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Brisbane foi palco de um roteiro que começou em alta velocidade, tropeçou no susto e terminou com alívio: o Brasil venceu a Austrália por 4 a 2, depois de abrir o placar, sofrer a virada e reencontrar o rumo na etapa final. Não foi uma exibição sem rachaduras, mas a reação deu à Seleção uma resposta que faltara no primeiro amistoso. [ ] Carlo Ancelotti mexeu na engrenagem: sete mudanças e um meio-campo mais povoado deram outro desenho ao time, embora o treinador mantenha em aberto a disputa entre os esquemas. Gabriel Bontempo estreou com assistência, enquanto a presença de três homens no setor central apareceu na cobertura como um caminho promissor — não uma solução pronta, mas um começo de conversa. [ ] [ ] Para Vanderson, o golaço que abriu a noite teve gosto de retorno: depois de uma lesão grave e de ficar fora da Copa, o lateral voltou à Seleção e marcou pela primeira vez com a camisa brasileira. Há gols que contam no placar; este também carregava meses de espera. [ ] Raphinha empatou de pênalti e celebrou atendendo a um pedido comovente de Zion, menino de 11 anos que viajou para conhecê-lo; no intervalo, porém, deixou o campo com desconforto na coxa direita, reacendendo a preocupação com sua condição física. A noite ofereceu, assim, um gesto de carinho e uma notícia incômoda no mesmo fôlego. [ ] [ ] Endrick entrou, deu mais presença ao ataque e participou da jogada que terminou no gol de Bruno Guimarães; antes disso, também se envolveu em uma confusão com Harry Souttar, lembrando que amistoso nem sempre significa calmaria. Mais tarde, Vini Jr. sofreu e converteu o pênalti que fechou a conta: Ancelotti explicou que queria devolver confiança ao atacante, e a escolha ainda alimentou conversas sobre a ordem dos cobradores. [ ] [ ] Do lado de fora, o triunfo não silenciou as cobranças: o espanhol Marca disse que Raphinha, Endrick e Vinícius Júnior evitaram um vexame, enquanto Paulo Vinícius Coelho ponderou que o momento é de formar uma equipe, não de exigir encantamento imediato. Entre a corneta e a paciência, a cobertura enxergou uma Seleção em construção — capaz de reagir, mas ainda longe de convencer a todos. [ ] [ ] O próximo capítulo será contra a Índia, em Calcutá, onde Pedro Morisco deve estrear no gol. Depois de uma noite de viradas, testes e emoções misturadas, o trabalho segue: menos promessa de espetáculo instantâneo, mais busca por identidade. [ ]