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Herói da vitória do Palmeiras por 4 a 1 sobre o Corinthians , neste domingo (11), pelo Brasileirão, Agustín Giay , autor de dois gols, foi alvo de elogios do técnico Abel Ferreira.
Após a partida, válida pela 30ª rodada do Brasileirão , o treinador fez questão de blindar o lateral-direito das críticas e elogiar a entrega do grupo.
"Se nós fossemos seguir o que dizem, já tínhamos mandado o Giay e o López embora. Entendem quando eu falo que precisam acreditar na gente? Os jogadores que eu não vejo que têm futuro, não ficam no Palmeiras. Tem coisa que eu não abdico dos jogadores que é o caráter. Eu prefiro contratar um jogador inicialmente mais fraco tecnicamente e na leitura de jogo, mas com compromisso de equipe com caráter. Esse foi o caso do Giay. Eu acho injusto falar só do Giay sem falar do Khellven, foi outro jogador que foi amassado e fez um grande jogo, no outro jogo. Os jogadores começam a entender o que é jogar no Palmeiras, é um cobrança diária e eles sabem disso. É uma exigência diária'', começou por afirmar.
''Quando contratamos, acreditamos que a médio e a longo prazo, em uma equipe contra o Palmeiras tem que valorizar e desenvolver jogadores. É uma máquina. Para cumprirmos ,com todos os nossos deveres, temos que ganhar. Me diga uma equipe do Brasil que lute por títulos e que forme jogadores ao mesmo tempo. Nós fazemos isso com critério. É filosofia da presidente, do diretor e do treinador. Eu não gosto muito de dar moral, mas o Giay merece tudo que está acontecendo. Quem diria que ele ia fazer dois gols? Todos nós temos oportunidade de crescer. Parabéns ao Giay que fez um grande jogo'', completou.
Abel comentou ainda sobre a decisão de Paulinho cobrar um pênalti. O atacante entrou no segundo tempo, na vaga do lesionado Sosa, e criou a jogada que culminou na penalidade. No entanto, desperdiçou a cobrança.
Para o técnico, o camisa 10, que tinha acabado de voltar a campo após se recuperar de uma lesão muscular na perna direita, não deveria ter batido.
''Não vou mentir que se o jogo não estivesse com o placar tão elástico, ele sequer entraria. Se fosse por questão de justiça, quem deveria ter entrado era o Felipe, mas felizmente o resultado elástico... Ele está treinando conosco há muito tempo. Ele sabe que a cobrança que as pessoas têm nele, ele sabe isso tudo. Tenho certeza absoluta que na cabeça dele está o medo de se lesionar. E se ele se lesionar? Qual é o problema? Não tem problema nenhum. Quem joga no Palmeiras, no limite, quem treina no máximo, está mais próximo de se lesionar. Ele não tem que ter medo. Se ele se lesionar, outro vai jogar no lugar dele'', declarou.
''Agora, temos que dar esse tempo. Ganhou 15, 20 minutos, o jogo que vai ditar se vai jogar ou não. Se me perguntam a mim, como treinador, se eu acho justo que ele deveria ter batido o pênalti, conhecendo os meus princípios e valores? Não era, ainda. Agora, eu tenho um grupo de colegas do c** que se juntaram e disseram: 'Ele merece bater, deixa ele bater'. Se calhar um ou outro ficou chateado porque queria bater. Eles fizeram uma reunião de condomínio e decidiram. Não foi o treinador, foram eles. Eu tenho um grupo de homens, companheiros do 'caneco'. Se fosse outro grupo, não o deixariam bater'', concluiu.
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