Conteúdo Original
Futebol Figurinhas nos EUA têm níveis de raridade e podem valer mais de US$ 100 mil Danilo Lavieri e Thiago Arantes Do UOL, em Nova Jersey (EUA) e em Barcelona (Espanha) 03/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Figurinha super rara do Messi da Copa de 2022 vendida por US$ 139 mil Imagem: Reprodução/Goldin.com Colecionar figurinhas da Copa do Mundo sempre foi uma tradição para torcedores de diferentes gerações. Mas, nos Estados Unidos, a versão do álbum oficial da Fifa para a Copa de 2026 traz um elemento que muda completamente a experiência para os colecionadores: a busca por figurinhas raras. Ou melhor: mega raras! Enquanto na maior parte do mundo as figurinhas são idênticas e com a promessa da Panini de serem distribuídas na mesma quantidade, a edição comercializada nos EUA, um dos países-sede da Copa, conta com versões especiais dos jogadores, conhecidas como paralelas. Elas podem ser identificadas por bordas coloridas diferentes e têm níveis variados de raridade. Segundo a Panini, responsável pelo álbum oficial, os colecionadores poderão encontrar versões com a borda azul, vermelha, roxa e verde, além da cobiçada edição Preta 1 de 1, considerada única no mundo. Isso significa que existe apenas uma unidade daquela figurinha específica produzida para determinado jogador. Josias de Souza Trump passa de 'aliado' de Flávio a maior estorvo José Fucs Por que cerco de Trump às facções é bom para o Brasil Narrativas em Disputa Tarifaço, Pix e o efeito na campanha de Flávio Wálter Maierovitch Trump libera fúria contra Netanyahu Esse modelo aproxima o universo das figurinhas do mercado de cards colecionáveis, no qual a raridade costuma ser um dos principais fatores para determinar o valor de um item e faz a novidade ser mais próxima à tradição dos Estados Unidos de colecionar cards. Quanto mais raro e mais relevante for o atleta retratado, maior tende a ser o interesse dos colecionadores. Messi recordista As figurinhas não são vendidas em bancas de jornal, como ocorre no Brasil, mas estão em praticamente todas as lojas de departamento. Alguns mercados também vendem, além de, claro, existir bastante venda online. O melhor exemplo sobre raridade aconteceu após a Copa do Mundo de 2022. A figurinha paralela preta única de Lionel Messi alcançou US$ 139.200 em uma venda realizada depois do título da Argentina no Catar, estabelecendo um recorde para esse tipo de item. O mercado de figurinhas da Copa já movimenta cifras expressivas há alguns anos. O álbum completo do Mundial de 1994, que inclui a figurinha de estreia de Ronaldo Fenômeno em Copas, foi vendido por US$ 8.580 em 2021, segundo contou a seção de Colecionáveis do "Sports Illustraded". Já a primeira figurinha de Copa de Messi, lançada para o Mundial de 2006, na Alemanha, alcançou US$ 7.877. Entre as negociações de maior destaque também aparece a figurinha Gold Black de Kylian Mbappé da Copa de 2018, comercializada por US$ 6.850. Continua após a publicidade A presença das versões paralelas torna a caça às figurinhas ainda mais intensa. Além da missão tradicional de completar o álbum, os colecionadores passam a procurar exemplares numerados e raros de estrelas consagradas e de jovens promessas que podem se valorizar ao longo do tempo. Com isso, o álbum da Copa de 2026 vendido nos Estados Unidos ganha uma característica praticamente exclusiva em relação ao restante do mundo: as figurinhas deixam de ser apenas peças para preencher páginas e passam a funcionar também como itens de coleção com potencial de valorização financeira, especialmente quando envolvem os principais nomes do futebol mundial. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Por que o cerco de Trump às facções é bom para o Brasil Moraes é tietado no Gilmarpalooza e brinca: 'Sou popular, corintiano' Próxima grande venda do Porto pode fazer São Paulo faturar mais de R$ 80 mi Empresário compra prédio abandonado há 80 anos em SP e descobre relíquia O que comer no café da manhã para ter mais energia e concentração