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Esporte Futebol Seleção Brasileira Brasil de Ancelotti joga bem e bate Senegal em amistoso com cara de Copa Livia Camillo e Thiago Arantes Do UOL, em São Paulo e Londres 15/11/2025 15h03 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A seleção brasileira venceu Senegal por 2 a 0 e levantou a torcida (58.657 pessoas) no Emirates Stadium, em Londres, no penúltimo amistoso do ano. Apesar de não valer três pontos, o duelo foi quente e muito disputado. Os gols foram de Estêvão e Casemiro, ambos no primeiro tempo . Senegal chegou muito perto de marcar, mandando uma bola na trave no segundo tempo, após falha de Ederson. As mudanças de Ancelotti se mostraram eficientes contra um adversário forte. O quarteto ofensivo de mobilidade fez seu papel, e Militão, na lateral, foi eficiente tanto técnica quanto taticamente. A Hora A confiança institucional no Brasil cresceu Cris Guterres Por que somos fascinados pelo crime? Letícia Casado Operação sobre INSS tumultua disputa por MG Julián Fuks Não mostre, não conte: em vez disso pondere e reflita Apesar da vitória, a seleção teve um susto com a saída de Gabriel Magalhães . O zagueiro foi substituído na segunda etapa após sentir uma lesão. A seleção, que nunca tinha vencido os senegaleses, quebrou um tabu contra o adversário africano e deu ao confronto uma cara de Copa do Mundo . Não só pela empolgação dos torcedores, mas principalmente pela postura nas divididas, disposição física e forte marcação. A seleção brasileira volta a jogar na terça-feira (18), às 16h30 (horário de Brasília), contra a Tunísia, na Decathlon Arena, em Lille, na França . Para este segundo jogo, a ideia é fazer mais testes. Vini Jr, da seleção brasileira, em jogo contra Senegal Imagem: Ian Kington / AFP Início com 'trocação' O confronto começou quente, com "trocação" entre as equipes no ataque. A primeira finalização do Brasil foi com Vini Jr., logo no primeiro minuto de bola rolando, após passe certeiro de Estêvão. Na sequência, Senegal teve dois bons lances e também chegou à meta, apostando em jogadas de profundidade pelo lado direito. Continua após a publicidade A pressão brasileira continuou, e Estevão finalizou de forma desajeitada após jogada construída por Vini Jr. pela ponta esquerda. Outra boa chance para a seleção foi em bola levantada na área, que resultou em uma cabeçada defendida mais uma vez por Mendy. Antes mesmo dos 10 minutos de jogo, Vinicius protagonizou mais um momento de perigo: o camisa 7 arrancou pelo meio, cortou para dentro e finalizou rasteiro, obrigando o goleiro senegalês a fazer uma bela defesa. Solidez defensiva ativa criatividade O lance do primeiro gol da seleção, aos 26 minutos, demonstrou o acerto na escalação de Carlo Ancelotti, que priorizou um quarteto de mobilidade, mas sem abrir mão da solidez defensiva. A jogada começou na intermediária, onde Casemiro recebeu e tentou uma assistência para Bruno Guimarães na área. O desvio da defesa adversária acabou sendo providencial, pois a bola sobrou limpa para Estevão na direita. O camisa 20 chegou finalizando de primeira, com a perna esquerda, e marcou um belo gol, coroando a conexão mais fluida entre meio-campo e ataque. No segundo gol, em lance com aura de jogada ensaiada, o Brasil deu mais uma amostra de entrosamento. Rodrygo cobrou falta no capricho, a bola viajou na direção de Casemiro, que se desvencilhou da marcação, dominou na entrada da pequena área e finalizou colocado. O chute cirúrgico entrou no canto superior de Mendy. O 2 a 0 aconteceu antes do intervalo. Continua após a publicidade Casemiro, da seleção brasileira, comemora gol contra Senegal Imagem: REUTERS/Isabel Infantes Quarteto com Vini Jr. encanta Carlo Ancelotti tinha como principais ideias consolidar um time e reforçar a defesa. A primeira parte foi feita com a repetição da base que goleou a Coreia do Sul por 5 a 0, no mês passado; a segunda, com a entrada do zagueiro Éder Militão na lateral-direita. Os atacantes criaram muita dificuldade para Senegal sair jogando. Depois