Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Opinião Endrick está leve na França e ganha o craque do jogo na estreia em casa Yara Fantoni Colunista do UOL 18/01/2026 19h38 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Endrick comemora o segundo gol com Tagliafico e Abner Vinícius Imagem: Divulgação/Lyon Há quanto tempo Endrick joga na França? E essa sintonia com o elenco, com o estádio, com o jogo? Quantos anos ele tem? As perguntas surgem porque nada parece fora do lugar. O garoto está leve, solto, com um sorriso no rosto — como se estivesse jogando no quintal de casa. Neste domingo, veio a estreia em casa. E veio com tudo o que uma estreia pede: aplausos, gritos, encantamento. Veio também com o troféu de craque do jogo, entregue não apenas pelos números, mas pela sensação que ele provocou em campo. Endrick jogou com alegria — e alegria, no futebol, costuma ser contagiante. Na primeira partida pela Ligue 1, não marcou gols. Mas quem disse que faltou protagonismo? Estava lá, sorrindo largo nas comemorações dos companheiros. No primeiro gol, pulou em cima de Pavel e repetiu a comemoração do amigo, como quem já entende o idioma invisível do vestiário. No segundo, no gol de Abner, juntou-se à dancinha festiva, sem cerimônia, sem timidez, sem peso. Casagrande A diferença de posturas na final da Copa Africana Juca Kfouri Bidon acaba com a festa tricolor pós-impeachment Luiz Felipe Pondé Militância ideológica se iguala a fanatismo religioso Milly Lacombe Só o racismo explica a fúria da vaia que Vini Jr. levou Os números ajudam a contar a história: foram cinco desarmes, arrancadas em velocidade, dribles desconcertantes. Mas o que não cabe na estatística é o barulho das arquibancadas. Toda vez que Endrick encostava na bola, o estádio se levantava. A torcida reconhecia ali algo diferente — talvez o atrevimento da juventude, talvez o talento cru, talvez a promessa de espetáculo. Logo aos cinco minutos, quase sofreu um pênalti. Na sequência, arriscou um chute ao gol. E assim seguiu a noite: partindo para cima, buscando o duelo, encarando zagueiros mais experientes sem pedir licença. Teve uma tentativa de encobrir o goleiro que prendeu a respiração de todo mundo. Não entrou, mas poderia. E isso bastou. Endrick ainda não marcou em casa, mas marcou presença, desde a chegada ao estádio, com a loja lotada e todos à procura da camisa 9. O jovem anda marcando ritmo e memória. Em tempos de tanto peso sobre jovens talentos, ele parece jogar sem carregar nada nos ombros, apenas a bola nos pés e um sorriso no rosto. E quando um jogador entra em campo assim, o futebol agradece. Vamos, garoto! Ainda temos tempo para a Copa! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Jonas imuniza Sarah e Cowboy indica Milena ao 1º Paredão do BBB 26 BBB 26: Globo exibe imagens de Pedro tentando beijar Jordana na despensa BBB 26 - Enquete UOL: quem você quer eliminar no primeiro Paredão? Políticos e empresários lamentam morte de Jungmann: 'lições sobre diálogo' Adm de Pedro detona brother após acusação de assédio: 'Estamos com raiva'