Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Como o lobo colorado cortou as asas do Bragantino Juca Kfouri Colunista do UOL 15/12/2025 11h32 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Fabrício Carpinejar Imagem: Diego Lopes/ Divulgação Fabrício Carpinejar é poeta, escritor e jornalista como todos sabem. E colorado. Muito colorado. Também é dos principais palestrantes pelo país afora. Só entre outubro e dezembro esteve em 29 cidades em palestras para grandes empresas. Amanda Klein Cassações de Eduardo e Ramagem testam Câmara Diogo Cortiz IA já muda a cabeça e o voto das pessoas Josias de Souza Aliados expõem na rua tática de Lula para 2026 Daniela Lima PGR vê corrupção no 1º caso sobre emendas Estava em Belém, no aeroporto, para pegar um avião em direção a Belo Horizonte — onde passaria o sábado antes de ir para o Beira-Rio, no domingo, ver o decisivo Inter x Bragantino. Tudo ou nada. O telefone tocou. Um diretor do Inter o avisou que Abel Braga queria que ele palestrasse aos jogadores na noite do sábado. Carpinejar mudou a passagem para Confins e voou para o Salgado Filho, não por acaso chamado de Aeroporto Internacional de Porto Alegre. Com o céu como testemunha roteirizou o que falaria. Nada de poesia. Capitão Nascimento em ação, terapia de choque, desbloqueio criativo. Continua após a publicidade Hora de ser lobo, de fazer, sem pensar. Atacar feito lobos, defender igual: alcateia. Carpinejar assumiu o papel de ferramenta de Abel, de líder. Disse aos jogadores que comprometimento não faltava, ao contrário. Havia sobrecarga, excesso de preocupação, jogo da vida. Nada disso. Continua após a publicidade O futebol não tem passado nem presente. Só o agora. Era preciso desestressar o grupo, sem comovê-lo, fazê-lo chorar. Mentalizar a vitória e ir à luta. Leveza com ferocidade, não pensar em nada na hora do jogo, só fazer. E fazer. Carpinejar não mencionou a dependência de outros resultados, embora tenha ido ao estádio, de tão convicto da vitória colorada, preocupado só com os jogos dos quais o Inter dependia. "Nunca comemorei tantos gols em minha vida", disse. Continua após a publicidade Sim, foram dez gols: os três do Inter, os quatro do Botafogo contra o Fortaleza e os três do Palmeiras sobre o Ceará. O poeta não fez poesia, o escritor não escreveu a palestra, o jornalista não publicou a experiência única. Felizmente, vazou, como era inevitável com tantas testemunhas. O profissional palestrante jamais havia sido tão amador, voluntário. Há certas coisas na vida que não têm preço. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Filho de Rob Reiner é preso após assassinato dos pais Cassações de Eduardo Bolsonaro e Ramagem são novo teste para Câmara Chico Barney: Números não dão conta do tamanho de Dudu Camargo em 2025 Ministro diz a Tarcísio que inércia de agência poupa contrato da Enel em SP Oposição do São Paulo articula afastamento de Julio Casares após escândalo