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Só para assinantes Assine UOL Opinião Léo Ortiz e a humildade que levou o Flamengo rumo ao gol do título Yara Fantoni Colunista do UOL 30/11/2025 12h23 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Léo Ortiz ergue troféu da Libertadores conquistado pelo Flamengo sobre o Palmeiras Imagem: Adriano Fontes/Flamengo No futebol, há momentos que parecem escritos antes mesmo de acontecer. A história se costura nos detalhes invisíveis — num diálogo baixinho, numa dúvida honesta, num gesto de respeito que ninguém viu. Foi assim ontem quando Danilo marcou o gol do título, gravando seu nome na memória de uma torcida inteira. O estádio explodiu, o mundo rodou vermelho e preto, e a vibração parecia atravessar os alambrados, os rádios, as televisões, as ruas. Mas a história começou antes — bem antes da bola na rede. Léo Ortiz estava à disposição depois de uma lesão sofrida no dia 19 de outubro, contra o próprio Palmeiras. Tinha direito, como disse o próprio Filipe Luís, de falar como se sentia para o jogo. A vaga era dele! Só que Léo foi humilde e gigante. Casagrande O Fortaleza tem tudo para fugir do rebaixamento Lara Mesquita Alguns políticos dão valor secundário à democracia Milly Lacombe Posição do Corinthians no Brasileiro é um milagre Sakamoto A melhor notícia para Lula na semana que passou Ele afirmou que gostaria de jogar, mas que, antes de tudo, queria o título, jogando o ego para o espaço e pensando no coletivo! Quem não quer jogar uma final? Foi um gesto de humildade raro no futebol, onde tantos se perdem tentando ser protagonistas de uma história que ainda não é deles. E ali, naquela conversa rápida, quase sussurrada, nasceu o espaço para o destino agir. Classificação e jogos libertadores Logo depois, quando o jogo parecia teimar em ficar dramático, foi Danilo quem apareceu. Danilo, com a convicção de quem sabe que o momento chegou, foi lá no alto e fez o gol do título. A arquibancada virou mar, o campo virou sonho, e ninguém imaginou que por trás daquela cena havia a simplicidade de um homem que preferiu o coletivo, e a grandeza de outro que soube perguntar. No fim, o futebol é isso: um mosaico de escolhas pequenas que constroem vitórias enormes. Danilo será lembrado pelo gol. Ortiz, pela honestidade silenciosa. Filipe, por ter ouvido o que o jogo dizia antes de todos nós. E talvez seja assim que os títulos nascem — não só da bola que entra, mas do respeito que passa de jogador a jogador, feito corrente invisível que segura a taça antes mesmo que ela seja erguida. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Com saída de David Junior, veja quem é trio finalista da Dança dos Famosos Lula vê isenção do IR como 14º salário e fala em comprar TV maior para Copa O incrível Fortaleza de Palermo tem tudo para fugir do rebaixamento Fortaleza bate Atlético-MG e mantém arrancada na busca para fugir do Z4 Em festa no Rio, Flamengo remenda taça com fita adesiva após quebra em Lima