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Análise dos Times

Sergipe

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Motivo: O artigo detalha as diversas crises, decepções em campo e problemas administrativos enfrentados pelo Sergipe ao longo da temporada de 2025, apresentando um tom predominantemente negativo e crítico.

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Conteúdo Original

A temporada de 2025 definitivamente foi para o torcedor do Sergipe esquecer. O clube afundou em campo com decepções ao longo de todo o ano, e viu dois presidentes renunciarem, expondo uma grave crise administrativa e financeira a ser contornada. + Leia mais notícias do Sergipe no ge 1 de 7 Sergipe viveu ano de dificuldades dentro e fora de campo — Foto: Divulgação/CSS Sergipe viveu ano de dificuldades dentro e fora de campo — Foto: Divulgação/CSS O Gipão foi eliminado ainda na segunda fase do Campeonato Sergipano, na fase preliminar da Copa do Nordeste, e na primeira fase da Copa do Brasil. Na Série D do Campeonato Brasileiro fez uma campanha mais digna, porém caiu na segunda fase. E no fim, ainda ficou com o vice da Copa Governo do Estado. Tudo isso enquanto três presidentes diferentes ocuparam o cargo. Nesta retrospectiva, o ge relembra tudo que aconteceu no ano de 2025 do Sergipe. Decepções logo de cara Sergipe perde para o ASA e é eliminado da Pré-Copa do Nordeste O ano de 2025 seria o primeiro da gestão Júnior Torres, que tomou posse em novembro de 2024 para suceder Ernan Sena. Com o novo presidente, a torcida deu um voto de força ao clube, ainda mais com desafios importantes logo de cara na temporada. Mas com poucos dias no ano, em 4 de janeiro, as coisas não andaram. O Sergipe viu o sonho de chegar à fase de grupos da Copa do Nordeste acabar cedo: dominado em plena Arena Batistão, o time comandado por Ailton Silva perdeu por 2 a 0 para o ASA e foi eliminado ainda na primeira fase prévia. 2 de 7 Com Batistão vazio, Sergipe sofreu para empatar com o Barra — Foto: Erick O'Hara/Governo de Sergipe Com Batistão vazio, Sergipe sofreu para empatar com o Barra — Foto: Erick O'Hara/Governo de Sergipe Na semana seguinte, a chance de se redimir na estreia no Campeonato Sergipano, diante do Barra, novamente em casa. Em tese, um jogo acessível. Mas mesmo com um jogador a mais durante boa parte do jogo, o Sergipe jogou mal, saiu atrás, e buscou o empate apenas na reta final com gol de Lucas Straub . Dois jogos que serviram como prenúncio do que viria pela frente. Estadual decepcionante América de Propriá vence Sergipe na Arena Batistão pela nona rodada do estadual O Campeonato Sergipano foi de altos e baixos, com muitos problemas e poucos desempenhos que animaram o torcedor. Foram dez jogos no estadual, com apenas três vitórias, dois empates e cinco derrotas. Em nenhum momento na competição, por exemplo, o Sergipe teve dois triunfos seguidos. Após a quarta rodada, com a derrota para o Falcon, Ailton Silva foi demitido e quatro jogadores deixaram o elenco, incluindo alguns titulares . O auxiliar Paulo Helber assumiu o posto e até teve alguns jogos melhores, como a vitória contra o Dorense fora de casa e a goleada sobre o Guarany como mandante. Mas foi pouco. 3 de 7 Expulso, Paulo Helber assiste Clássico Maior de cabine na Arena Batistão — Foto: Felipe de Pádua/TV Sergipe Expulso, Paulo Helber assiste Clássico Maior de cabine na Arena Batistão — Foto: Felipe de Pádua/TV Sergipe Mesmo amargando uma pesada sétima posição entre dez times na fase inicial, o Sergipe se classificou à segunda fase. Mas, em jogo único, foi derrotado pelo Itabaiana por 2 a 0 e deu adeus de forma precoce a um Campeonato Sergipano de muita dificuldade. Queda precoce na Copa do Brasil Sergipe perde em casa para Ceará e está fora da Copa do Brasil No meio da campanha estadual, o Sergipe tinha outra dura missão em seu retorno à Copa do Brasil. O Gipão enfrentaria na primeira fase o Ceará, na Arena Batistão, em jogo único. Curiosamente, o sorteio reservou a possibilidade de um Clássico Maior na segunda fase, visto que o vencedor enfrentaria quem viesse de Parnahyba-PI e Confiança. Mas a partida se deu em um momento difícil na temporada, logo após as derrotas no clássico para o Confiança, e por 4 a 0 para o Lagarto em casa. Para piorar, ainda com a punição pelos incidentes ocorridos na primeira fase de 2023, diante do Botafogo, o Sergipe jogou com portões fechados . Sem torcida, derrota melancólica por 2 a 0 que resumia o momento do clube, e eliminação logo de cara na competição nacional. 