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Análise dos Times

Remo

Principal

Motivo: O artigo foca na virada e na melhora do Remo após a parada técnica, destacando positivamente suas atuações e o trabalho do técnico Condé.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: O Bahia é retratado como a equipe que sentiu a virada e a lesão do goleiro, com uma queda de rendimento após um bom início, sugerindo uma performance negativa.

Viés da Menção (Score: -0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Brasileirão Bahia Remo Rogério Ceni Ronaldo Léo Condé Gabriel Taliari Vitor Bueno Alef Manga

Conteúdo Original

Remo 4 x 1 Bahia | Melhores momentos | 8ª rodada | Brasileirão 2026 Um jogo de futebol tem 90 minutos. Para o Remo , teve apenas 60 no último domingo. Apesar de ter “jogado fora” os 30 primeiros, esse tempo foi suficiente para fazer quatro gols no Bahia, no último domingo, dia 22, em jogo válido pela 8ª rodada do Brasileirão. Sendo assim, vamos pular um pouco a primeira meia hora do jogo (ponto que será retomado mais adiante). A parada técnica, que ocorre por volta dos 30 minutos de cada tempo, foi determinante para o resultado no Mangueirão. Veja mais + Remo goleia Bahia e vence primeira na Série A + Taliari, Vitor Bueno e Rangel são os melhores na goleada; dê suas notas 1 de 3 Vitor Bueno comemorando o gol feito com a camisa do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo Vitor Bueno comemorando o gol feito com a camisa do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo “Parada técnica” A pausa para hidratação surgiu no futebol com o objetivo de permitir que os jogadores se reidratem em partidas com temperaturas elevadas. Com o tempo, passou a ser utilizada também para ajustes táticos, algo comum em outros esportes, como o vôlei. Ou seja, a “parada para hidratação” virou também uma “parada técnica”. Neste ano, a Conmebol instituiu esse tipo de pausa em todas as partidas da Libertadores e da Sul-Americana, independentemente das condições climáticas. Foi justamente nesse momento que o técnico Léo Condé reorganizou o Remo. Se antes o Leão apenas sobrevivia no jogo, depois disso a equipe entrou de fato na Série A e fez o Bahia “pagar o pato” pelos sete jogos sem vitórias . Dos 16 chutes do Remo ao gol, 13 aconteceram após a parada técnica, incluindo os quatro gols. A pausa, portanto, foi decisiva para os ajustes da equipe. Aos 36 minutos, Vitor Bueno enfiou excelente bola para Alef Manga, que cortou Gabriel Xavier e tocou para Gabriel Taliari chutar em cima de Ramos Mingo. O gol não saiu nessa jogada, mas os três azulinos envolvidos teriam protagonismo mais à frente. Aos 39, Zé Ricardo assustou com um chute de fora da área. No minuto seguinte, foi a vez de Marcelinho testar o goleiro Ronaldo, também de longa distância. Esse lance foi chave para a partida. Ronaldo machucou a mão ao cair no gramado após a defesa e precisou ser substituído por João Paulo. Imagem forte: Ronaldo cai mal e se machuca no jogo do Bahia; veja Reação O Remo cresceu na medida em que o Bahia encolhia na partida. A saída de Ronaldo teve peso nisso, e o Tricolor parece ter sentido a lesão do goleiro titular, algo mencionado pelo próprio técnico Rogério Ceni na coletiva que ocorreu após confronto. Se a reação do Leão foi positiva após a parada técnica, a do Bahia foi negativa depois da lesão. Ainda assim, é importante destacar que a queda de rendimento do Bahia não explica tudo. O Remo teve méritos claros na virada , com maior agressividade e melhor aproveitamento das chances criadas. Para o segundo tempo, Léo Condé pediu que o time arriscasse mais de fora da área. Foi assim que Vitor Bueno empatou a partida e recolocou o Remo no jogo. Vitor Bueno e o “atacante de Série A” Vitor Bueno merece um capítulo à parte. Além de marcar o primeiro gol, participou diretamente dos outros momentos decisivos. No segundo, desviou a bola após cruzamento de Pikachu, João Paulo espalmou e Taliari aproveitou para virar o jogo. Depois, o Remo ampliou em jogada construída entre os dois. O camisa 19 tabelou com o camisa 15 e marcou mais um no Mangueirão. Aos 13 min do 2º tempo - gol de dentro da área de Gabriel Taliari do Remo contra o Bahia Ou seja, Vitor Bueno esteve envolvido nos três primeiros gols, além de outros lances importantes, como o lançamento para Alef Manga ainda no primeiro tempo. Ele também parece ter encontrado um bom parceiro de ataque. Após tentativas com Eduardo Melo, João Pedro, Carlinhos e Monti, Taliari surge como uma nova esperança ofensiva. Para fechar o placar, Alef Manga recebeu belo passe de Pikachu e serviu Jajá. O camisa 11 pode não ser brilhante, mas é imprescindível. Luta, se sacrifica e gera perigo constante. 2 de 3 Taliari fez dois pelo Remo neste domingo — Foto: Samara Miranda/Remo Taliari fez dois pelo Remo neste domingo — Foto: Samara Miranda/Remo Se o ataque vinha de três jogos sem marcar, três jogadores ofensivos balançaram as redes contra uma equipe que havia sofrido apenas três gols em sete rodadas. 60 minutos para a história, 30 para esquecer O Remo deu sinais de que pode competir na Série A após a parada técnica, mas, antes disso, parecia caminhar para uma derrota elástica. O Bahia teve liberdade para atacar e só não ampliou por falta de capricho. Kayky permitiu que Kike Oliveira passasse por ele duas vezes no primeiro tempo. Em uma dessas jogadas, Eve apareceu livre para abrir o placar. Marllon e Tchamba também poderiam ter ido melhor em alguns lances. Já no segundo tempo, Pulga passou com facilidade pela defesa azulina e foi derrubado por Patrick dentro da área. Na cobrança do pênalti, Marcelo Rangel fez a defesa e manteve o Remo vivo na partida, em um momento que poderia ter mudado completamente o rumo do jogo. Aos 7 min do 2º tempo - revisão do VAR de Erick Pulga do Bahia contra o Remo Desta vez, o ataque eficiente do Remo encobriu os problemas defensivos. Esse ainda é um ponto que precisa ser corrigido por Léo Condé. Data Fifa Agora, o Brasileirão terá uma pausa por conta da Data Fifa, período reservado para jogos de seleções. O Remo volta a campo pela competição no dia 2 de abril, contra o Santos. Antes disso, estreia na Copa Norte, na próxima quinta-feira, diante do Porto Velho, fora de casa. A equipe deve poupar os titulares. Condé terá, enfim, terá tempo para "trocar as peças do carro" e trabalhar com mais calma após assumir a equipe, agora com um ambiente mais tranquilo e menos pressão. 3 de 3 Léo Condé, técnico do Remo — Foto: Raul Martins | Remo Léo Condé, técnico do Remo — Foto: Raul Martins | Remo