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Zinedine Zidane tem como principal desafio no início do trabalho à frente da seleção francesa encontrar um meio-campista capaz de organizar a equipe com a bola. Segundo análise do AS, a busca por um jogador com características semelhantes às de Rodri , referência da Espanha no setor, está entre as prioridades do treinador, que pretende implementar uma equipe baseada no controle do jogo.
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Nos três primeiros compromissos, Zidane ainda não repetiu escalação ou formação no meio-campo. Contra a Turquia , Manu Koné, Rabiot e Cherki foram os escolhidos. Diante da Bélgica , em Bruxelas, Camavinga, Da Cunha e Akliouche formaram o setor, enquanto no confronto com a Itália , Da Cunha, Cherki e Rabiot começaram juntos.
O AS aponta que a dificuldade para encontrar um organizador não é recente na seleção francesa. A equipe convive com problemas no setor há cerca de quatro anos, e Zidane já começou a testar alternativas para melhorar a circulação da bola.
Rayan Cherki, Lucas Da Cunha e Maghnes Akliouche, por exemplo, passaram a atuar em posições mais recuadas. Os três têm características ofensivas, mas foram deslocados para o meio-campo na tentativa de contribuir com a saída de bola e o controle das partidas.
A movimentação também remete a uma tentativa feita por Laurent Blanc em 2012. Naquela época, o treinador recuou Yohan Cabaye, que atuava como interior, para uma função mais defensiva no meio-campo. A solução, porém, não funcionou.
De acordo com a análise do AS , Zidane tem no PSG de Luis Enrique uma das principais referências para o modelo que deseja implementar na França. O clube parisiense construiu seu meio-campo com Vitinha, Fabián e João Neves, jogadores que ajudam a equipe a controlar os jogos por meio da posse de bola.
No futebol de seleções, o principal exemplo é justamente a Espanha . Atual campeã da Eurocopa e do Mundial, a equipe comandada por Luis de la Fuente tem em Rodri uma peça central para a dinâmica do meio-campo e para a construção das jogadas.
A ideia de Zidane é encontrar na França um jogador capaz de exercer função semelhante e oferecer maior controle à equipe. O treinador conta com diferentes opções, entre elas Camavinga, Da Cunha, Rabiot, Koné, Cherki e Akliouche , além de outros nomes que ainda podem retornar ao grupo, como Tchouaméni e Zaïre-Emery .
O AS também relembra que a França apostou em características diferentes no setor nos últimos anos. No título da Copa do Mundo de 2018 , por exemplo, Paul Pogba e N'Golo Kanté formaram uma dupla baseada na intensidade, na capacidade física e na participação tanto ofensiva quanto defensiva.
As lesões e a falta de continuidade desses jogadores fizeram com que a comissão técnica precisasse buscar outras alternativas nos anos seguintes. Agora, Zidane tenta encontrar uma solução que combine a força física tradicionalmente associada ao meio-campo francês com maior capacidade de controle e circulação da bola.
A seleção francesa enfrenta novamente a Bélgica nesta segunda-feira (5), pela Nations League. O adversário não terá Kevin De Bruyne, suspenso pelo acúmulo de cartões, nem Dayot Upamecano, expulso no duelo contra a Itália.
Zidane busca a segunda vitória sobre a Bélgica neste início de trabalho. A França venceu o confronto anterior, em Bruxelas, por 1 a 0. Uma nova vitória deixará a equipe próxima da classificação para as quartas de final da Nations League , competição que representa o primeiro grande objetivo de Zidane desde que assumiu o comando da seleção.