Conteúdo Original
Daniel Cargnin, medalhista olímpico de Tóquio, assumiu a liderança do ranking mundial da categoria até 73 kg do judô. Mesmo de fora do pódio no Mundial de Baku, o judoca brasileiro somou pontos o suficiente para ultrapassar Muhiddin Asadulloev, do Tajiquistão, e se tornar o número 1 do mundo nesta semana.
Antes da competição, Daniel ocupava a segunda posição do ranking. A conquista do primeiro lugar reflete seus desempenhos em circuitos internacionais.
Nas seis competições mais recentes consideradas pela Federação Internacional de Judô nos últimos 12 meses, o brasileiro conquistou quatro medalhas, sendo duas de ouro e duas de bronze, além de dois quintos lugares.
A Federação Internacional de Judô irá divulgar nos próximos dias a primeira parcial do ranking olímpico para Los Angeles 2028.
Daniel conquistou resultados expressivos. Os principais títulos foram o Grand Slam de Lausanne, na Suíça, e o Campeonato Pan-Americano de 2026. Além destas medalhas, o judoca brasileiro terminou o Grand Prix de Lima de 2026 na quinta colocação.
A combinação dos desempenhos recentes com os pontos ainda válidos de competições anteriores colocou o brasileiro à frente dos principais rivais da categoria.
O ranking também considera os resultados do ano anterior. Daniel conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Budapeste. Naquela ocasião, Cargnin alcançou sua segunda medalha individual em Mundiais, depois do bronze obtido em Tashkent, em 2022.
Pela quarta vez, o Brasil ficou sem medalhas no Mundial de judô. A equipe brasileira que conquistou quatro pódios nas Olímpiadas de Paris 2024 teve um desempenho abaixo do esperado.
Quinto colocado em Baku, Daniel Cargnin teve a melhor colocação de um judoca brasileiro, chegando à semifinal, mas perdendo para Makhmadbek Makhmadbekov, dos Emirados Árabes Unidos, e para o azeri Rashid Mammadaliyev na disputa pelo bronze.
Nauana Silva também foi a quinta colocada, na categoria até 70kg.