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Operário-PR 2 x 2 Coritiba: assista aos gols do jogo pela semifinal do Paranaense 2026 O Coritiba vive um paradoxo sob o comando de Fernando Seabra. Contra o Operário-PR pela partida da semifinal do Campeonato Paranaense, o Coxa teve a oportunidade de sepultar um incômodo tabu de 15 anos sem vitórias em Ponta Grossa e, consequentemente, pavimentar o caminho para a decisão. 🗞️ Leia mais notícias sobre o Coritiba ✅ Clique aqui e siga o canal ge Coritiba no WhatsApp Contudo, o que se desenhou como uma exibição muito boa no primeiro tempo, se transformou em um drama defensivo recorrente, revelando um time que caminha no fio da navalha entre a eficiência ofensiva e a fragilidade técnica para segurar o placar positivo, como já havia acontecido no meio de semana em Chapecó. A etapa inicial foi um exemplo de como o Coxa pode ser letal quando utiliza a largura do campo e a infiltração de seus homens de frente. Com uma construção coletiva fluida, o time contou com o brilho de Tinga e Bruno Melo, cujas assistências precisas encontraram Pedro Rocha. 1 de 2
Operário-PR x Coritiba pela semifinal do Paranaense — Foto: André Jonsson / OFEC Operário-PR x Coritiba pela semifinal do Paranaense — Foto: André Jonsson / OFEC O atacante, agora artilheiro isolado da temporada com quatro gols, demonstrou o faro de gol que a torcida esperava. Naqueles 45 minutos, o Coritiba parecia ter o controle absoluto, sugerindo que a maturidade tática finalmente havia sido alcançada. Entretanto, o retorno do intervalo trouxe um roteiro perigosamente similar ao empate recente contra a Chape, pela Série A. A estratégia de Fernando Seabra de apostar na transição rápida não funcionou. As substituições promovidas pelo treinador não oxigenaram o time e ainda quebraram o ritmo. A zaga, que vinha sendo um pilar de segurança, sucumbiu a erros individuais e coletivos. O empate do Operário-PR foi construído em lances de desatenção. Primeiro, a infelicidade de Jacy, que cometeu pênalti após a bola tocar em sua mão, permitindo que Boschilia diminuísse o placar. O golpe final veio em uma falha de comunicação e execução: após um escanteio mal afastado, o lateral Gabriel Feliciano finalizou de fora da área, contando com um quique traiçoeiro no gramado e uma falha técnica de Pedro Morisco. A impressão que passa é que o Coritiba tem facilidade para se desestabilizar ao menor sinal de pressão adversária. 2 de 2
Jogadores do Coritiba comemoram o gol de Pedro Rocha contra o Operário-PR — Foto: JP Pacheco/Coritiba Jogadores do Coritiba comemoram o gol de Pedro Rocha contra o Operário-PR — Foto: JP Pacheco/Coritiba + Compre já ingressos aos jogos do Coritiba Ao analisarmos os dez primeiros jogos da era Seabra, os números entregam um diagnóstico contraditório. Se o ataque produz com regularidade — são 13 gols marcados, uma média superior a um gol por partida —, a defesa acende o sinal de alerta. Sofrer nove gols no início de 2026, sendo cinco deles apenas nos últimos dois compromissos, é uma estatística ruim para quem ambiciona títulos e estabilidade na elite nacional. O time, entanto, mostra que tem repertório para construir resultados e dominar adversários, mas carece do foco necessário para gerir partidas. O segundo empate consecutivo após abrir dois gols de vantagem não tem apenas o "gosto de derrota", ele expõe uma crise de identidade defensiva que precisa ser estancada antes que o potencial ofensivo de Pedro Rocha e companhia se torne um mero detalhe em meio a tropeços evitáveis. 50 vídeos