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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Análise crítica do próprio time: aponta erro de maturidade, perda de controle emocional e sequência de falhas de Rossi, mas reconhece qualidade do elenco

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Retrato positivo: time cresceu após o pênalti e aproveitou a oportunidade para reagir e empatar o jogo

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Mencionado apenas como rival na disputa do título, sem tom jornalístico favorável ou contrário

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fluminense Flamengo Jorginho Libertadores Santos Palmeiras Brasileirão Neymar Vila Belmiro Leonardo Jardim Rossi Andrew

Conteúdo Original

"Talvez dar um chutão, jogar feio não seja um problema" . A frase de Jorginho após o empate entre Flamengo e Santos , na Vila Belmiro, resume uma das principais lições que o time de Leonardo Jardim precisa tirar do tropeço. Em uma partida que parecia controlada, uma decisão equivocada de Rossi abriu caminho para a reação santista e transformou uma vitória encaminhada em dois pontos perdidos. Na disputa pelo título do Brasileirão, o custo pode ser alto. O Flamengo vencia por 2 a 0 até os 37 minutos do segundo tempo, quando Neymar converteu um pênalti cometido por Jorginho. A penalidade nasceu de uma saída de bola perigosa: pressionado, Rossi tocou para o volante, que não conseguiu dominar e acabou cometendo a falta. Além do gol, o lance resultou na expulsão do meio-campista e, sem dúvida, piorou a situação da equipe. O cenário mudou completamente. O Flamengo , que estava mais próximo de ampliar a vantagem do que de sofrer um gol, perdeu o controle emocional e viu o adversário crescer. Depois da partida, Jardim reconheceu o impacto do lance. "Estávamos mais perto do 3 a 0. O jogo estava totalmente controlado e aquele pênalti e aquela expulsão mudaram o jogo", afirmou o treinador. A discussão levantada por Jorginho vai além de uma falha individual. Em determinados momentos, a decisão mais inteligente não é tentar construir desde a defesa, mas afastar o perigo e preservar a vantagem. O próprio volante reconheceu que faltou discernimento na jogada. "Acredito que foi nas tomadas de decisões o erro. Talvez dar um chutão, jogar feio não seja um problema. Talvez a gente possa melhorar nessa maturidade de entender quando realmente você pode sair jogando. E quando está difícil, porque tem um adversário, às vezes é melhor você pegar e dar um balão. E está tudo certo, está tudo bem", explicou. É uma lição importante para uma equipe que disputa títulos e conta com jogadores experientes. Ter qualidade técnica para sair jogando não significa que toda situação exija uma construção curta. A pressão adversária, o posicionamento dos companheiros e o contexto do placar precisam pesar na escolha. Com a vantagem de dois gols e poucos minutos restantes, o Flamengo não precisava correr riscos desnecessários. Um chutão poderia não ser a solução mais bonita, mas talvez fosse a mais eficiente. A falha na Vila Belmiro também reabre a discussão sobre Rossi e sua condição de titular absoluto. O argentino foi um dos destaques do Flamengo na Libertadores em 2025, especialmente nas fases eliminatórias. Isso não significa, porém, que tenha atravessado o período sem oscilações. Na temporada passada, por exemplo, cometeu um erro contra o Fluminense ao dominar mal a bola e deixar o gol aberto. Em 2026, a preocupação passa pela repetição de episódios negativos. Rossi foi questionado por suas decisões na eliminação para o Vitória, na Recopa contra o Lanús, nas falhas na derrota por 3 a 0 para o Palmeiras e no chute de Mendoza em Athletico x Flamengo. Agora, o erro contra o Santos amplia o debate sobre a segurança transmitida pelo goleiro em momentos decisivos. A discussão não apaga as atuações importantes do argentino nem significa que uma troca imediata seja necessariamente a solução. O ponto é que, em uma temporada decisiva, a sequência de falhas e decisões questionáveis exige atenção. Rossi já demonstrou capacidade de ser determinante para o Flamengo , mas precisa recuperar a regularidade para afastar as dúvidas. São lances de contextos diferentes, mas que alimentam uma preocupação legítima: em momentos decisivos, o goleiro precisa transmitir segurança e tomar decisões compatíveis com o risco da jogada. Isso não apaga o que Rossi já fez pelo Flamengo . Mas o erro contra o Santos ganha outra dimensão quando analisado ao lado de uma temporada marcada por oscilações. O time não pode ignorar a sequência de episódios, especialmente em uma reta decisiva e, neste caso, na disputa acirrada de um título como o Brasileirão. O Flamengo conta com outras opções para a posição, embora nenhuma mudança seja automática. Andrew, de 24 anos, chegou do futebol português por cerca de R$ 9 milhões e é o reserva imediato. Sua amostragem no futebol brasileiro ainda é curta, o que torna difícil projetar como responderia à pressão de assumir a titularidade em um momento decisivo. Dyogo Alves e Léo Nannetti também estão no elenco, mas ainda precisam demonstrar que estão prontos para assumir uma responsabilidade dessa dimensão. A existência de alternativas, portanto, não elimina a complexidade da decisão de Jardim. O empate na Vila Belmiro deixa uma sensação de oportunidade desperdiçada. O Flamengo tinha vantagem de dois gols, controlava a partida e caminhava para conquistar três pontos importantes. A saída de bola de Rossi mudou o roteiro e ofereceu ao Santos a oportunidade de voltar ao jogo. Em uma disputa pelo título, cada ponto perdido pode ganhar importância na reta final. Não é possível afirmar que esse tropeço será decisivo, mas o Flamengo não pode tratar o episódio como um detalhe. Nessa rodada, a diferença para o Palmeiras, segundo colocado, caiu de três para um ponto.