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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: O texto exalta o Flamengo com termos como 'império continental', 'supremacia técnica', 'melhor time das Américas' e 'predomínio', demonstrando forte favoritismo.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: O Palmeiras é descrito como 'sucumbindo esperneando' e seu papel é secundário, servindo apenas para contrastar com a superioridade do Flamengo.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Estudiantes Libertadores Palmeiras River Plate Carrascal Arrascaeta Filipe Luís Gabigol Bruno Henrique Everton Cebolinha Varela Danilo Independiente Zubeldía Bochini

Conteúdo Original

Palmeiras 0 x 1 Flamengo | Melhores momentos | Final | Libertadores 2025 Times que marcam história geralmente mostram todo seu potencial no caminho que leva até a decisão. Porque na final propriamente dita, é de conhecimento geral, a necessidade imperiosa é vencer, da forma que seja. Mesmo assim, em meio à tensão que desabava sobre o estádio Monumental, os rubro-negros foram capazes de mostrar grande parte dos atributos que fazem da equipe de Filipe Luís o melhor time das Américas. Essa supremacia técnica reescreveu a história do futebol brasileiro: em pleno território inca, o Flamengo consolidou seu império continental e tornou-se o maior campeão do país na Libertadores. Exceto pelos minutos finais, quando o Palmeiras executou a estratégia de sucumbir esperneando, o Rubro-Negro assumiu o papel de protagonista da decisão, e a cordilheira vizinha ao estádio é testemunha de que o desfecho não poderia ser outro -- disso sabia Atahualpa, último imperador inca, e disso sabia também Arthur Antunes Coimbra, a maior entidade da Gávea. 1 de 2 Flamengo taça troféu Libertadores — Foto: Hector Vivas/Getty Images Flamengo taça troféu Libertadores — Foto: Hector Vivas/Getty Images Está escrito nas pedras sagradas de alguma calçada do subúrbio carioca: esta versão flamenguista foi moldada para buscar se impor diante de qualquer adversário, em qualquer circunstância. Para comprovar seu próprio mandamento, o Flamengo se dispôs a encurralar mesmo aquele que vem sendo seu maior antagonista em solo brasileiro, e para isso contou com atuações destacadas bastante específicas, como Varela e Carrascal, companhias perfeitas para Bruno Henrique e Arrascaeta. E hoje provavelmente todo flamenguista gostaria de peregrinar até Cuzco para deitar alguma oferenda a Everton Cebolinha, o homem que nos últimos minutos desfilou com a bola colada ao pé para encurtar os caminhos rumo ao topo do continente. Para os rivais brasileiros, sempre foi um perigo imaginar o que seria o Flamengo quando acordasse de sua longa hibernação. Depois de apertar na própria carne para se reestruturar financeiramente, finalmente dando-se conta de todo seu potencial, o clube se tornou justamente o que adversários de todas as cores mais temiam: uma força equivalente ao tamanho de sua torcida, a multidão que mesmo na época de seguidas decepções se transformou em um fenômeno de massa, em um movimento popular. Direto da festa do Flamengo, Diego Haider mostra mais do trio e da torcida Com a casa organizada, foi transposto para dentro do campo aquele espírito rubro-negro , uma espécie de autossuficiência zombeteira, que faz do exagero uma forma de encarar a vida: o Flamengo não pode apenas jogar, precisa ser uma mistura de orquestra filarmônica com bateria da Mangueira; ao Flamengo não basta apenas vencer, é preciso fazer história. As três taças de Libertadores conquistadas em sete anos traduzem esse predomínio e colocam o time no seleto grupo das formações que marcaram época na Libertadores -- coisa do Estudiantes de Zubeldía, do Independiente de Bochini. E nada nos leva a supor que vai parar por aí. Quando Gabigol começou a se tornar lenda ao marcar os dois gols contra o River Plate, em 2019, no mesmo estádio Monumental de Lima, os rubro-negros ainda viviam certo momento de aflição, pois era preciso encerrar um incômodo jejum continental. Parece que passaram cento e cinquenta anos, mas foram apenas seis: ontem, o Flamengo entrou em campo para consolidar seu domínio. A imagem de Danilo congelado no ar, impávido como um condor, observado pela multidão rubro-negra na arquibancada, em estado imediatamente anterior ao êxtase, é emblemática e definitiva: na terra dos incas, a nação ergueu um império. 2 de 2 Gol de Danilo em Palmeiras x Flamengo — Foto: Hector Vivas/Getty Images Gol de Danilo em Palmeiras x Flamengo — Foto: Hector Vivas/Getty Images