🔎 ou veja todas as análises já realizadas

Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

MLB World Series Milwaukee Brewers Tampa Bay Rays Jacob Misiorowski Drew Rasmussen Logan Henderson Freddy Peralta Yokohama DeNA BayStars Fukuoka Softbank Hawks Samsung Lions Kia Tigers KT Wiz Anhanguera Nikkey Clube

Conteúdo Original

As estatísticas avançadas mudaram o esporte. Todos os esportes. Não há modalidade de alto nível que seja disputada sem que todos os números, relativos a todos os aspectos do jogo, sejam levantados e analisados para descobrir onde dá para melhorar. Esse processo teve grande impulso no beisebol, sobretudo com o livro – depois transformado em filme – “Moneyball”. Mas, dentro do próprio beisebol, o Moneyball carregava um estigma: “ajuda a ganhar temporada regular, mas não ganha títulos”.0 Então pode apagar o clichê de seu dicionário de expressões. Em 2026, o moneyball vai ser campeão. A World Series deste ano reunirá Milwaukee Brewers e Tampa Bay Rays. Duas equipes que têm como principal marca o uso de inteligência e estatísticas avançadas. Apesar de o moneyball ganhar fama com os Athletics, é com Cervejeiros e Arraias que os conceitos são aplicados com mais brilhantismo nos últimos 15 anos. Em 2026, tiveram as melhores campanhas de Liga Nacional e Americana e passaram por todas as fases dos playoffs. No caminho, passaram os concorrentes mais milionários - e com elencos mais estrelados – que tinham no caminho. E com varrida, nos dois casos. E qual é o segredo do moneyball dos finalistas? Acredite, é jogar bonito. Na década de 2000, quando as estatísticas avançadas se tornaram populares, a ideia era questionar o peso de bases roubadas e aproveitamento no bastão – até então muito valorizadas no mercado – e explorar walks. A partir daí, se evoluiu para questionar a relativizar a importância de um grande defensor que rebate mal e de esticar a partida dos abridores em troca de explorar mais os relievers. Durante anos, o moneyball criou equipes eficientes que… jogavam um beisebol pouco empolgante. O moneyball, porém, não é um conjunto de verdades fixas, escritas na pedra. O princípio é dirigir o olhar para onde ninguém está olhando, e achar jogadores produtivos que estão com baixo valor de mercado porque não atendem às características da moda. E, na medida em que todas as franquias começaram a buscar reforços que atendam às necessidades do parágrafo acima, talentos que praticam o jogo no estilo antigo se tornaram baratos. Assim, Brewers e Rays investem em bases roubadas, rebatidas simples, toques (bunt), sacrifício e defesas afiadas. Muita estratégia e técnica para avançar os corredores base a base, sabendo que nem sempre vai aparecer aquele home run que resolve tudo de uma vez só. E, no montinho, essas duas franquias dão inveja a todas às outras 28 na capacidade de desenvolver arremessadores para todas as funções que um time precisa. Desse modo, a World Series que consagrará o moneyball deve ter jogos empolgantes e estratégicos, mas com placares baixos e apertados. Há uma grande chance que detalhes, jogadas pontuais, definam cada um dos confrontos. Que assim seja. TAMPA BAY RAYS (98 vitórias - 64 derrotas) x MILWAUKEE BREWERS (103-59) Na temporada regular: Brewers 2 a 1 Palpite: Brewers 4 a 2 Ataque: Vamos falar de equilíbrio entre as equipes? Na temporada regular, ambas empataram como líder da MLB em aproveitamento no bastão (25,8%), foram top 5 em bases roubadas (164 a 162 para o Tampa) e entre as dez piores em home runs (169 a 154 também para os Rays). Apesar de números ligeiramente – muito ligeiramente – piores, o Milwaukee produziu mais corridas, 832 a 736. As características ofensivas são muito parecidas. Ambas têm jogadores que chegam muito em base (Liam Hicks, Junior Caminero, Chandler Simpson e Yandy Díaz nos Rays, Jake Bauers, Bryce Turang, Garrett Mitchell e Jackson Chourio nos Brewers). Ambas têm poucos rebatedores de potência para trazer um home run (Caminero, Díaz e Jonathan Aranda no Tampa, Bauers, Chourio e William Contreras no Milwaukee). Roubo de base? Pense em Simpson e Taylor Walls x David Hamilton e Cooper Pratt. Por isso, vai levar vantagem o time que tiver os jogadores em semana mais inspirada. Uma sequência positiva pode fazer a diferença. E, considerando