🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Argentina

Principal

Motivo: O autor expressa admiração pela escola futebolística, comprometimento dos jogadores, genialidade de Messi e identifica a seleção como um exemplo a ser seguido.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: A Espanha é mencionada como adversária na final, mas não há análise de viés sobre a equipe em si, apenas como ponto de comparação.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O autor critica duramente a postura, o comprometimento e a falta de 'imprescindíveis' na seleção brasileira, contrastando com a Argentina.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Palavras-Chave

Entidades Principais

raphinha messi brasil maradona espanha argentina lionel scaloni silvio rodríguez mercedes sosa bertolt brecht

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Por que torcerei para a Argentina na final contra a Espanha? Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 17/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Messi, o jogador mais imprescindível do futebol mundial Imagem: THOMAS COEX / AFP Primeiro porque sou apenas um rapaz latino-americano que valoriza e torce pelo nosso continente. A nossa história é de um povo colonizado por europeus que usufruíram e usufruem das ricas terras deliberadamente e que nos veem como seu quintal. Segundo porque muitos europeus vêm para cá atrás de prostituição infantil com meninos e meninas, tratando-nos como se não fôssemos nada em relação a eles. Letícia Casado Candidatura de Flávio é questionada após tarifaço Daniela Lima Flávio Bolsonaro trata tarifaço como meme PVC A mexicanização do futebol brasileiro Sakamoto Após ataque ao Brasil, Flávio apoia o agressor A terceira parte é sobre futebol jogado, uma escola futebolística que a Argentina, mesmo com problemas políticos e com a AFA sendo tão incompetente e corrupta quanto a CBF, consegue fazer com que sua escola de técnica, garra, raça, habilidade e toque de bola permaneça intacta. Claro que isso acontece porque os jogadores argentinos, que jogam na Europa como os nossos, nunca perderam suas raízes. Jogam pelo povo argentino e não para aumentar seguidores, lutam por sua história e não para ganhar cliques, e vibram espontaneamente, deixando a emoção natural explodir na hora de um gol, em vez de fazer dancinhas ensaiadas nos quartos de hotéis na véspera de jogos importantes de Copa. Tenho uma inveja positiva do comprometimento de seus jogadores e da competência do treinador argentino Lionel Scaloni, que não tenta mostrar seu conhecimento com entrevistas de impacto nem contando vantagens, como a maioria dos nossos treinadores faz. Sempre fui fã de como eles jogam futebol e de como revelaram grandes jogadores, mesmo na época em que nós também tínhamos esses grandes jogadores. A gente ganhava mais deles do que eles da gente, mas eles vendiam caro as derrotas. Continua após a publicidade Essa seleção argentina é um grande exemplo de como se vai para uma Copa do Mundo e do que se quer fazer nesse torneio. Mas há algo mais encantador do que tudo o que falei. Eles têm Lionel Messi, e nós não temos nada perto disso, ao contrário do que costumávamos ter. Podem espernear, mas, depois de Ronaldo Fenômeno, nós fomos caindo pouco a pouco, criando ídolos de barro um atrás do outro. Messi ficou mais de uma década sem ganhar nada com a seleção argentina, mas em 2021 começou a mudar o cenário exatamente no Maracanã, na final da Copa América vencida por eles, com gol de Di María e assistência de Messi. Depois disso, acabou a brincadeira. Só eles ganham ou chegam às finais. Ou seja, eles ganharam tudo o que disputaram depois disso: foram campeões do mundo em 2022, venceram a Itália no confronto do campeão da Eurocopa com o da Copa América, ganharam outra Copa América em 2024 e agora estão na final da Copa do Mundo de 2026 de uma forma incrível. Continua após a publicidade Por que vou torcer para a Argentina? Porque eles jogam como eu gostaria de ver a seleção brasileira jogando, com um camisa 10 alucinante, mágico, esplêndido e que pouco se importa se está com a 10 ou a 20, porque ele joga pela cor da sua bandeira, azul e branca, e não pelo número que está atrás dela. Messi não exigiu jogar com a camisa 10; ele a conquistou por ser discípulo direto de Don Diego Maradona. Torcerei por eles porque vejo nos olhos deles o brilho da vontade de serem campeões pelo país, pelo povo, e não pela publicidade que terão com esse título. Dizem que eles são racistas, e nós, brasileiros, não somos? Dizem que os argentinos são arrogantes, mas quem se autodenomina o país do futebol e se coloca sempre como favorito, mesmo com um time ruim, somos nós. Continua após a publicidade Dizem que são provocadores em campo. Isso eles são mesmo, e fazem com maestria, enquanto a gente se encolhe. Quando o "filósofo" camisa 11 da seleção brasileira, Raphinha, falou que daria porrada neles em campo e fora, se precisasse, passou vergonha. Em pleno Monumental de Núñez, fomos derrotados por 4 a 1 porque eles preferiram dar olé para humilhar, em vez de aplicar uma goleada histórica, e Raphinha tomou tapa na cara, tapa na nuca, ombradas, e ficou quietinho, com medo deles. Eu acho que o maior símbolo da diferença entre os jogadores argentinos e os brasileiros das seleções é exatamente este: Nós falamos, e eles agem. Nós fazemos dancinhas para comemorar gols; eles dão gritos de guerra. Continua após a publicidade Nós queremos seguidores; eles querem o povo deles. Raphinha diz que dará porrada neles; eles dão porradas na gente e ainda dão olé. Como não torcer para uma seleção de guerreiros? Só porque eles são argentinos? Nós devíamos estar cobrando os nossos jogadores para serem iguais a eles, em vez de torcer contra. Eu sei que o ufanismo cega, como todo extremo, mas nossos jogadores da seleção não merecem crédito algum. Continua após a publicidade Há uma canção latina de um músico cubano chamado Silvio Rodríguez que é um hino na América Latina. "Sueño con Serpientes" fez história na voz de uma das grandes vozes da música do nosso continente, a cantora argentina Mercedes Sosa, e sua introdução traz um poema que parece cair bem para essa seleção de Lionel Scaloni. Bertolt Brecht foi um poeta e dramaturgo alemão e escreveu o seguinte: "Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida: esses são os imprescindíveis" Está aqui a grande diferença entre Brasil e Argentina: Nós temos os muito bons; eles, os imprescindíveis. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Botafogo aproveita trapalhada nos acréscimos e vence Santos em jogo agitado Resumo da novela 'Quem Ama Cuida' da semana: capítulos de 17/7 a 25/7 Bob Wolfenson resgata ensaio com Luma de Oliveira nua em elefante Brasil não vacilará no dever de preservar nossa soberania, diz Lula Vitória aproveita falha do Vasco, vence e estraga estreia de português