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Esporte Futebol Empresário e amigo de Filipe Luís confia em ida ao Atlético de Madrid em 27 Guilherme Xavier Do UOL, em São Paulo 11/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Filipe Luís e Guilherme Siqueira no Atlético de Madri Imagem: Arquivo Pessoal/Divulgação Guilherme Siqueira é um ex-jogador de futebol que atuou no futebol italiano, português e espanhol. No Atlético de Madri, ele fortaleceu laços com Filipe Luís, atual técnico do Flamengo. Os dois começaram juntos no futebol de salão, com apenas 10 anos de idade, e dividiram vestiário na base do Figueirense. Os dois são de Santa Catarina, mas a Europa seria o principal alicerce para essa amizade. Siqueira substituiu Filipe no Chelsea, estiveram juntos no Atlético de Madri e se tornaram parceiros de vida. Tanto que, em 2019, já aposentado, Guilherme intermediou a vinda do conterrâneo para o Flamengo. Juca Kfouri Gabi, gol! Imagine com Neymar, sonha o santista Sakamoto Com Flávio, outro nome da direita seria só figurante? Vinicius Torres Freire Quem ficou com o dinheiro no fim da ciranda do Master Julián Fuks Incompleta, imperfeita, às vezes a vida basta Vendo o quão vitorioso ele foi dentro do clube, eu que sou amigo dele, é um motivo de orgulho e satisfação, mas não é nenhuma novidade. A gente conhece o Filipe há muito tempo, sabe da competência dele, sabe o quanto ele quis ser treinador, o quanto ele já se preparava enquanto atleta pra virar treinador, então tudo que vem acontecendo na vida profissional dele hoje a gente sabe que é fruto de muita dedicação, aprendizado e conhecimento. Guilherme Siqueira, ao UOL O amigo acompanhou os trâmites da renovação de Filipe Luís de longe. A novela gerou certa ansiedade, mas o final feliz prepara o companheiro para voos ainda mais altos em 2026. "Eu estou muito otimista e curioso para ver até onde isso vai chegar, porque o Filipe vem demonstrando há muito tempo que não se acomoda, não se contenta com as coisas, quer sempre algo a mais", analisou. A Europa parece ser um caminho natural para o parceiro. De acordo com Siqueira, há indícios de que Filipe Luís se tornará o substituto natural de Diego Simeone no Atlético de Madri. "É engraçado o Filipe renovou até 2027 e o Simeone também. Parece algo casado, sabe? Acho que o clube que deu realmente tudo ao Filipe é o Atlético. Claro que ele sabe que hoje a realidade dele é outra, mas eu tenho certeza que dentro dele, na hora que ele tivesse a Europa para escolher e se aparecer o Atlético, eu não tenho dúvida que o coração vai falar mais alto. Tenho certeza que também seria uma história tão bela quanto está sendo essa com o Flamengo", disse. Ida cedo para a Europa e vontade de voltar A carreira de Siqueira começou muito cedo. Antes mesmo de atingir a maioridade, ele já estava vendido à Inter de Milão. Ficou mais dois anos em Santa Catarina antes de, de fato, viajar para a Itália. Continua após a publicidade Relacionadas Cruzeiro recusa a terceira proposta do Fla por Kaio Jorge Cruzeiro acerta a compra de Gerson em negócio de quase R$ 190 milhões Leila fala em ajustes para 'bola entrar no gol' após ano difícil e 3 vices Ainda assim, foi um processo bastante complicado. Imagina chegar aos 18 anos em Milão, sozinho, para jogar em um dos maiores clubes do mundo. Siqueira explicou um pouco como foi. "Passaram muitas coisas pela minha cabeça, chorei, senti saudade, mas é o que eu falo para todos, para realizar o grande sonho que é se tornar jogador de futebol, um meio tão concorrido, tão disputado por muitos, a gente tem que passar por essas abdicações, e comigo não foi diferente", relembrou. Ele não conseguiu se firmar na Inter, passou rapidamente pela Lazio e conseguiu ter uma sequência na Udinese. Apesar de a Itália ter abertos portas, foi na Espanha que ele consolidou a carreira. Granada, Atlético de Madri e Valencia estiveram no caminho de Siqueira. E quase pintou o Real Madrid na jogada, mas a negociação acabou melando por questões burocráticas. "Eu vinha da última temporada com o Granada, muito boa, e quando eu soube do interesse do Real, com todo o respeito ao Granada, que é um clube que eu tenho um carinho enorme e uma história lá dentro, mas para ser o Real Madrid, a gente não pensa duas vezes. Eles deixaram muito claro que na minha posição tinha o Marcelo e o Fábio Coentrão , e o Coentrão estava para ser negociado, que se o Coentrão fosse ser negociado, eu seria a primeira opção. Então, claro, foram aí semanas de aflição", disse, antes de completar: "Essa situação do Real mexeu muito comigo, porque ainda naquele ano o Real, se não me engano, ganhou a Champions, ganhou títulos importantes, e se eu estivesse ali, com certeza seriam títulos que eu ganharia também. Ficou nessa situação, essa pontinha de interrogação, digamos, na minha carreira", complementou. Continua após a publicidade Na época em que esteve na Espanha, entre 2010 e 2017, com exceção de uma temporada no Benfica em 2013-14, La Liga estava repleta de grandes craques. Confrontos com Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar eram rotineiros. Mesmo que o craque português não caísse na ala direita, onde Siqueira defendia, os duelos se mostravam sofridos. O ex-jogador relembrou que Messi, Bale e Di Maria davam muito trabalho. "É difícil a gente falar um. Joguei contra Di Maria, Gareth Bale, mas claro, a gente tem sempre que deixar Messi e Cristiano ainda acima de todos eles. Eu também coloco o Neymar do Barcelona nessa prateleira, o que o Neymar jogou no Barcelona foi uma coisa impressionante, espetacular. Mas eu acho que o Messi é o jogador mais imprevisível, digamos assim. A gente nunca sabia para onde ele iria", explicou. Faltou alguma coisa? O ex-jogador afirmou que, se tivesse algum desejo, seria atuar no Brasil. Ele não chegou a vestir a camisa de nenhum clube nacional como profissional, porque teve que encerrar a carreira de maneira precoce. Aos 30 anos, quando se preparava para retornar, ele descobriu que não tinha mais cartilagem no tornozelo. Um golpe duro para quem vinha recebendo sondagens de gigantes brasileiros. Continua após a publicidade "Se pensar friamente, eu tinha outros planos, eu não queria ter parado tão cedo assim. Tinha vontade de voltar, de vir ao Brasil, jogar profissionalmente no Brasil, era uma vontade minha, já que eu tinha saído daqui tão jovem. Não pude realizar esse sonho, mas em momento algum me queixo, reclamo, muito pelo contrário, só agradeço. Pela carreira que esse tornozelo aqui me deu. Enquanto ele aguentou, ele me levou a lugares que eu jamais imaginei chegar", declarou. Siqueira revelou que Flamengo, Palmeiras e Athletico-PR realizaram sondagens. O Corinthians foi além e apresentou uma proposta, mas não deu certo. "Sempre deixei claro para eles que eu estava muito mal do meu tornozelo. Eu cheguei a Portugal, fiquei um período lá tratando e meu tornozelo não reagia. Então, eu deixava sempre os clubes a par da situação. Esses clubes que demonstraram interesse e queriam entender mais a minha situação, a gente acabou nem tendo essa conversa, essa segunda conversa, digamos assim, por causa da minha decisão", finalizou. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Zubeldía passa por procedimento no coração e desfalca o Fluminense Qual foi a última novela de Manoel Carlos? 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