de um começo intenso, os africanos pouco trocaram passes no campo de ataque. O camisa 7 do Real Madrid , jogando mais perto do gol e sem tantas tarefas defensivas, tinha a missão de ser a principal ameaça brasileira aos africanos. E a estratégia funcionou nos 45 minutos iniciais. A velocidade de Vini, aliada à mobilidade do trio ofensivo, aumentou a produtividade brasileira, que criou espaços para finalizar seis vezes no alvo só na etapa inicial. Porém, a performance de Vini Jr. não se limitou apenas ao ataque. Na etapa final, ele demonstrou uma faceta que antes era motivo de crítica no Real Madrid: o esforço defensivo. O jogador mostrou intensa dedicação ao voltar para marcar. Essa disposição, principalmente física, ficou mais evidente quando ele e Rodrygo inverteram posições nas pontas. Continua após a publicidade Em um dos melhores lances do atacante, Vinícius Júnior fez a jogada pela esquerda, foi ao fundo e cruzou por baixo, e Ismail Jakobs chegou e salvou antes de Estevão mandar para dentro. Militão passa no teste Após o segundo gol do Brasil, Senegal demonstrou uma reação imediata e testou o sistema defensivo do Brasil. O momento de maior perigo veio aos 44 minutos, quando a zaga brasileira precisou intervir: Militão fez um bloqueio crucial em um chute a gol, e, na sequência, Ederson realizou sua primeira defesa — com um espacate — na partida para manter o placar. VAR à brasileira A arbitragem de vídeo precisou intervir em dois lances importantes: no gol de Casemiro e na checagem de pênalti para Senegal. Nas duas oportunidades, a decisão foi favorável para os brasileiros, mas a demora do VAR apresentou semelhanças com o Campeonato Brasileiro. Foram pelo menos seis minutos de paralisação para a revisão dos lances, tempo que não foi acrescido por Jarred Gilled, que apitou o fim do primeiro tempo aos 48 minutos. Continua após a publicidade Ederson quase se complica Uma trapalhada do goleiro Ederson, no início do segundo tempo, resultou em lance de grande perigo para a defesa brasileira. Pressionado por Nicolas Jackson em saída errada, a bola acabou sobrando para Iliman Ndiaye, que finalizou de direita. O chute do atacante explodiu na trave, poupando Ederson. O goleiro contou mais com a sorte do que com o bom senso. Vale lembrar que, em outubro, Ancelotti foi categórico ao afirmar qual o estilo que mais o agrada em campo: "Gosto de goleiro que defende, não de goleiro que joga com os pés". Fim do tabu contra Senegal Até a tarde de hoje, a seleção africana detinha um retrospecto que apenas duas outras no mundo ostentavam: nunca havia perdido para a seleção brasileira (em dois jogos, um empate e uma vitória). Apenas a Noruega pode se gabar do feito (em quatro jogos, venceu dois e empatou dois). Além disso, Senegal entrou em campo com um time repleto de jogadores conhecidos no futebol europeu, que brilharam nas grandes ligas e hoje estão na Arábia Saudita, casos do goleiro Édouard Mendy , do zagueiro Kalidou Koulibaly e do atacante Sadio Mané. Os jogadores criaram dificuldade para zaga do Brasil, mas não converteram as chances em gols. Continua após a publicidade Ficha técnica Brasil 2 x 0 Senegal Local: Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra Data/hora: 15/11/2025, às 13h (de Brasília) Árbitro: Jarred Gillet (ING) Assistentes: Dan Cook (ING) e Neil Davies (ING) VAR: Matthew Donohue (ING) Cartões amarelos: Casemiro (BRA); Koulibaly, Antoine Mendy e Idrissa Gueye (SEN) Gols: Estêvão, aos 26/1ºT, Casemiro, aos 34/1ºT Brasil: Ederson, Militão, Marquinhos, Magalhães (Wesley) e Alex Sandro (Fabrício Bruno); Casemiro e Bruno Guimarães (João Pedro); Rodrygo (Paquetá), Vini Jr. (Caio Henrique), Matheus Cunha e Estêvão (Luiz Henrique). Técnico: Carlo Ancelotti. Senegal: Édouard Mendy; Antoine Mendy, Niakhate, Koulibaly e Jaboks; Idrissa Gueye e Pape Gueye; Pape Sarr (Nicolas Jackson), Iliman Ndiaye (Cheikh Sabaly) e Ismaila Sarr (Cherif Ndiaye); Mané. Técnico: Pape Thiaw. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. 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