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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: O artigo exalta a conquista da Ponte Preta, focando na superação de adversidades e no sentimento de libertação para o torcedor. O tom é de celebração e admiração.

Viés da Menção (Score: 0.9)

Motivo: O Guarani é mencionado em um contexto histórico de rivais e, mais recentemente, como adversário na Série C, onde a Ponte Preta obteve vitórias decisivas.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: O Corinthians é lembrado em confrontos históricos em que a Ponte Preta foi superada, gerando frustração para o torcedor pontepretano.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: O São Paulo é citado como um adversário que frustrou a Ponte Preta em uma final histórica.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: O Grêmio é lembrado por ter superado a Ponte Preta em uma final histórica, gerando frustração.

Viés da Menção (Score: -0.3)

Motivo: O Palmeiras é mencionado brevemente em um contexto de desempenho no Campeonato Paulista.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: O América Mineiro aparece como o destino do técnico Alberto Valentim, que deixou a Ponte Preta em um momento de crise.

Viés da Menção (Score: -0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Opinião Ponte Preta, campeã da Série C. E a saga de libertação de seu povo Juca Kfouri Colunista do UOL 26/10/2025 03h08 Deixe seu comentário Toró celebra gol da Ponte Preta sobre o Londrina pela final da Série C Imagem: DOUGLAS MORETI/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO Carregando player de áudio Ler resumo da notícia POR ELIAS AREDES JUNIOR* Não existe gosto mais saboroso do que o da libertação. Desprender-se de amarras que sufocam sonhos, adiam planos e impedem avanços. Ficar preso ou subjugado é sentença de paralisia. A sua confiança morre e não há esperança que sustente. O futebol é o palco ideal para tais sentimentos. Coloque-se no lugar do torcedor da Ponte Preta. Por longos 125 anos não sentia sua paixão transformada em frutos. O seu amor parecia incompreensível para aqueles que viam à distância. Times eram formados, craques eram revelados e nenhuma taça relevante aparecia no horizonte. Em 1977, o time treinado por Zé Duarte encheu os olhos e parou no ímpeto corinthiano de querer acabar com o tabu de 23 anos sem títulos. Dois anos depois, o tormento parecia que iria ser extinto. Como duvidar da equipe que tinha vencido o rival Guarani em dois jogos de semifinal? Pois é. Não deu. Corinthians campeão. De novo. Mauro Cezar Fla faz jogo constrangedor e vergonhoso Danilo Lavieri Flamengo tropeça na própria preguiça Sylvia Colombo Argentina vota de olho na contenção de danos Josias de Souza Por Collor, AL pediu para Moraes se fazer de bobo O ano de 1981 é tratado com carinho pelo torcedor pontepretano. A equipe ganhou tudo nas categorias de base, venceu o Guarani em dérbi válido pela final do primeiro turno e parecia fadado à glória na Taça de Ouro. Nova frustração. O São Paulo lhe tirou o Paulistão e o Grêmio o Brasileirão. Os anos transcorriam no rio da vida e não faltaram craques e boas campanhas. Washington, Mineiro, Luis Fabiano, Fábio Luciano... Sobravam bons valores. Faltava algo entalado na garganta. É, a taça não surgia. Eu respeito que não processa nenhuma religião. Só que custo a acreditar que o roteiro da existência é feito de modo aleatório. Relembre este ano de 2025. A Ponte Preta começou o ano humilhada pelo rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro ocorrida no ano anterior. Formou um time para se reerguer. A parte inicial do plano deu certo. Boa campanha no Campeonato Paulista. Os 22 pontos não foram suficientes para alcançar a fase decisivo porque Palmeiras e São Bernardo marcaram um ponto a mais. O desempenho foi suficiente para proporcionar a confiança na Série C. O filme da Macaca era exibido sem intercorrências. Até surgirem bloqueios judiciais feitos por ex-dirigentes e por pessoas que trabalharam no clube. Sem dinheiro, a Macaca não conseguiu pagar jogadores, comissão técnica e funcionários, muitos ordenados modestos. Mesmo com R$ 10 milhões na conta bancária, os dirigentes atuais ficaram de mãos atadas. E foram pressionados. De maneira simultânea, jogadores pediram para sair. O técnico Alberto Valentim aceitou proposta do América Mineiro e foi embora. Sem dinheiro, time, confiança...O que fazer? O desespero promove lances geniais. O coordenador de futebol, João Brigatti, lembrou do nome de Marcelo Fernandes, demitido pela porta dos fundos pelo rival Guarani. Se a Ponte Preta fosse uma novela, a virada seria servida de bandeja. Continua após a publicidade Um técnico ferido em seu orgulho, jogadores sedentos por comprovarem o seu valor e uma torcida disposta a apostar no triunfo, nem que fosse necessário ir às últimas consequências. Deu certo. Marcelo Fernandes, com jeito boleirão, enfileirou uma vitória atrás da outra. Disputou o quadrangular do acesso e subiu com duas vitórias sobre o Guarani. Acumulou 13 pontos e ganhou a final de presente. O que se viu na tarde de 25 de outubro não foi uma decisão de campeonato. Foi muito além. As arquibancadas se constituíram o espaço para a Ponte Preta fazer um acerto de contas com a sua história. De proporcionar uma sensação única ao seu povo: a de levantar uma taça. Opa, espere. A Ponte Preta é tão singular e diferente que não foram realizadas as cerimônias cafonas de premiação. A Macaca foi diferente. O seu povo queria marcar território. Invadiu o gramado. Queria beijar e abraçar os seus libertadores, os seus heróis, entre eles, o armador Elvis e o goleiro Diogo Silva. Ali, naquele espaço e palmo de chão não existiam mais jogadores. Quem pisava era o povo sofrido, machucado e dilacerado por anos e anos de sofrimento. O apito final do árbitro foi como a aplicação de um remédio redentor. Tudo sacramentado. Acabou. A Ponte Preta é campeã. Um pouco de má vontade e vão surgir os argumentos de que o título não deve ser valorizado porque é de terceira divisão. Então, se você diz isso, não entende de vida, coração, sentimento e de Ponte Preta. Continua após a publicidade Porque antes do patamar da conquista, o que torcedor pontepretano queria era sentir o sabor da liberdade. De estar sem as correntes do baixo astral, do pessimismo, da falta de perspectiva. Hoje, tudo mudou. A Ponte Preta e o seu torcedor podem e devem exaltar não somente o sentimento de ser pontepretano, mas os frutos gerados. Conquistar um título é ótimo. Saber que essa conquista representa o fim de um pesadelo e o início de uma nova era é bom demais. Parabéns, Ponte Preta! Viva o futebol! Este esporte emocionante vai respirar enquanto a paixão permanecer no coração de torcedores genuínos. Como os da Associação Atlética Ponte Preta. Que o sonho nunca acabe! Continua após a publicidade *Elias Aredes Junior é jornalista Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Fortaleza vence, e Flamengo perde chance de roubar liderança do Palmeiras São Paulo vence o Bahia com gol 100 de Luciano e assistência 'mágica' Flamengo se arrisca em busca da liderança, mas tropeça na própria preguiça Jenny Miranda estreia em plataformas de conteúdo adulto: 'Chegou o momento' Fortaleza vence um vergonhoso Flamengo, que preocupa também na Libertadores