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Esporte Futebol Leila e Bap usam final da Libertadores como sinal de paz após rixa pública Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 01/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Leila Pereira, Samir Xaud e Bap no jantar da Conmebol na véspera da final da Libertadores Imagem: Divulgação Apesar da rivalidade esportiva e até política que teve ápice no afunilamento do Brasileirão, os presidentes de Flamengo e Palmeiras usaram a final da Libertadores como um ambiente para interromper as hostilidades entre si. Tanto Bap quanto Leila Pereira adotaram um tom conciliador ao longo da semana do jogo decisivo em Lima. E mesmo com o lado rubro-negro se sobressaindo em campo, o nível de rispidez e hostilidade foi bem menor do que se viu quando a discussão era parte do dinheiro de audiência do contrato da Libra com a Globo. "Eu nunca tive uma relação ruim com a Leila. É que muitas vezes o sensacionalismo das narrativas leva as pessoas a acharem que tem uma briga ou tem um conflito. Assim, eu amo meus filhos de paixão e eles não concordam com tudo que eu acho. Nem por isso a gente briga, a gente separa. Às vezes com tua esposa, na relação que vocês têm com o patrão, com o amigo, a gente não contrata, a gente briga. Vocês acham que a gente não vai brigar no futebol? Claro que vai brigar também. E muitas vezes você concorda em 28 coisas e uma ou duas você tem diferenças e a gente coloca foco nessa uma ou duas. Isso não quer dizer que a relação seja ruim", disse Bap, à ESPN. Domitila Becker Parem de zoar os palmeirenses Casagrande O Fortaleza tem tudo para fugir do rebaixamento Milly Lacombe Posição do Corinthians no Brasileiro é um milagre Sakamoto A melhor notícia para Lula na semana que passou Encontros da semana Antes da decisão, os dois dirigentes se encontraram em pelo menos duas ocasiões nesta semana: em um evento da CBF em São Paulo e no jantar da Conmebol ocorrido já em Lima, na véspera da final. Nos dois, o tom cordial chamou a atenção. No evento com dirigentes, Bap e Leila posaram juntos ao lado do presidente da CBF, Samir Xaud. O clima entre os dois foi bem diferente da formalidade seca de um encontro anterior, feito na Conmebol, reunindo na ocasião os quatro semifinalistas da Libertadores. Aquela reunião foi no ápice da troca de farpas e briga política na Libra. Com o passar do tempo e o desenrolar também de decisões judiciais sobre a divisão do dinheiro, o tom ficou mais ameno entre as partes. Mas não sem que tenha ficado para trás um lastro de provocações, como o "terraflanismo" citado por Leila e o "a Libra é verde" de Bap. Continua após a publicidade "Eu sou uma mulher educada. Eu sou fina. Quando tem de falar firme, eu falo, mas sempre com muito respeito. Mas está tudo sob controle", disse Leila, também à ESPN, antes da final. A relação entre Leila e Bap reflete o contexto de disputa que Palmeiras e Flamengo construíram ao longo dos últimos anos. Pelo aspecto técnico e financeiro consolidado nos dois lados, eles vão se reencontrar em um futuro próximo em novas finais. "Palmeiras como instituição é uma instituição muito forte, muito respeitável. Eu acho que para o futebol brasileiro foi excepcional ter uma final desse tamanho. Dessa magnitude, né? Você ganhar, tendo um adversário como Palmeiras, é absolutamente especial e sensacional. Isso alimenta a alma da gente, faz com que a gente queira fazer mais, melhor, e isso faz com que o futebol cresça, que o Brasil cresça no campo do futebol", analisou Bap. Se essa capacidade de conquistas vai ser canalizada para uma união coletiva em torno da organização do Brasileirão, por exemplo, ou da venda de direitos de transmissão em um só bloco, aí o cenário já é mais complicado. "O Palmeiras não joga sozinho. Precisamos fortalecer o futebol como um todo, tendo essa união aí entre os clubes. Mas eu vou te falar com sinceridade, de coração, acho que isso, a curto prazo, não vai acontecer. Fala-se muito, mas, na hora da prática, não vemos isso. Claro, eu quero que o Palmeiras ganhe sempre, mas eu sei que não é possível. Eu não tenho dúvida alguma que o Palmeiras precisa de outros grandes clubes, porque senão a gente não evolui", analisou Leila, também à ESPN. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Lula vê isenção do IR como 14º salário e fala em comprar TV maior para Copa Em festa no Rio, Flamengo remenda taça com fita adesiva após quebra em Lima Cheias mortais devastam o sul da Ásia: mais de 900 mortos Dois suspeitos de matar cabeleireiro no Alto de Pinheiros são presos na PB 'Posição do Corinthians no Brasileirão é um milagre', diz Milly Lacombe