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O noticiário corintiano amanheceu com a tabela ainda mais estreita: a vitória do Grêmio sobre o Coritiba empurrou o Corinthians para o 18º lugar, com 33 pontos. O time somou apenas um ponto nos últimos 30 disputados, e a estimativa de risco de rebaixamento subiu para 66% — números que transformam cada rodada numa contagem regressiva. [ ] [ ] A sexta-feira já tem cara de decisão: o Corinthians recebe o Mirassol na Neo Química Arena, depois de uma semana livre para tentar interromper a sequência sem vitórias. Clarence Seedorf terá de montar o plano sem Memphis Depay, ainda em recuperação e tratado com cautela, enquanto Jesse Lingard está suspenso. A urgência é grande; o elenco, porém, também precisa chegar inteiro ao confronto. [ ] [ ] [ ] Para quem procura algum precedente capaz de aquecer a esperança, a lembrança oferecida foi a arrancada do Fluminense em 2009: uma história extraordinária, mas que não apaga a diferença entre inspiração e garantia. Entre os comentaristas, o tom foi bem mais sombrio: a sequência recente e o contexto do Corinthians tornam a fuga da queda uma tarefa complexa, sem sinais claros de reação. [ ] [ ] Do lado das Brabas, o roteiro foi de força e cobrança. Depois de uma goleada por 5 a 0 nas quartas, o Corinthians encara o Santa Fe na semifinal da Libertadores Feminina, em Quito; fora de campo, o clube quitou salários e direitos de imagem atrasados, mas ainda deve premiações de conquistas anteriores. A festa esportiva, portanto, divide espaço com uma conta que segue aberta. [ ] [ ] Nos bastidores, o clima também pesou: um ex-diretor descreveu um ambiente “radioativo” e atribuiu a Osmar Stabile decisões ligadas à contratação da Bear Security, caso investigado pelo Ministério Público. Em outra frente, a Justiça condenou o Corinthians, em primeira instância, a pagar R$ 40 mil a Reginaldo Borim por danos morais após o cancelamento de sua contratação. [ ] [ ] Houve ainda uma história de encruzilhada profissional: Maicon, artilheiro do futsal do Corinthians, está perto de trocar as quadras pelo futebol de campo no Azuriz, mas quer avaliar o projeto com a família antes de decidir. É uma possibilidade de mudança que, nas palavras do próprio atleta, depende tanto do futuro esportivo quanto do lugar que a família terá nele. [ ] Entre o presente turbulento e a memória, Walter Casagrande aproximou a antiga Democracia Corinthiana de 1982 da celebração pela reeleição de Lula, evocando futebol, povo e democracia como fios de uma mesma lembrança. Foi uma nota histórica e emotiva num dia em que, para o Corinthians, o futuro imediato continua pedindo sobretudo reação. [ ]