatem suas bolas longas de tempos em tempos, mas a marca do time é a sequência de rebatidas simples, com roubo de base, mais bunt de sacrifício e assim o carrossel vai girando. Os Brewers têm a incrível marca de mais roubos de base (162) do que home runs (154) ao longo da temporada regular.
Rotação: Os jogos 1 e 5 da série têm um duelo de cinema: Jacob Misiorowski x Tarik Skubal, provavelmente os dois melhores arremessadores do mundo nos últimos anos. Pelo que fizeram em 2026, Mis vive uma fase ligeiramente superior e dá vantagem aos Brewers. A questão é que, daí para baixo, é difícil encarar a rotação dos Dodgers.
Os jogos 2 e 6 em teria serão de Logan Henderson pelo Milwaukee e Yoshinobu Yamamoto pelos angelenos. Henderson fez uma temporada espetacular, com ERA de 2,47 e retrospecto de 11 vitórias e apenas 3 derrotas. Números muito semelhantes aos de Yamamoto, mas o japonês costuma elevar ainda mais seu nível nos playoffs.
Os Dodgers têm, para os jogos 3, 4 e 7, a dupla Blake Snell e Tyler Glasnow. Dois abridores que já passaram mais confiança, mas levam vantagem sobre as opções dos Brewers: Shane Drohan, Dustin May, Robert Gasser e Chad Patrick. É possível que Pat Murphy, técnico do Milwaukee, estabeleça duas duplas para tentar 6 entradas nas partidas 3, 4 e 7. Por talento, a vantagem seria dos Dodgers. Os Cervejeiros apostariam no encaixe tático.
Bullpen: Também um duelo equilibrado. Os Dodgers investiram muito nesse setor, inclusive contratando Edwin Díaz, melhor fechador disponível no mercado, no começo do ano. Ainda assim, os californianos ainda não conseguiram tirar o melhor desse conjunto. Tanner Scott, Alex Vesia e Evan Phillips têm sido os braços mais confiáveis, mas os demais ainda oscilam. De qualquer maneira, há sinais positivos, inclusive de Díaz, nas últimas semanas.
Os Brewers têm em Trevor Megill um dos melhores fechadores da temporada, muito bem escoltado por Abner Uribe e Aaron Ashby. No entanto, JoJo Romero e Antonio Senzatela podem ser pontos vulneráveis. O bullpen dos Brewers teve o terceiro melhor ERA na temporada, muito pela habilidade de Murphy em escolher os nomes certos, na hora certa, mas o Milwaukee se beneficiará demais se os abridores conseguirem entregar ao menos 6 entradas todos os jogos.
O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta (vez ou outra atrasa para o sábado) uma nova edição
TRÊS STRIKES
1) Com a varrida sofrida para os Rays na série de divisão, o New York Yankees completa mais um ano de fila. Se a equipe levar a World Series no ano que vem, terá passado por uma seca de 18 anos (a última taça foi em 2009). Essa marca já igualaria a segunda pior da história do clube, entre 1978 e 1996, uma série menor apenas que a vivida entre 1903 (fundação da franquia) e 23 (primeiro título).
2) A MLB apresentou um pacote de propostas de mudanças na estrutura de seu campeonato. A temporada regular diminuiria de 162 para 154 jogos. Além disso, as segundas seriam dias de folgas para praticamente todas as equipes, com a realização de apenas um ou dois jogos com transmissão em rede nacional. Os playoffs também teriam mudanças: as séries de divisão passariam de melhor-de-cinco para melhor-de-sete, e haveria mais dias de folga entre uma partida e outra, diminuindo a quantidade de partidas em dias de semana à tarde. Todas essas mudanças estão dependentes de o sindicato de jogadores aceitarem o acordo trabalhista proposto pela liga, o que inclui a criação de teto salarial.
3) O locaute (greve patronal) da Major League Baseball é dado como certo pela liga, pelos jogadores, pela imprensa e pela torcida. E a MLB já começa a se preparar para o caso de as atividades serem suspensas a partir de 2 de dezembro. Um memorando foi enviado às 30 franquias com orientações de como proceder nesse período. O mais importante é que o times não poderão impedir que os atletas queiram defender clubes em outras ligas – as da América Latina, no caso – durante esse período. Mas as recomendações contêm vários pontos curiosos. Os sites oficiais dos clubes tirarão notícias e imagens dos jogadores, mas poderão vender produtos com os nomes deles (o licenciamento comercial dos atletas não está englobado no acordo trabalhista). Além disso, os dirigentes não poderão manter conversas com os jogadores e, com seus agentes, apenas poderão tratar dos clientes que estão em ligas menores. No caso de algum jogador ou dirigente se casar, é liberada a presença, mas sem estabelecer contatos longos. Cartões de Natal ou de fim de ano também estão vetados. Se o clube fizer questão, pode mandar em novembro.
PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN
Domingo, 11/out
21h - Los Angeles Dodgers x Milwaukee Brewers, jogo 1 (ESPN 4 e Disney+)
Segunda, 12/out
18h - Los Angeles Dodgers x Milwaukee Brewers, jogo 2 (ESPN 4 e Disney+)
21h - Cleveland Guardians x Tampa Bay Rays, jogo 1 (ESPN 4 e Disney+)
Terça, 13/out
21h - Cleveland Guardians x Tampa Bay Rays, jogo 2 (ESPN 2 e Disney+)
Quarta, 14/set
21h - Milwaukee Brewers x Los Angeles Dodgers, jogo 3 (ESPN 4 e Disney+)
Quinta, 15/out
19h - Tampa Bay Rays x Cleveland Guardians, jogo 3 (ESPN 2 e Disney+)
22h - Milwaukee Brewers x Los Angeles Dodgers, jogo 4 (ESPN 2 e Disney+)
Sexta, 16/out
19h - Tampa Bay Rays x Cleveland Guardians, jogo 4 (ESPN 3 e Disney+)
22h - Milwaukee Brewers x Los Angeles Dodgers, jogo 5 (ESPN 3 e Disney+)
Sábado, 17/out
21h - Tampa Bay Rays x Cleveland Guardians, jogo 5 (ESPN 2 e Disney+)
Domingo, 18/out
21h - Los Angeles Dodgers x Milwaukee Brewers, jogo 6 (ESPN 2 e Disney+)
Segunda, 19/out
18h - Cleveland Guardians x Tampa Bay Rays, jogo 6 (ESPN 4 e Disney+)
21h - Los Angeles Dodgers x Milwaukee Brewers, jogo 7 (ESPN 4 e Disney+)
Terça, 20/out
21h - Cleveland Guardians x Tampa Bay Rays, jogo 7 (ESPN 3 e Disney+)
Obs: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração, sobretudo se alguma série terminar antes do jogo 7