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Libertadores une futebol, política e cultura há mais de 60 anos; Mirassol estreia em 2026 A estreia do Mirassol na Libertadores, nesta quarta-feira, às 19h, contra o Lanús, carrega peso histórico dentro do clube e foi tratada desta forma por Rafael Guanaes na coletiva pré-jogo realizada no CT. O treinador relembrou o tamanho do feito, garantiu que o torcedor verá uma equipe competitiva e evitou relacionar a partida ao momento atual vivido pelo time no Brasileirão. Leia também + De sensação a lanterna do Brasileirão: Mirassol vive crise na véspera da Libertadores + Trave de alumínio? Conheça exigências do manual de 287 páginas da Libertadores + Tabela e classificação da Copa Libertadores Foi em tom de gratidão e reflexão que Guanaes abriu a entrevista, reforçando a importância de disputar a competição mais importante do continente. – Mirassol indo para o seu centésimo primeiro ano, o quão privilegiado nós somos de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Então, quantos clubes do interior, quantos clubes pequenos têm a oportunidade de realmente disputar a competição mais importante do continente? E amanhã, a gente vai ter esse privilégio de entrar. Ao evitar falar sobre a má fase da equipe no Brasileirão, em que ocupa a lanterna, o treinador reforçou a ideia de que a Libertadores representa um contexto diferente e que o time precisa entrar em campo com coragem. Dentro desse raciocínio, destacou que a identidade de jogo construída pelo Mirassol não pode oscilar de acordo com o momento. – É rodada de Libertadores, é só Libertadores. É uma competição diferente, é um privilégio a gente estar aqui. Só positividade, privilégio, jogar futebol, jogar com coragem, correr risco, botar a bola no chão. A gente não é definido pelos nossos momentos. A gente tem uma identidade muito bem formada. Vejo a nossa equipe muito competitiva. Independentemente do momento. 1 de 2
Rafael Guanaes, técnico do Mirassol na coletiva da Conmebol Libertadores — Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol Rafael Guanaes, técnico do Mirassol na coletiva da Conmebol Libertadores — Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol Sobre o Lanús, adversário da estreia, Guanaes pregou respeito e valorizou o peso do desafio, destacando as características já conhecidas da equipe argentina. – Um time tradicional com a sua característica de jogo muito bem definida. Um time muito competitivo, muito engajado com as ideias de jogo, com aquilo que eles querem fazer. Muito comprometido sem a bola, de ataques muito rápidos, já se conhece há um bom tempo. Então, a gente sabe que é um jogo muito especial para nós e um adversário desse nível valoriza realmente a nossa estreia na competição. Questionado sobre a possibilidade de usar a competição como espaço para ajustes pensando no Brasileirão, o treinador negou a ideia e reforçou que o peso do momento exige força máxima. – Não, não tem laboratório. É um jogo marcante para a história do clube. E todo jogo, a gente sempre se planejou para dar a importância que cada jogo merece, mas laboratório jamais. Sempre buscar a nossa melhor versão. E respeitando sempre a nossa identidade – encerrou o Guanaes. Um dos jogadores mais identificados com o atual elenco, o atacante Negueba também falou sobre o significado da estreia. No clube desde 2022, ele revelou que disputar a competição era um sonho de infância e reforçou que o Mirassol entra para competir. – Faço parte daqui desde 2022, então acho que cresci com o clube aqui. Acho que era um sonho de criança jogar um Libertadores e hoje realizar esse sonho jogando no clube no qual eu vi crescer. Não é só aproveitar o momento da Libertadores, é entrar para competir mesmo e brigar pelo topo. 2 de 2
Negueba fala com a imprensa antes da estreia na Libertadores — Foto: Reprodução / TV TEM Negueba fala com a imprensa antes da estreia na Libertadores — Foto: Reprodução / TV TEM Sobre a expectativa para a partida, o atacante garantiu que o grupo está focado e com a mentalidade preparada, além de projetar mais uma noite marcante no Maião. – O mental da gente está ótimo. Acho que todos estão focados no jogo de amanhã. Se Deus nos abençoar, vamos fazer um grande jogo. A primeira vez que eu vi o Maião lotado aqui foi na final da Série C. Quando eu vejo aquela imagem, eu me arrepio até hoje. Então, acho que amanhã não vai ser diferente – finalizou Negueba.