4 de 7 Sergipe perdeu para Ceará e caiu na primeira fase da Copa do Brasil — Foto: Sérgio Luís Sergipe perdeu para Ceará e caiu na primeira fase da Copa do Brasil — Foto: Sérgio Luís Mais uma Série D no caminho Sergipe vence o Santa Cruz e sai na frente por vaga nas oitavas de final da Série D Após o bagunçado primeiro trimestre, Paulo Helber deixou o comando do Sergipe. Visando a Série D do Campeonato Brasileiro, a diretoria agiu rapidamente e trouxe Dico Woolley , conhecido por trabalhos importantes pelo Retrô-PE. Também foi promovida uma reformulação completa no elenco. Tudo isso para tentar apagar o que aconteceu e fazer uma campanha mais digna a nível nacional. A fase de grupos, com muitos altos e baixos, acabou sendo positiva: com 22 pontos em 14 jogos, o colorado foi o terceiro colocado do grupo A4, e avançou à segunda fase. Na etapa seguinte, já em mata-mata, um duelo contra ninguém menos que o Santa Cruz. No jogo da ida, talvez o melhor momento do ano: a torcida fez grande mobilização, lotou a Arena Batistão como há tempos não fazia, e o time correspondeu com bom desempenho e a vitória por 2 a 1 . 5 de 7 Sergipe caiu para o Santa Cruz na segunda fase da Série D — Foto: Rafael Vieira | FPF Sergipe caiu para o Santa Cruz na segunda fase da Série D — Foto: Rafael Vieira | FPF Mas no jogo da volta, o sonho virou frustração. Após derrota pelo mesmo placar na Arena de Pernambuco, o Gipão caiu nos pênaltis e foi eliminado . Em sua 11ª participação na Série D, o Sergipe chegou ao mata-mata pela quinta vez, e viu o desejo do acesso derreter novamente. Diante de tantos resultados abaixo do esperado, pelo menos foi garantido calendário nacional em 2026. Em meio à Série D, o Sergipe disputou a Copa Governo do Estado, e ficou com o vice, perdendo a decisão em casa para o Itabaiana - mas conquistou vaga na Série D do ano que está por vir. Será a 12ª participação do Sergipe na quarta divisão nacional, sendo o segundo clube com mais aparições na história da competição. Um ano, três presidentes Novo vice-presidente do Sergipe é entrevistado ao vivo pelo GE Mas passar pelo 2025 do Sergipe não é apenas falar do campo. Isso porque, enquanto todo o cenário já citado acontecia, o time passou por uma grave crise administrativa, que ficou exposta com três presidentes em apenas um ano. A temporada começou com Júnior Torres no posto, eleito pelos sócios para cumprir mandato de três anos. Porém, em maio, durante a Série D, foi aberto um processo de impeachment contra o dirigente , após a apresentação de supostas irregularidades na gestão. No início de julho, em meio ao processo, Júnior Torres renunciou ao cargo . Uma eleição indireta escolheu e conduziu Clóvis Barbosa ao seu lugar dias depois. Mas após três meses, já com o clube tendo a temporada finalizada, divergências internas levaram à renúncia de Clóvis . Coube ao Sergipe fazer mais uma eleição indireta, que escolheu Moisés Santana como novo mandatário . O dirigente foi eleito no fim de outubro e, em teoria, cumpre mandato até 30 de setembro de 2027. 6 de 7 Eleição indireta de Moisés Santana como presidente do Sergipe — Foto: Divulgação / CSS Eleição indireta de Moisés Santana como presidente do Sergipe — Foto: Divulgação / CSS O caos administrativo foi a faísca para também ser exposta uma grave crise financeira. Jogadores denunciaram salários atrasados , além de alguns que alegavam precisar de procedimentos médicos. Um deles, o meia Birungueta, chegou a um acordo recente e será auxiliar técnico do clube . Tais pendências ainda estão sendo ajustadas aos poucos pela nova gestão, que terá pouco menos de dois anos para começar a arrumar a casa. Destaque individual da temporada 7 de 7 Reny Max foi o artilheiro do Sergipe em 2025 — Foto: Guilherme Dayan/CSS Reny Max foi o artilheiro do Sergipe em 2025 — Foto: Guilherme Dayan/CSS Com tantos problemas e muitas mudanças no elenco, poucos jogadores realmente se destacaram na temporada. Mas o que conseguiu ter mais constância ao longo do ano foi o atacante Reny Max. Em seu segundo ano no clube, o jogador de 26 anos foi o artilheiro do Sergipe, com seis gols; e o que mais atuou, aparecendo em 32 jogos. Porém, Reny não fica para 2026: ele foi anunciado pelo Fluminense-PI. Perspectivas para 2026 Ao todo, o Sergipe fez 36 jogos em 2025, com 15 vitórias, seis empates e 15 derrotas, 44 gols marcados e 40 sofridos. O ano ruim do Gipão também reverbera em 2026. O clube terá um calendário mais enxuto, disputando apenas o Campeonato Sergipano e a Série D do Campeonato Brasileiro. A estreia na temporada será no dia 11 de janeiro contra o América de Propriá, às 15h15, pela primeira rodada do estadual. A nova diretoria assumiu o discurso da reconstrução, e terá que iniciar um trabalho de longo prazo para devolver o Sergipe aos seus melhores dias. O torcedor colorado, lado a lado com o clube, espera que 2026 seja o pontapé para o início de novos tempos. Assista: tudo sobre o Sergipe no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos