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Análise dos Times

Motivo: O artigo foca na disputa entre pilotos e menciona a Lotus como a equipe de Senna naquele momento, sem emitir juízo de valor.

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Motivo: A Williams é mencionada como a equipe de Nigel Mansell, mas o foco da análise é na performance dos pilotos.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Max Verstappen Williams Lewis Hamilton Ayrton Senna Michael Schumacher Nigel Mansell Rubens Barrichello Alain Prost Galvão Bueno Lotus Peter Gethin Ronnie Peterson

Conteúdo Original

Quem foi Ayrton Senna, último brasileiro tricampeão de F1 Uma simples foto é capaz de eternizar momentos – mas até que ponto é possível registrá-los, de fato? Às vezes, cenas marcantes são tão rápidas que é muito difícil captar o momento exato em que a história acontece. Há exatos 40 anos, Ayrton Senna dava uma prova disso ao vencer o GP da Espanha de Fórmula 1, com diferença ínfima para Nigel Mansell: apenas 14 milésimos de segundo (0s014). Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp FIA mostra economia de R$ 78 mi por ano com voluntários na F1 Hamilton pilota Ferrari por quase 900 km em teste na Itália A chegada mais apertada da carreira do tricampeão fez jus a uma disputa ferrenha nas últimas voltas daquele grande prêmio, realizado em 13 de abril de 1986 no circuito de Jerez de la Frontera. O término da prova já foi eleito como o mais emocionante da história em votação do ge. 1 de 3 Ayrton Senna Nigel Mansell GP da Espanha de 1986 Jerez de la Frontera — Foto: Sutton Images Ayrton Senna Nigel Mansell GP da Espanha de 1986 Jerez de la Frontera — Foto: Sutton Images A disputa era empolgante por si só: Senna, dentro daquela lendária Lotus preta, tentava segurar a Williams de Nigel Mansell. Anteriormente na corrida, Ayrton assumiu a liderança ao pressionar o britânico e conseguir uma belíssima ultrapassagem, que atordoou o Leão; tanto é que ele também foi superado por Alain Prost instantes depois. Nas voltas finais, Mansell colocou pneus novos e foi a-lu-ci-na-do (como relatou Galvão Bueno na transmissão da Globo) para cima de Ayrton. A decisão da corrida ficou para a última volta. Mansell não parava de se aproximar. E Senna, ao despontar na reta dos boxes para receber a bandeirada, se viu incapaz de manter o britânico atrás. Lado a lado, os dois cruzaram a linha de chegada – e o brasileiro respirou aliviado ao vencer por centímetros. – Por meio carro, Ayrton Senna! No photochart , como se fosse uma corrida de cavalos no Jóquei Clube! – foi a narração daquele momento. Veja quais são os maiores campeões da F1 A imagem que abre esta matéria é a mais famosa daquele GP da Espanha. O registro, pertencente ao Phipps Archive e hoje incorporado à Sutton, outra agência de imagens, - costuma ser utilizado para ilustrar as recordações desta prova por captar o momento da chegada de forma quase perfeita. Quase, porque captar o momento com perfeição seria extremamente difícil. Para entender o quão próxima foi a chegada de Senna e Mansell, vale recorrer a um conceito bastante presente no dia a dia da população; seja na televisão, no cinema ou nos computadores: o de frames por segundo (FPS). Cada segundo de um vídeo é, na verdade, uma sequência de imagens estáticas que formam um movimento – e cada imagem é chamada de frame . Um mísero segundo de um vídeo qualquer na televisão, por exemplo, é formado por 30 imagens em sequência. Então, para saber qual é a duração de um frame , basta dividir 1 (segundo) por 30 (imagens). O resultado: 0s033, ou 33 milésimos. Parece (e é) pouquíssimo, mas é mais que o dobro da diferença de tempo de Senna e Mansell na chegada daquela corrida na Espanha. Para efeito de comparação, estima-se que um piscar de olhos dure entre 150 e 200 milésimos de segundo. 2 de 3 Outro registro da chegada de Senna e Mansell no GP da Espanha de 1986 — Foto: Divulgação/Williams Outro registro da chegada de Senna e Mansell no GP da Espanha de 1986 — Foto: Divulgação/Williams A diferença entre os dois foi tão curta que ninguém sabia quem tinha vencido ao término da prova. Mansell completou a manobra (que não valeu de nada) um pouco depois de receber a bandeirada, mas só descobriu que tinha terminado em segundo ao conversar com o diretor de prova, enquanto saía de sua Williams. Senna, extenuado após a batalha com Mansell, teve dificuldades para levantar o troféu. E enquanto se recuperava do duelo com o Leão, explicava o tamanho da luta que travou momentos antes – tudo isso enquanto recebia uma massagem. – A prova foi a mais difícil que eu fiz até hoje e tive um desgaste altíssimo, principalmente porque o tubo que vai na minha boca e dá o líquido saiu do capacete na terceira volta, fiquei sem beber a corrida inteira e, de certa forma, desidratei – comentou Senna, que se mostrou aliviado com a vitória na sequência. – O Mansell no final. É impossível, quando ele trocou os pneus ficou muito rápido. A potência que o motor Honda tem... era impossível segurá-lo, se tivesse mais uma volta ele teria me passado – completou. 3 de 3 Ayrton Senna dá entrevista enquanto recebe massagem após vencer na Espanha — Foto: Reprodução Ayrton Senna dá entrevista enquanto recebe massagem após vencer na Espanha — Foto: Reprodução E o Mansell? Bem, o Mansell não ficou tão chateado e até abriu um sorrisinho no fim das contas: – Na linha de chegada, eu estava logo ao lado dele. Acho que foi tão próximo que eles deveriam dar 7,5 pontos para cada um (risos). Aliás, o recorde de chegada mais próxima da Fórmula 1 não pertence a Senna – por incrível que pareça. O GP da Itália de 1971 registrou um término ainda mais acirrado, com o britânico Peter Gethin à frente do sueco Ronnie Peterson por apenas 0s010. Prova de que na F1, uma piscada pode fazer com que se perca um momento histórico. As 10 menores diferenças da F1: 0s010 - Peter Gethin x Ronnie Peterson (Itália, 1971) 0s011 - Rubens Barrichello x Michael Schumacher (EUA, 2002) 0s014 - Ayrton Senna x Nigel Mansell (Espanha, 1986) 0s050 - Elio de Angelis x Keke Rosberg (Áustria, 1982) 0s080 - Jackie Stewart x Jochen Rindt (Itália, 1969) 0s100 - Juan Manuel Fangio x Karl Kling (França, 1954) 0s100 - Giancarlo Baghetti x Dan Gurney (França, 1961) 0s174 - Michael Schumacher x Rubens Barrichello (Canadá, 2000) 0s179 - Max Verstappen x Lewis Hamilton (Austrália, 2023) 0s182 - Michael Schumacher x Rubens Barrichello (Áustria, 2002)