🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

ruth chepngetich quenia jogos olimpicos de toquio peres jepchirchir aiu maratona de sydney kara goucher gianni demadonna irine cheptai nike oregon project

Conteúdo Original

A queniana Peres Jepchirchir, campeã olímpica e mundial de maratona, foi suspensa provisoriamente depois de testar positivo para o EPO, estimulante sanguíneo proibido, em uma amostra coletada antes de sua vitória na Maratona de Sydney, informou a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), nesta sexta-feira (23). A AIU acrescentou que a amostra, coletada fora de competição, no Quênia, apresentou resultado analítico adverso para EPO (eritropoetina), substância que aumenta a produção de glóbulos vermelhos. “Só posso dizer que me sinto péssimo com o que aconteceu, e acho justo que uma atleta que usa substâncias para melhorar o desempenho seja desclassificada”, disse o agente dela, Gianni Demadonna, em comunicado enviado por e-mail. Aos 33 anos, ela é uma das mulheres mais premiadas do esporte. Conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e venceu grandes maratonas em Nova York (2021) , Boston (2022), Londres (2024) e Sydney (2026). Também já foi recordista mundial da meia maratona. Jepchirchir é a mais recente de uma longa lista de atletas quenianos a infringir as regras antidoping. Mais de 140 atletas do país foram punidos desde a criação da AIU, em 2017. “Eu não acredito em muito do que vejo quando estou em uma transmissão. Não me surpreendo com isso”, disse a medalhista de prata olímpica nos 10.000 metros e comentarista Kara Goucher, que foi denunciante no caso do Nike Oregon Project. “Fico, no entanto, triste por todas as atletas que terminaram atrás dela e foram prejudicadas, perdendo um lugar no pódio.” Jepchirchir dominou a prova feminina em Sydney, em agosto, abrindo vantagem sobre o pelotão para cruzar a linha de chegada em 2h18min31s, mais de três minutos à frente da compatriota Irine Cheptai, segunda colocada. A Maratona de Sydney, incluída na lista das maratonas majors a partir de 2025, disse estar “extremamente decepcionada” com a notícia. “Nosso compromisso com o esporte limpo é inabalável. Toda atleta que se alinha na largada em Sydney merece competir em condições de igualdade”, afirmou a organização em comunicado. No ano passado, a recordista mundial feminina da maratona, a queniana Ruth Chepngetich, foi suspensa por três anos após admitir violações das regras antidoping envolvendo a hidroclorotiazida (HCTZ), um diurético proibido. Seu recorde mundial, de 2h09min56s, permanece nos registros, porque foi estabelecido antes do teste positivo.