as duas fases anteriores dos playoffs, os Brewers mostraram mais consistência que os Rays. Mas o Tampa pode se beneficiar de ter feito uma série longa na final da Liga Americana, enquanto que o Milwaukee terá de ficar uma semana sem jogar, o que muitas vezes prejudica o ritmo de jogo de rebatedores. Rotação: Aqui os Cervejeiros podem encher o peito para mencionar Jacob Misiorowski. O garoto de 24 anos está em sua segunda temporada e já é favoritíssimo a ganhar o Prêmio Cy Young da Liga Nacional. No entanto, ele mostrou mais vulnerabilidade nas duas partidas que fez nessa pós-temporada e deve duelar com Drew Rasmussen, ás das Arraias que também vem de temporada espetacular (e com atuações até melhores nos playoffs). O número dois dos Brewers também é ótimo, Logan Henderson (ERA de 2,47). Ele deve emparelhar com Freddy Peralta, ex-Brewers e ERA abaixo de 1 nos últimos dez jogos. É muito equilíbrio. No terceiro nome da rotação, os Rays levam vantagem: Nick Martínez (2,47 de ERA na temporada regular) x Robert Gasser (3,87). No jogo 4, teoricamente único sem o top 3 de cada rotação, seriam jogo de bullpens para os dois lados, com Griffin Jax (Tampa) e Shane Drohan e Dustin May (combinados) tentando garantir quatro entradas. Bullpen: Os dois bullpens contam com ótimas opções de relievers. Os Rays podem usar Jax e Ian Seymour para ganhar várias entradas no meio dos jogos. Os Brewers usaram Aaron Ashby nessa função, com ótimos resultados. No papel, há muito equilíbrio entre as equipes. No entanto, o Milwaukee tem uma vantagem: jogou menos. Como tiveram de fazer seis jogos para bater o Cleveland Guardians na decisão da Liga Americana, o Tampa chega à World Series com um bullpen mais desgastado e que expôs mais seu arsenal. Os Brewers até sofreram contra o San Diego Padres na série de divisão, mas varreram o Los Angeles Dodgers na final da Liga Nacional e puderam descansar seus braços. Não à toa, o ERA do bullpen dos Cervejeiros (1,33) é consideravelmente melhor que o das Arraias (3,6) nesses playoffs. O Semana MLB é um post em forma de newsletter sobre os principais temas (e a programação de TV) da MLB. Toda sexta (vez ou outra atrasa para o sábado) uma nova edição TRÊS STRIKES 1) A MLB Cup, torneio infantil filiado à Little League, está em disputa desde a última segunda (dia 19) em San Luis Potosí, no México. O Brasil está na disputa, representado pelo time do Anhanguera Nikkey Clube, de Santana do Parnaíba (Grande São Paulo). Todas as partidas do torneio têm transmissão do Disney+. 2) A Japan Series também está definida. No próximo sábado (dia 24), Yokohama DeNA BayStars e Fukuoka Softbank Hawks começam a disputa da final da NPB (liga japonesa). Como a Liga Central teria a vantagem do mando de campo da final neste ano, os BayStars decidirão em casa se a série for a sete jogos. Ainda assim, o favoritismo destacado é dos Hawks. O time de Fukuoka conquistou o título em oito dos últimos 15 anos e teve – com sobras – a melhor campanha na temporada regular. O Yokohama foi uma grande surpresa do mata-mata, se classificando com a última vaga da Liga Central, mas depois superando Yomiuri Giants (Tóquio) e Hanshin Tigers (Grande Osaka), os dois times mais populares do Japão. 3) A KBO (liga sul-coreana) também está na sua reta final. Samsung Lions (Daegu) e Kia Tigers (Gwangju) fazem a semifinal em melhor de cinco partidas, com vantagem de mando para os Lions. O vencedor da série vai para a Korean Series, onde encontrará o KT Wiz (Suwon), classificado por antecipação à final por ter a melhor campanha na temporada regular. PROGRAMAÇÃO #MLBnaESPN Sexta, 23/out 20h30 - Tampa Bay Rays x Milwaukee Brewers, jogo 1 (ESPN 2 e Disney+) Sábado, 24/out 21h - Tampa Bay Rays x Milwaukee Brewers, jogo 2 (ESPN 3 e Disney+) Segunda, 26/out 20h30 - Milwaukee Brewers x Tampa Bay Rays, jogo 3 (ESPN 4 e Disney+) Terça, 27/out 21h - Milwaukee Brewers x Tampa Bay Rays, jogo 4 (ESPN 4 e Disney+) Quarta, 28/set 21h - Milwaukee Brewers x Tampa Bay Rays, jogo 5 (ESPN 4 e Disney+) Sexta, 30/out 21h - Tampa Bay Rays x Milwaukee Brewers, jogo 6 (ESPN 2 e Disney+) Sábado, 31/out 21h - Tampa Bay Rays x Milwaukee Brewers, jogo 7 (ESPN 4 e Disney+) Obs: Horários de Brasília. Grade sujeita a alteração, sobretudo se alguma série terminar antes do jogo 7