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Só para assinantes Assine UOL Opinião Um poema para Pep Guardiola Juca Kfouri Colunista do UOL 25/05/2026 06h00 Deixe seu comentário Pep Guardiola em seu último jogo como treinador do Manchester City Imagem: Divulgação/Manchester City Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× POR THE CHUBBY NORTHERNER* Sempre haverá treinadores que ganham troféus. Treinadores que constroem equipes bem-sucedidas. Sakamoto O preconceito sobre Bolsa Família na fala de Huck Alexandre Borges A esquerda encontrou um Moro para chamar de seu Josias de Souza Flávio é pressionado a indicar seu Posto Ipiranga PVC Renato não é o culpado por 26 anos de crise no Vasco Treinadores que deixam estatísticas para trás. E então houve Pep Guardiola, que deixa memórias para trás. Construiu eras. Reimaginou o jogo. "Futebol é chato" — ele leva a culpa. Mas dez anos, hein? Continua após a publicidade Dez anos de corações azuis aprendendo que o futebol podia parecer voar. Dez anos reescrevendo capítulos e quebrando recordes, dez anos de momentos que durarão a vida toda. Eu me lembro de ser zoado por torcer pro City e agora as pessoas estão desesperadas para fazer parte da nossa história. Dos dias em que ter esperança era perigoso, quando "típico City" ainda ecoava na nossa cabeça. Mas, agora? Agora temos confiança, um estilo, uma identidade — tudo graças ao legado de um homem só. Centuriões marchando para o Triplete. Continua após a publicidade Quatro títulos seguidos. Gols nos últimos minutos e se tornar campeões do mundo. Não são mais sonhos, mas memórias. Memórias reais. Do tipo que fica costurado para sempre nas famílias. Porque isso nunca foi só sobre futebol. Eram pais levantando filhos nos ombros quando o Rodri marcou. Continua após a publicidade Tios e tias explodindo quando a torcida gritava. Mães gritando na frente da TV. Irmãos se abraçando no pub, primos celebrando nas baladas. Avós chorando baixinho na poltrona, lembrando daqueles que não estão mais aqui, desejando que pudessem ver o City dominar o mundo. E talvez seja por isso que isso dói tanto. Porque como você se despede de alguém que te deu momentos que você vai repassar pelo resto da vida? Continua após a publicidade Como você explica para as gerações futuras como era assistir futebol jogado como poesia? Como orquestras em azul celeste. Como se cada passe significasse algo maior. Como se cada temporada fosse uma sinfonia terminando num crescendo. Rasgando livros e escrevendo novos capítulos. Pep tinha a caneta enquanto o gramado era seu papel. Ele não construiu só um time. Continua após a publicidade Ele construiu um tempo nas nossas vidas. Tudo sob o Pep. E a verdade é que isso nunca será replicado. Nem o futebol. Nem a dominância. Nem a sensação. Continua após a publicidade Porque nós não estávamos só assistindo à grandeza. Nós estávamos vivendo dentro dela. O maior treinador que muitos de nós veremos na vida. Um gênio. Um revolucionário. Uma máquina de memórias. Continua após a publicidade Mas não fique triste que está acabando. Fique feliz que aconteceu. * The Chubby Northerner é o nome artístico de Tom Stocks, um poeta, performer e artista de Manchester. É conhecido como "Pavement Poet" (poeta da calçada)que escreve mensagens positivas, inspiradoras e reflexivas com giz nas ruas, praças e calçadas para alegrar o dia das pessoas e promover bem-estar mental. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Trajano: Filipe Luís é superior a Jardim e foi 'destratado' no Flamengo Financial Times: 'comédia de erros', filme sobre Bolsonaro ameaça Flávio Após retirada de câncer, Lula faz tratamento preventivo de radioterapia A esquerda encontrou um Sérgio Moro para chamar de seu Mãe de Tadeu Schmidt, Dona Janira, morre aos 92 anos