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Após o clássico contra o Botafogo, o ge elogiou Zubeldia por focar no "poder de decisão" . O debate era sobre a titularidade de Everaldo em detrimento à de Germán Cano. Na ocasião, ainda não existia a presença de John Kennedy naquele jogo. Hoje o cenário é diferente. Apesar das justificativas dadas pelo comandante , há fatores que explicam a derrota por 2 a 0 para o Vasco, nesta segunda-feira, no Maracanã. O mais problemático é quebrar elos que estavam dando certo. Zubeldía defende Cano após derrota do Fluminense: "É um goleador" Cano é um ídolo histórico do Fluminense e não há intenção de vilanizá-lo. Foi gigantesco no momento mais importante da história do clube e, apesar dos questionamentos a seguir, continua útil dentro do elenco. Mas é difícil olhar para o campo e entender o porquê de o camisa 14 estar à frente de John Kennedy nesta disputa. Tudo pode mudar, claro. Mas, neste clássico, ele fez parte dos problemas que minaram a atuação tricolor. A questão não é Cano ser titular ou não, mas não manter elos que estavam dando certo. O exemplo está no adversário. Pablo Vegetti é o artilheiro do Brasil em 2025 e é reserva porque o campo "gritou" que a trinca com Rayan, Andres Gomez e Nuno Moreira funcionava melhor. No Fluminense, os melhores momentos nos últimos jogos foram com Lucho Acosta e John Kennedy atuando juntos em situação de igualdade, e não tendo que resgatar um barco afundando. Enquanto Fernando Diniz manteve que o que estava dando certo no Vasco, Zubeldia mudou e quebrou o elo positivo do Fluminense. Dali em diante, os demais problemas vieram em cascata. 1 de 3
Vasco x Fluminense, Maracanã — Foto: André Durão / ge Vasco x Fluminense, Maracanã — Foto: André Durão / ge Para não ser injusto com Cano, que está longe de ser dispensável, há mais problemas. O Fluminense pouco conseguiu impedir que Philippe Coutinho e Rayan flutuassem por todo o campo. Nos dois gols do Vasco, a dupla teve liberdade para construir e se aproveitaram de uma marcação frouxa. No segundo tempo, após o segundo gol sofrido, a equipe tricolor sucumbiu com direito a gritos de 'olé' e foi pouco competitiva. É possível falar que clássicos punem bolas perdidas como a de Serna, que originou a jogada do primeiro gol do Vasco. Ou que a falha de Fábio custou caro e praticamente definiu a vitória do adversário. Ou como Freytes e Martinelli ficaram afobados quando o time estava em desvantagem e começaram a errar demais. Tudo isso é efeito cascata. No fim, a derrota deixa uma lição: este confronto tem sido vencido por quem erra menos. Mesmo nas duas vitórias em 2025, o Fluminense não teve uma superioridade gritante. Se o ataque não converte as chances que tem e a defesa se dá ao luxo de falhar, o revés é natural. Felizmente, são questões possíveis de serem corrigidas até as semifinais da Copa do Brasil. Zubeldia tem tempo e potencial para achar soluções. Mais Escalados 1 ª rodada Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Carregando Dados... ...... SIGLA SIGLA 0000000000 Escalação completa arrow_forward 2 de 3
Zubeldía, Vasco x Fluminense — Foto: André Durão / ge Zubeldía, Vasco x Fluminense — Foto: André Durão / ge O futebol é curioso porque, se olharmos só o primeiro tempo, o Fluminense foi superior. Nos 10 minutos iniciais, impôs uma pressão sufocante a ponto de se lamentar por não ter aberto o placar. Cano, de cara para o gol numa chance inacreditável, Serna atacando as costas da defesa e Canobbio quase completando de cabeça colecionaram chances reais de gol. Todas desperdiçadas. A pressão aconteceu porque o Fluminense encaixou a marcação na saída de bola do Vasco. Sempre igualando numericamente o seu ataque contra a defesa adversária, a todo momento forçava o chutão ou conseguia roubar a posse no campo ofensivo. Esse foi o cenário até os 25 minutos. Mas é impossível manter tamanha intensidade por tanto tempo, então é normal o ritmo cair. Quando caiu, a marcação alta deu lugar ao bloco médio e os espaços apareceram para o Vasco. Rayan abriu o placar num lance de sorte — cortou para o meio, chutou e a bola desviou em Freytes antes de entrar. Mas o Vasco já vinha crescendo antes mesmo de fazer o 1 a 0. As perseguições a Coutinho e ao camisa 77 perderam força e o espaço foi sendo encontrado. Não dá para dizer que o Vasco foi para o intervalo sendo superior, mas fez menos esforço para abrir o placar. 3 de 3
Fábio lamenta gol sofrido; Vasco x Fluminense; Brasileirão 2025 — Foto: André Durão Fábio lamenta gol sofrido; Vasco x Fluminense; Brasileirão 2025 — Foto: André Durão + O mercado do Cartola vai fechar! Monte seu time agora! Então, na volta para o segundo tempo, qualquer instrução de Zubeldia tenha dado foi por água abaixo após a falha de Fábio. Logo nos primeiros minutos, Rayan arrancou, não sofreu a falta em duas oportunidades e chutou para o gol. O goleiro soltou a bola e Nuno Moreira completou. Dali em diante, o Fluminense foi engolido. Mentalmente e tecnicamente, a equipe de Zubeldia desabou. Mais do que desconfortável na partida, a equipe tricolor consegue ser ainda pior quando está atrás no placar. Afobada, erra passes e dá mais espaços. A sensação é que o Vasco ficou mais perto de fazer o terceiro gol do que o Tricolor teve de descontar. O único vislumbre de pressão veio em chutes sem direção de Keno. E só. Quando John Kennedy finalmente entrou, o caldo já estava entornado. Assim como todos os outros que entraram em nada conseguiram produzir para mudar o cenário. Se tivessem mais minutos, era mais provável de que o Vasco fizesse o terceiro do que o Fluminense o gol de honra. + Compre já seus ingressos para os jogos do Fluminense + ✅Clique aqui para seguir o novo canal ge Fluminense no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Fluminense 🎧 Ouça o podcast ge Fluminense Assista: tudo sobre o Fluminense no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos