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Análise dos Times

Alemanha

Principal

Motivo: Texto defende que início irregular é esperado, contextualiza resultados e destaca talento e potencial do elenco

Viés da Menção (Score: 0.3)

Motivo: Domínio na Bundesliga citado como possível fator de queda da competitividade dos jogadores alemães

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Elogiado pelo ótimo trabalho dos últimos anos e por fornecer vários convocados

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Citada apenas como adversária das duas partidas, sem análise do desempenho grego

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Adversária derrotada por 2 a 0, citada sem avaliação de sua atuação

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Empate em Amsterdã narrado com foco na atuação alemã, tom neutro

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como algoz da Alemanha na última Copa, sem tom de viés

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado como palco onde Havertz se provou no mais alto nível

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Citado apenas como antigo clube de Klopp, sem avaliação esportiva

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como passagem anterior de Klopp, sem avaliação

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citado apenas como início da carreira de Klopp, sem avaliação

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Hansi Flick Liverpool Copa do Mundo Borussia Dortmund Florian Wirtz Bayern Bundesliga Alemanha Freiburg Kai Havertz Holanda Julian Nagelsmann Jürgen Klopp Jamal Musiala Joshua Kimmich DFB Nations League Manuel Neuer Sérvia Grécia Joachim Löw

Conteúdo Original

Jürgen Klopp foi a escolha mais natural para comandar a Alemanha . Após três Copas do Mundo decepcionantes, a DFB buscou o melhor treinador alemão da atualidade. Porém, nem mesmo uma contratação desse tamanho poderia produzir uma transformação imediata. Nos quatro primeiros jogos sob seu comando, a seleção alemã somou uma vitória, dois empates e uma derrota, todos pela Nations League . Um começo irregular, compatível com uma equipe que ainda procura seu caminho. A estreia foi promissora, com bons momentos de futebol no empate por 1 a 1 com a Holanda , em Amsterdã. A derrota por 1 a 0 para a Grécia , em Augsburg, decepcionou. O triunfo por 2 a 0 sobre a Sérvia , em Munique, renovou a esperança do torcedor. Por fim, o empate sem gols com os gregos, em Tessalônica , encerrou a primeira sequência de partidas. Klopp decidiu aproveitar sua primeira superData Fifa para testar e conhecer jogadores. Convocou 44 atletas, distribuídos entre dois grupos para as quatro partidas, com mudanças após os dois primeiros compromissos. A prioridade foi ampliar a avaliação do elenco, o que, na prática, fez com que ele não utilizasse um time ideal em nenhum jogo. Ao todo, dez jogadores estrearam pela seleção alemã: Jonas Urbig (Bayern), Philipp Treu (Freiburg), Hennes Behrens (Augsburg), Yannik Engelhardt (Freiburg), Said El Mala (Köln), Mika Baur (Celtic), Bambasé Conté (Hoffenheim), Vitaly Janelt (Brentford), Derry Scherhant (Freiburg) e Younes Ebnoutalib (Eintracht Frankfurt). Perfis muito diferentes, que ajudam a explicar os objetivos desse primeiro período de trabalho. Há o jovem promissor que finalmente recebeu uma oportunidade, caso de Urbig. Há também a busca por alternativas para a lateral direita, que abriu espaço para Treu, de 25 anos, em mais um reconhecimento ao ótimo trabalho do Freiburg nos últimos anos. Janelt, de 28, representa o jogador mais experiente chamado pela primeira vez. E Ebnoutalib, de 23, chegou credenciado pela ótima fase na Bundesliga . Outros atletas, pelo talento que possuem, têm tudo para se tornar peças fundamentais deste ciclo, embora ainda estejam começando a escrever suas histórias na seleção. É o caso de Tom Bischof e Lennart Karl, a dupla do Bayern, responsável pelos gols contra a Sérvia. Os resultados, portanto, precisam ser analisados nesse contexto. Klopp ainda está conhecendo os recursos disponíveis e construindo as bases de seu trabalho. A cobrança existe e faz parte do cargo, mas quatro partidas são insuficientes para avaliar o alcance dessa reconstrução. A DFB errou ao manter Joachim Löw por tempo demais no comando. Hansi Flick poderia ter chegado antes e acabou sem conseguir a reação esperada. Julian Nagelsmann foi a aposta em uma renovação de ideias, que tampouco produziu o resultado desejado na Copa do Mundo. A reconstrução também exige uma posição firme diante do racismo dirigido a jogadores da seleção. Ataques à cor da pele ou à origem familiar dos atletas, inclusive os explorados por setores da extrema-direita alemã, precisam ser combatidos. Klopp fez isso ao rejeitar manifestações preconceituosas e reafirmar seus valores. A cor da pele não define nacionalidade. Dentro de campo, há talento, embora também existam carências. Jonathan Tah e Nico Schlotterbeck formam uma dupla de altíssimo nível na defesa. Joshua Kimmich continua entre os melhores do mundo em sua posição e tem boa companhia no meio-campo com Aleksandar Pavlović e Felix Nmecha . Nathaniel Brown tem espaço para evoluir no Bayern. Jamal Musiala e Florian Wirtz possuem talento de sobra. Kai Havertz já se provou no mais alto nível possível com o Arsenal. Klopp terá muito trabalho, mas dispõe de peças suficientes para montar um bom time e recolocar a Alemanha entre as melhores seleções do mundo. Seu desafio vai além da organização tática e do Gegenpressing: passa também por recuperar a confiança e a mentalidade vencedora da equipe. Sem Manuel Neuer , a seleção já não conta com campeões mundiais. Nas três Copas seguintes ao título de 2014, a Alemanha caiu duas vezes na fase de grupos e, na edição mais recente, foi eliminada pelo Paraguai no primeiro mata-mata. É uma sequência que pesa sobre a equipe e sobre a percepção que o país tem dela. E Klopp não terá o dia a dia do clube para estar ao lado dos jogadores, conversar com eles e sentir tudo isso. Ele mesmo sabe que essa parte da tarefa lhe demandará adaptação, já que sempre foi parte fundamental de seu modo de trabalhar no Mainz, no Borussia Dortmund e no Liverpool. Há ainda uma questão que merece reflexão: até que ponto a concentração de títulos na Bundesliga interfere na mentalidade competitiva dos jogadores alemães? Boa parte do grupo atua ou se desenvolveu em clubes que raramente conseguem disputar o título com o Bayern. Os bávaros venceram 13 das últimas 14 edições do campeonato, um domínio sem precedentes na competição. Isso, por si só, não explica os problemas da seleção. Mas vale discutir o efeito de uma liga em que, para tantas equipes, superar o mesmo adversário parece um objetivo distante. A capacidade de Jürgen Klopp é indiscutível. O tamanho do desafio também. Transformar talento em uma equipe capaz de voltar a vencer no mais alto nível exigirá tempo, escolhas e paciência. Provavelmente, este será o maior desafio de sua carreira. *Este conteúdo não reflete, necessariamente, a opinião da ESPN