Conteúdo Original
O domingo rubro-negro amanheceu com o peso de mais uma queda: o Flamengo foi eliminado pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores, nos pênaltis, e Lucas Paquetá voltou a viver o lado mais cruel do jogo. Depois de desperdiçar a cobrança decisiva, o meia desabou em campo e chorou; Jorginho e Bruno Henrique também erraram. A contratação mais cara da história do Flamengo ainda procura um título de expressão, e a lembrança de outra chance perdida contra o Corinthians, na Supercopa Rei, tornou a ferida mais funda. [ ] Fora das quatro linhas, a disputa ganhou contornos de tribunal. O Flamengo afirma que só entrou no caso após o Estudiantes recorrer ao CAS para liberar Marcos Rojo; a Conmebol havia recusado a inscrição, após consultar a Fifa, e o clube carioca apresentou reclamação depois da partida, pedindo uma decisão antes da final. Abel Ferreira resumiu a visão de quem já está classificado: Palmeiras e Estudiantes, disse, venceram “dentro de campo”. [ , , ] Agora, a ressaca precisa caber numa tabela apertada. No Brasileirão, o Flamengo soma 67 pontos, persegue o Palmeiras e recebe o Atlético-MG no Maracanã: vencer pode devolver a liderança, mas a eliminação continental chega como pressão extra. O retrospecto recente oferece um aviso incômodo: nas duas últimas quedas antes da final da Libertadores, o time reagiu bem de imediato, mas terminou sem conquistar o campeonato nacional. [ , , ] Enquanto os profissionais tentam virar a página, a base vive seu próprio palco internacional. Na Messi Cup, o Flamengo estreou com empate sem gols diante do Cornellà; em outra frente da formação rubro-negra, o mexicano Diego Reyes marcou seu primeiro gol pelo Flamengo, um golaço de falta na vitória por 3 a 0 sobre o Sampaio Corrêa pelo Carioca Sub-20. Entre a cobrança de uma eliminação e a promessa de um jovem que começa a aparecer, o dia terminou lembrando que o futebol também se escreve em capítulos diferentes. [ , , ]