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Recuperado de um edema muscular no bíceps femoral da coxa direita, Memphis Depay está relacionado para defender o Corinthians no clássico contra o São Paulo , na quarta-feira (04), em um duelo que pode tirar o time da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O camisa 10 alvinegro não atua desde a derrota por 4 a 1 no duelo diante do Palmeiras , em 11 de outubro.
Falando à imprensa nesta terça-feira, no CT Dr. Joaquim Grava, o holandês abriu o jogo sobre a real condição física para estar pela primeira vez à disposição do técnico Clarence Seedorf.
“Estou me sentindo melhor. Voltei para o time esta semana para treinar, sinto que estou em excelente forma depois de voltar. Depois da Copa, tive seis semanas fora do time e demorou para conseguir voltar aos treinos. Isso ficou para trás. Nosso técnico treina de uma forma diferente. Foi uma primeira semana, estamos nos adaptando. Tive uma lesão, me recuperei e me sinto pronto até o fim da temporada”, disse o atacante, que evitou cravar quanto tempo poderá ficar em campo no Majestoso.
“Falamos com o doutor, com a comissão técnica, tenho um plano muito bom para o retorno. Quero voltar. Tive uma pequena lesão, estou pronto. Mas, quanto estou pronto? Tem que perguntar para o treinador, não sou médico. Não jogo há duas semanas, mas um pouco da resposta está aí. Mas vou estar lá enquanto meu corpo deixar”.
Além dos problemas físicos atravessados nesta temporada, Depay não escondeu o incômodo com os números com a camisa do Corinthians: um gol e duas assistências em 23 partidas.
Questionado sobre a falta de gols em 2026, o camisa 10 admitiu que não há uma só resposta.
“Eu me pergunto isso muitas vezes (falta de gols). Faço gols o tempo todo. É a primeira vez na minha carreira. Os torcedores perguntam por mim, eu tenho trabalhado todo dia, pesado, tentando achar essa qualidade. Esse ano foi complicado. Muitas vezes eu não estava em grandes condições, foram muitas razões, podemos falar isso, mas vamos focar no que quero fazer: fazer gols. Quero me achar neste lugar, acertar os chutes no gol, muitas vezes eu saio do jogo sem chutar. E me pergunto como eu posso melhorar”, disse Depay.
“Sou o primeiro a fazer essa crítica. Depois dos fãs, eu aceito as críticas deles. Eu tenho que olhar e melhorar. Uma coisa que eu nunca faço é desistir. É assim que eu trabalho. Espero marcar em breve”.
Dificuldades do Corinthians na temporada
“Acho que mesmo antes de chegar o time não estava em grandes condições de competir pelo melhor. Não competia por títulos. Tem um trabalho a ser feito. É o que eu queria falar. Quero melhorar, quero que o time melhore. Todo técnico que chega, assume um grande time, vem com uma missão de melhorar o time. Tivemos grandes momentos, tem que elogiar o time por isso. Jogar no Corinthians é um privilégio, mas não é fácil. E está tudo bem. O time está melhorando mentalmente. São coisas que temos que trabalhar no futuro e agora temos um trabalho importante amanhã e temos que trabalhar para isso”.
“Entendo a situação. É a mesma de quando cheguei dois anos atrás. Estamos exatamente na mesma posição. Claro que, nestes dois anos boas coisas aconteceram. Estou acreditando no futuro, acredito que o Corinthians está bem e tem a força da torcida. A força da torcida que faz o time ser tão grande e potente. Eles nos apoiam o tempo todo, não importa a situação, por que eles amam o clube. O quanto eu puder, o quanto for possível, nós queremos melhorar. Nós só podemos focar no futuro e no amanhã. Todos aqueles envolvidos, quem passou, quem está agora, é a mesma situação. Junto com a torcida. Por isso visto este uniforme. Muitas pessoas podem pensar diferente sobre mim, mas é um momento que vamos superar. Vou trabalhar forte para isso, assim como foi na temporada passada”.
Trabalhar com Seedorf como treinador
“Eu o respeito como jogador e técnico. Cada um de nós cresceu na sua geração. Ver o que ele fez em campo, eu, como holandês, estou muito animado e posso aprender com ele. Tem muita experiência e compartilhamos histórias, dentro e fora de campo. E na nossa carreira também. A dele foi muito maior do que a minha. Estou muito animado do lado de uma pessoa tão inteligente. Ele pode trazer todo mundo envolvido. Eu observo todos com quem eu trabalho. Nas últimas duas semanas, vi mudanças de atitude de outras pessoas. Tudo tem um pensamento por trás. Minha recuperação foi diferente do que é normalmente. Quero ver este tipo de mudança. Ele é uma parte importante deste quebra-cabeça para levar o Corinthians ao alto nível. Todos juntos. Chegar no lugar do Corinthians. Lugar de vitória. Eu nem acredito que ele está aqui. Vou entregar meu melhor para ajudar neste momento”.
Mais sobre a lesão sofrida
“Acho que nós trabalhamos muito bem. Não foi uma grande lesão. Não foi algo que tive no passado. Tentei voltar o mais rápido possível. Estou sempre cuidando do meu corpo. Às vezes, é má sorte, às vezes é estresse, não sei qual foi a razão, mas voltei rápido. O treinador mudou o ambiente, conectou as pessoas. Ele é a pessoa que está trabalhando com os atletas da melhor forma possível. Ele quer todos os dados. Quero entregar meu melhor e amanhã é meu primeiro jogo para fazer isso”.