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Foi um dia de Corinthians marcado pela cobrança que ecoa na Neo Química Arena e que se desloca para a Vila Belmiro, palco do clássico contra o Santos neste domingo. O técnico Dorival Júnior vive um momento de cobranças e tenta reverter o cenário com uma vitória que reacenda a confiança do elenco. [ , ] Dorival conhece bem o estádio santista: 75 vitórias em 94 jogos disputados em casa, com 8 empates e 11 derrotas. Em contrapartida, quando vai à Vila Belmiro como visitante, o aproveitamento não é o mesmo: 15 partidas, apenas 2 vitórias, 4 empates e 11 derrotas. [ ] O clima de cobrança não ficou apenas nas arquibancadas: torcedores entoaram gritos de ordem na Neo Química Arena e, na última sexta-feira, líderes de torcidas organizadas foram ao CT cobrar o elenco e a comissão técnica, conversando com Marcelo Paz e Osmar Stabile. Dorival deixou o local mais cedo e não participou da reunião, enquanto Paz reforçou a confiança na continuidade do trabalho. [ ] A boa notícia para o Corinthians é o retorno de Kaio César e Matheus Pereira, recuperados de lesão, ampliando opções táticas para o clássico deste domingo, na Vila Belmiro. Com isso, Dorival ganha novas possibilidades de escalação. [ ] Na leitura do elenco, o técnico pode repetir o esquema visto na última visita ao Santos, com cinco meio-campistas e uma referência no ataque, mas a ausência de Yuri Alberto, em reta final de recuperação de lesão na coxa esquerda, exige ajustes. Kaio César surge como opção de mobilidade e drible, enquanto Memphis Depay vinha dividido o ataque com Gui Negão, e houve teste com Memphis e Vitinho que não teve sucesso. Pedro Raul aparece como alternativa de referência na área, especialmente em bolas aéreas. [ ] O Corinthians está há quatro jogos sem vencer na temporada, com sete pontos, eliminado do Paulistão e caindo para o décimo lugar no Brasileirão. O próximo jogo é Santos x Corinthians, pela sexta rodada, em 15/03 (domingo), às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, em Santos (SP). [ ] Que a noite tenha o clima de expectativa típico de um clássico: a resposta pode nascer dos retornos, da leitura tática de Dorival, da mobilidade de Kaio César e da precisão de uma torcida que, mesmo sob cobrança, segue acreditando no DNA alvinegro. [ , ]