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Análise dos Times

Catanduvense

Principal

Motivo: Reportagem empática com tom nostálgico e compreensivo; explica a crise no contexto financeiro e celebra a história do clube.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Citado apenas no lead como goleador de 2012, sem tom avaliativo.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado em contexto histórico do empate, sem avaliação de mérito.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como adversário da virada em 2012, relato factual.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionada apenas como vitoriosa da goleada por 13 a 0, sem elogios ou críticas.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como vencedor por 17 a 0, relato factual dos resultados.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Corinthians Santos Palmeiras Campeonato Paulista Matonense Independente de Limeira Catanduva Gremio Catanduvense Estadio Silvio Salles Geraldo Correa

Conteúdo Original

Grêmio Catanduvense se despediu do Paulistão 2012 levando goleada do Santos O Dia das Bruxas é celebrado em 31 de outubro, mas, para o Catanduvense, a figura da bruxa vai muito além da data. A mascote do clube representa uma característica que acompanha a cidade de Catanduva há décadas: a fama de enfeitiçar quem passa por lá. Em 2026, porém, o apelido ganhou um contraste com a realidade vivida pela equipe, que retornou ao futebol profissional após sete anos de inatividade e terminou a temporada marcada por goleadas históricas. Catanduvense perde por 13 a 0 e chega a saldo -45 na 5ª divisão paulista A história começa antes mesmo da fundação do clube. Catanduva, no interior de São Paulo, recebeu o apelido de Cidade do Feitiço no início da década de 1940. Uma das versões sobre a origem remonta a textos que exaltavam o poder de fascínio da cidade sobre seus visitantes. Entre os registros está um artigo escrito em 1943 pelo professor Geraldo Corrêa, que havia se mudado para a capital paulista para lecionar e expressou saudade da chamada Cidade Feitiço. 1 de 3 Escudo do Grêmio Catanduvense — Foto: Reprodução/Instagram Escudo do Grêmio Catanduvense — Foto: Reprodução/Instagram Veja também + Outras notícias do ge.globo/tvtem A alcunha atravessou os anos e também chegou ao futebol. Na década seguinte, um time da cidade adotou o nome Clube Atlético Cidade do Feitiço, ajudando a perpetuar a associação entre Catanduva e a ideia de magia. Foi nesse contexto que a bruxa se tornou um símbolo do Grêmio Catanduvense. Fundado em 8 de março de 1999, o clube incorporou a figura ao imaginário da equipe com a proposta de enfeitiçar os adversários, principalmente no estádio Silvio Salles, conhecido como o Caldeirão da Bruxa. A trajetória do futebol catanduvense teve diferentes capítulos antes da formação do atual Grêmio. O clube que leva o nome da cidade conquistou espaço no cenário estadual a partir de meados dos anos 2000. Em 2006, foi vice-campeão da Bezinha do Campeonato Paulista, resultado que garantiu o acesso à Série A3. No ano seguinte, chegou à Série A2. 2 de 3 Catanduvense em jogo contra o Palmeiras pelo Paulistão de 2012 — Foto: Divulgação/Catanduvense Catanduvense em jogo contra o Palmeiras pelo Paulistão de 2012 — Foto: Divulgação/Catanduvense O auge veio em 2011, quando a equipe conquistou o acesso à elite estadual para disputar o Paulistão de 2012. Naquele ano, enfrentou alguns dos principais clubes do país, conseguiu um empate por 1 a 1 com o Palmeiras e chegou a ficar à frente do Corinthians antes de sofrer a virada por 2 a 1. A campanha, no entanto, terminou com o rebaixamento. Nos anos seguintes, o cenário se tornou mais difícil. Depois de sucessivas quedas de divisão, o Catanduvense chegou à última divisão do futebol paulista. Em 2019, ainda disputou a competição estadual, mas abandonou o torneio na terceira fase por falta de recursos financeiros. A partir daí, ficou fora das competições profissionais. A retomada foi anunciada em 2022, com uma nova diretoria e o objetivo de reorganizar as finanças e recolocar a equipe em campo. O retorno às competições, porém, só aconteceu em 2026. A volta da Bruxa aos gramados ficou longe do esperado. Na Bezinha do Campeonato Paulista, equivalente ao quinto nível estadual, o clube enfrentou dificuldades dentro e fora de campo e terminou a campanha sem conquistar pontos. Foram dez derrotas em dez partidas, apenas quatro gols marcados e 66 sofridos, com saldo negativo de 62. O fim da participação foi especialmente doloroso: depois de perder por 13 a 0 para a Matonense, a equipe sofreu uma goleada por 17 a 0 diante do Independente de Limeira, encerrando a competição com 30 gols sofridos nas duas últimas rodadas. 3 de 3 Lance de Independente de Limeira 17 x 0 Catanduvense, pela Segundona — Foto: Yan Moraes Lance de Independente de Limeira 17 x 0 Catanduvense, pela Segundona — Foto: Yan Moraes Os problemas também apareceram na formação da equipe. Em meio à crise, o Catanduvense entrou em campo com elencos incompletos, chegou a atuar com apenas nove jogadores e enfrentou dificuldades para manter uma estrutura competitiva ao longo do campeonato. Assim, a temporada de retorno terminou com números muito distantes daqueles que levaram o clube à elite paulista pouco mais de uma década antes. A Bruxa, que nasceu da fama de uma cidade capaz de fascinar seus visitantes, teve em 2026 uma temporada de pesadelo, e agora carrega o desafio de reconstruir o futebol em Catanduva. *Gabriéla Bandeiras colaborou sob supervisão de Arcílio Neto