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O dia do Cruzeiro teve bastidores de superação e trabalho: Cássio revisitou a conversa com Tite que o ajudou a amadurecer após perder a titularidade no Corinthians e contou que deixou de beber em 2017, ao perceber que não controlava o próprio limite. Um relato franco, de quem transforma uma fase difícil em alerta para os mais jovens. [ ] Na defesa, João Marcelo aparece como retrato de uma semana de ajustes: em meio ao rodízio de Artur Jorge, o zagueiro avaliou a disputa interna como saudável e destacou o trabalho coletivo para corrigir falhas defensivas antes do duelo com o São Paulo. Nos últimos dez jogos, seus números entre os defensores reforçam a boa fase, com destaque para passes certos, cortes e ações defensivas. [ , , ] A pausa da Data Fifa também serviu para respirar depois das eliminações: João Marcelo reconheceu o abatimento do grupo, mas disse que o foco agora é recuperar a confiança, melhorar a defesa e buscar uma vaga direta na Libertadores na reta final. [ ] Entre as vozes de liderança, Lucas Romero surge como porta-voz nos momentos difíceis, enquanto Matheus Pereira é apontado como peça técnica decisiva; Gerson, mesmo com problema muscular, chamou atenção pela disposição de atuar. O debate sobre quem lidera melhor o elenco ficou aberto à torcida — sinal de que, em tempos turbulentos, o Cruzeiro procura referências dentro e fora de campo. [ ] Também houve memória incômoda e pedido de desculpas: Cássio relembrou a briga generalizada na final do Campeonato Mineiro contra o Atlético-MG, disse não se orgulhar do próprio comportamento e contou que pediu desculpas a Hulk e Everson. Ainda assim, guardou da decisão no Mineirão a emoção de vencer o rival diante de torcida dividida. [ ]