Conteúdo Original
Veja os melhores momentos da classificação do GP de Singapura A Red Bull que hoje soma duas vitórias dominantes na F1 em 2026 não parece a mesma equipe que começou a temporada, com sucessivos problemas mecânicos e resultados que tiraram a paciência até do tetracampeão Max Verstappen. E a evolução do time austríaco não passou branco: foi notada por Toto Wolff, chefe da Mercedes - equipe a ser batida no atual campeonato. 1 de 4
Toto Wolff no GP de Singapura da F1 2026 — Foto: Joe Portlock/Getty Images Toto Wolff no GP de Singapura da F1 2026 — Foto: Joe Portlock/Getty Images - É preciso tirar o chapéu para o que a Red Bull fez nesta temporada, pela forma como desenvolveu o carro e como tudo se encaixou no conjunto. Aí você coloca Max Verstappen nesse carro e, quando ele sente que o carro está se comportando da maneira como ele quer, esses são os resultados. Ele foi disparado o piloto mais rápido hoje e também foi o mais rápido em Kuala Lumpur (na Malásia, que sediou o GP do Bahrein há dois domingos) - declarou o austríaco. Até o começo deste mês, Verstappen e a Red Bull encaravam um jejum de 15 corridas sem vitórias - que, para o holandês, representou a segunda maior seca de toda a sua carreira. Adaptar-se ao novo motor, agora fabricado em parceria com a Ford, também foi difícil; a equipe chegou a registrar abandonos, tanto com Verstappen quanto com Isack Hadjar, novo companheiro de equipe do tetracampeão. 2 de 4
Max Verstappen comemora vitória no GP de Singapura de F1 2026 — Foto: Anthony Wallace/AFP Max Verstappen comemora vitória no GP de Singapura de F1 2026 — Foto: Anthony Wallace/AFP Embora Verstappen tenha conquistado alguns pódios no primeiro semestre de 2026, a situação fez surgir rumores de que o piloto deixaria a equipe ao fim desta temporada - com base em uma susposta cláusula contratual que vincula a permanência dele como uma posição acima do terceiro lugar no campeonato. Apesar disso, Max quis ficar, e ainda renovou seu contrato até 2030. O holandês, em especial, voltou das férias de verão em agosto mais forte: depois de abandonar o GP da Holanda por uma batida no começo da corrida, passou a acumular uma sequência de pódios a partir da etapa seguinte, o GP da Itália. Até agora, já foram cinco; dois deles foram vitórias. A conquista no GP do Bahrein na Malásia, no dia 4 de outubro, quebrou um jejum de 15 GPs da Red Bull e do próprio tetracampeão: ele não vencia desde o GP de Abu Dhabi, em dezembro de 2025. 3 de 4
Max Verstappen comemora triunfo no GP do Bahrein na Malásia — Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP Max Verstappen comemora triunfo no GP do Bahrein na Malásia — Foto: Lillian Suwanrumpha/AFP E se houve a possibilidade da conquista ter sido casualidade em uma corrida marcada por chuva e muito caos antes mesmo da largada, Verstappen afastou as dúvidas ao conquistar um triunfo dominante neste domingo em Singapura. Verstappen dividiu o pódio no Circuito de Marina Bay com Charles Leclerc, da Ferrari, e Kimi Antonelli, piloto da Mercedes e que lidera o campeonato atualmente. A vantagem do italiano na tabela, em relação ao holandês, é confortável: 119 pontos. Entretanto, restam ainda 150 pontos em jogo; e ainda há, na equação, um piloto que conseguiu descontar 102 dos 104 pontos que tinha de desvantagem para o líder do Mundial de 2025 (Oscar Piastri e, depois, Lando Norris), nas últimas etapas. 4 de 4
Max Verstappen e Kimi Antonelli antes do pódio em Singapura — Foto: Anthony Wallace/AFP Max Verstappen e Kimi Antonelli antes do pódio em Singapura — Foto: Anthony Wallace/AFP A evolução da Red Bull levou Wolff a reconhecer que a rival pode dar ainda mais trabalho no ano que vem: - Vamos ver quando a nossa atualização (introduzida no GP do Bahrein na Malásia) finalmente começar a funcionar e chegar ao nível que acreditamos que deveria alcançar, se conseguiremos competir com ele. Mas uma coisa é certa: no ano que vem, a disputa entre as equipes será intensa, e a Red Bull fará parte dessa briga.