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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Brasileirão com mais pré-convocados indica evolução ou piora dos exportados Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 13/05/2026 08h50 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Igor Thiago, do Brentford, durante partida contra o Wolverhampton, no Campeonato Inglês Imagem: Rene Nijhuis/MB Media/Getty Images A seleção brasileira nunca foi campeã mundial com mais convocados de fora do que de dentro do próprio país. Os 22 vencedores de 1958, 1962 e 1970 jogavam, todos, em clubes do Brasil. Em 1994, eram onze dentro e onze fora. No penta, treze convocados daqui e dez da Europa. Impossível que seja maioria do Brasileirão na lista final de 26. O futebol globalizado mudou a realidade desde que a lei Bosman. Em 1999, o Chelsea foi o primeiro time do mundo a escalar onze estrangeiros. A França, em 1998, foi a primeira seleção campeã com mais convocados vindo de outros campeonatos nacionais: nove da França, treze de fora. Repetiu isso em 2018 (9x14) e a Argentina se tornou, em 2022, o primeiro sul-ameircano a conquistar o título com mais chamados da Europa do que entrando no avião em Buenos Aires (1x25). Josias de Souza Lula dispara bondades em série de olho na eleição José Fucs Resumo de Lula nos EUA: Trump foi um 'gentleman' Narrativas em Disputa Governo Lula marca gol, mas placar segue adverso Maria Prata Menopausa: da negligência ao mercado bilionário O Brasil terá mais convocados entre os 26 vindo da Europa. Inevitável. Para ser campeão, terá de quebrar este pequeno tabu, o de jamais ter levantado a taça com mais "estrangeiros". Vavá, do Atlético de Madrid, foi convocado para amistoso contra o Chile em 1960. Primeiro de clube internacional na seleção. Em Copas do Mundo, Falcão, da Roma, e Dirceu, do Atlético de Madrid, em 1982, foram os precursores. Hoje, ter mais jogadores do Brasileirão na pré-convocação parece bom sinal. O campeonato melhorou. O nível está mais alto, não há preconceito de Carlo Ancelotti com os que jogam aqui dentro, mesmo sendo o recordista de troféus da Champions League, como treinador. Mas há contraponto: o Brasil exporta menos em qualidade. Danilo era do Nottingham Forest. Hoje, do Botafogo. O Arsenal pode ser campeão inglês com um titular brasileiro, o zagueiro Gabriel Magalhães. São 32 nascidos aqui na atual disputa do Campeonato Inglês. O Bayern, campeão alemão, não tem brasileiros no elenco. Mas a Champions League terá a 27a finalíssima consecutiva com jogadores nascidos no Brasil e aptos a jogarem pela seleção. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Inadimplência bate recorde e atinge 74,8 milhões de brasileiros em abril Ex-panicats relatam falência após auge em programa de TV: 'Dinheiro acabou' Genial/Quaest: Aprovação de Lula sobe 3 pontos e reverte tendência de queda Prefeito corta convênio com faculdade após aluno de medicina zombar de UBS Japão desenvolve drone militar de papelão com baixo custo e alta eficiência