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A quarta-feira começou com o Maracanã vestido de trunfo: o Fluminense chegava à semifinal da Libertadores apoiado por um retrospecto caseiro forte e pela promessa de arquibancadas lotadas. Mas do outro lado estava o Palmeiras, pronto para transformar a festa em teste de nervos. [ ] À noite, o roteiro pareceu favorecer o time da casa — até que o futebol resolveu premiar a eficiência. O Fluminense teve a iniciativa, mas o Palmeiras foi letal nos contra-ataques: Flaco López abriu o placar, Marlon Freitas ampliou e, nos acréscimos, Wesley Natã cabeceou para fazer 2 a 1 e manter a eliminatória acesa. [ ] Nas arquibancadas, a partida também teve um personagem inevitável: Arias. O reencontro do colombiano com o Fluminense foi atravessado por vaias, xingamentos e provocações no Maracanã, uma recepção que expôs a ferida ainda aberta entre o jogador e parte da torcida. [ ] O gol de Wesley Natã mudou o tom da despedida: em vez de resignação, devolveu esperança ao Fluminense. Marcão já fala em variar o ataque para a volta, enquanto a condição de Martinelli, que deixou o jogo com dores no joelho, será reavaliada. [ ] [ ] Para Thiago Silva, esta pode ser sua última Libertadores pelo Fluminense; emocionado, o capitão deixou claro que ainda sonha em chegar à decisão. A missão, porém, é exigente: o Palmeiras joga pelo empate na volta, enquanto uma vitória tricolor por um gol leva a disputa aos pênaltis e por dois ou mais gols vale a vaga direta. [ ] O rescaldo também trouxe a polêmica do Fla-Flu para fora do campo: o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, e Erick Pulgar, do Flamengo, foram denunciados no STJD após os episódios do clássico. [ ] Ao fim, mesmo derrotada, a torcida do Fluminense cantou por uma virada que seria histórica. Em São Paulo, na próxima quarta-feira, o Tricolor terá de transformar esse canto em futebol — e fazer o Palmeiras sentir que a semifinal ainda não terminou. [ ]